Adriana, que ainda não teve detalhes de seu currículo divulgados, será apenas a segunda mulher a comandar a PF em Pernambuco, repetindo a trajetória inaugurada pela delegada Carla Patrícia, que esteve à frente da superintendência entre 2019 e 2021. A posse da nova chefe ainda não tem data definida, mas a expectativa é de que ela assuma o cargo nas próximas semanas, em meio a um cenário de intensa demanda por investigações federais no estado.
A mudança ocorre enquanto Pádua se prepara para uma missão considerada estratégica pelo governo Lula. Como adido na China, ele será responsável por fortalecer a cooperação bilateral em temas sensíveis como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando, crimes cibernéticos e assistência jurídica internacional. Também deverá atuar no suporte a brasileiros que vivem no território chinês, ampliando a presença diplomática e investigativa do Brasil em um dos maiores centros geopolíticos do mundo.
Antônio de Pádua esteve à frente da superintendência da PF em Pernambuco desde janeiro de 2023. Antes disso, comandou a Secretaria de Defesa Social do estado entre 2017 e 2021, durante o governo Paulo Câmara. Sua passagem pelo órgão estadual ficou marcada pelo episódio da repressão da Polícia Militar a um protesto contra Jair Bolsonaro, no Recife, que deixou diversos feridos e dois homens cegos de um dos olhos — fato que repercutiu nacionalmente.
A nomeação de Adriana Albuquerque simboliza uma aposta em renovação e diversidade dentro da instituição, enquanto a transferência de Pádua para Pequim indica uma reconfiguração da política de cooperação internacional da PF. Nos bastidores, a avaliação é de que a movimentação reforça tanto o alinhamento estratégico do Brasil com a China quanto o interesse em ampliar o alcance global das investigações federais.
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