O debate político em Pernambuco esquentou após declarações de Samuel Andrade, dirigente da Codevasf e homem de confiança do ministro Silvio Costa Filho, que decidiu se posicionar contra a estratégia adotada pela governadora Raquel Lyra. Segundo Andrade, Raquel comete um “erro muito grande” ao insistir em reabrir a discussão sobre os anos de gestões do PSB no comando do Estado, narrativa que tem pautado seus discursos em diferentes momentos. Para o aliado de Silvio Costa Filho, esse caminho não gera efeitos positivos, uma vez que o candidato apresentado pelo PSB não é o ex-governador Paulo Câmara, mas sim um prefeito que figura entre os mais bem avaliados do país, com índices de aprovação que se destacam em nível nacional. A fala de Samuel foi recebida como um alerta nos bastidores, já que expõe a leitura de que insistir nesse embate não favorece a governadora e, ao contrário, pode fragilizar sua base política diante de uma oposição que busca se renovar e apresentar um discurso de futuro. O dirigente salientou que a insistência nesse tipo de comparação desidrata a discussão eleitoral, afasta a população de temas centrais e reduz a força de uma narrativa que deveria se concentrar em propostas e resultados concretos. Em meio a esse cenário, a fala de Samuel Andrade ganha peso não apenas pelo cargo que ocupa, mas também por refletir a proximidade com Silvio Costa Filho, ministro das Cidades e liderança em ascensão no Estado. O embate discursivo, que parecia restrito ao passado recente da política pernambucana, agora se transforma em peça estratégica para medir forças entre a atual gestão estadual e setores que orbitam a oposição, revelando que o debate eleitoral começa a ganhar corpo bem antes do calendário oficial.
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