segunda-feira, 17 de novembro de 2025

MEGA RESGATE NA BR-423: PRF FLAGRA 885 PÁSSAROS E 18 JABUTIS EM TRANSPORTE CLANDESTINO EM GARANHUNS

A BR-423, em Garanhuns, voltou a ser palco de mais um grave caso de crime ambiental na madrugada deste sábado (15). Um homem de 28 anos foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após ser flagrado transportando, de maneira cruel e ilegal, 885 pássaros silvestres e 18 jabutis dentro de um carro popular. As equipes do Grupo de Patrulhamento Tático realizavam fiscalização de rotina quando perceberam o nervosismo do motorista e decidiram abordar o veículo.

Ao abrir o porta-malas e inspecionar o interior do carro, os policiais se depararam com uma cena chocante: dezenas de gaiolas e caixas de papelão apertadas estavam abarrotadas de aves e répteis. O espaço limitado e a falta de ventilação tornaram a viagem ainda mais cruel. Algumas aves, debilitadas pelo estresse e pela superlotação, não resistiram e morreram antes mesmo da chegada da fiscalização.

Entre os animais resgatados havia 400 galos de campina, 290 papa-capins, 58 tico-ticos, 49 azulões, além de outras espécies bastante visadas no tráfico de fauna. Os jabutis eram transportados todos juntos, sem qualquer cuidado, empilhados em caixas improvisadas de papelão. O motorista confessou que havia adquirido os animais em Ouro Branco (AL) e pretendia revendê-los em Caruaru (PE), percorrendo mais de 200 km de estrada com o carregamento clandestino.

Segundo a PRF, o homem é reincidente e já havia sido detido outras vezes cometendo o mesmo tipo de crime. Ele foi autuado por infração ambiental e deverá responder criminalmente pela captura, transporte e comércio ilegal de animais silvestres.

Após o resgate, todos os animais foram encaminhados ao IBAMA e à CPRH, onde receberão cuidados veterinários. Os órgãos ambientais avaliarão as condições de saúde de cada espécie e, quando possível, farão a reintegração dos sobreviventes ao habitat natural. O caso reforça a necessidade de ações contínuas de fiscalização e conscientização para combater o tráfico de fauna, uma das práticas ilícitas que mais impactam a biodiversidade brasileira.

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