De acordo com as investigações, a organização criminosa teria transferido, de maneira fraudulenta, eleitores de Caruaru e municípios vizinhos para Riacho das Almas, com o intuito de manipular o resultado das eleições de 2024. Estima-se que mais de 700 eleitores estejam envolvidos na trama. Em troca de valores em dinheiro e promessas de vantagens futuras, os recrutadores coletavam documentos pessoais e “selfies” das vítimas, utilizando o material para realizar transferências de domicílio eleitoral pelo sistema Título Net, com comprovantes de residência falsos.
“Com esses dados, o grupo conseguiu efetuar centenas de transferências eleitorais sem o comparecimento dos eleitores, ludibriando o sistema da Justiça Eleitoral”, explicou o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Roberto Brayner. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e dinheiro em espécie. Todo o material foi encaminhado à sede do Gaeco Agreste, em Caruaru, para análise detalhada.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral, falsificação de documentos e uso de documento falso. As penas somadas podem ultrapassar 27 anos de prisão, além da perda dos direitos políticos e da inelegibilidade dos envolvidos. A operação reforça o cerco das autoridades contra práticas que distorcem a vontade popular e ameaçam a legitimidade das eleições no interior de Pernambuco.
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