Na ocasião, Allan dos Santos também voltou suas câmeras para jornalistas brasileiros que cobriam a agenda presidencial e funcionários da Secretaria de Comunicação do governo, buscando constranger os profissionais com falas críticas à gestão Lula. Em mais um momento de tensão, o influenciador abordou uma família judia que passava pelo local e fez declarações polêmicas contra o presidente, acusando-o de ter posições hostis a Israel e de apoiar o grupo Hamas. O gesto repercutiu como uma tentativa de usar simbolismos internacionais para reforçar seu discurso político nas redes sociais.
Embora esteja formalmente foragido e tenha um mandado de prisão expedido no Brasil, Allan se aproveita da proteção que a legislação norte-americana lhe confere para continuar atuando como uma das principais vozes do bolsonarismo radical no exterior. Suas transmissões são direcionadas a um público fiel que o considera perseguido pelo Supremo Tribunal Federal, enquanto críticos apontam que ele se esconde atrás da liberdade de expressão para espalhar desinformação. O episódio diante da residência oficial brasileira em Nova York escancarou o ambiente de hostilidade em torno da presença de Lula na Assembleia Geral da ONU, em um momento em que a política externa brasileira busca ampliar diálogos, mas enfrenta embates com opositores que utilizam todos os espaços possíveis para marcar posição.
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