Durante a visita, o gestor destacou que a obra entrou em fase final e que parte das decisões de estrutura e serviços está sendo construída ao lado de mães atípicas, que acompanharam a inspeção e apresentaram sugestões essenciais, como encefalograma 24 horas e consultórios odontológicos com sedação. O hospital, que representa um investimento superior a R$ 200 milhões provenientes da Prefeitura e do Ministério da Saúde, está sendo erguido na Avenida Recife e contará com 12 mil metros quadrados, 60 leitos, 15 subespecialidades pediátricas e atendimento 100% custeado pelo SUS.
Um dos pontos mais aguardados é o Centro TEA/Núcleo de Desenvolvimento Integral, área dedicada ao acompanhamento de crianças e adolescentes neurodivergentes, com capacidade para 1.800 atendimentos mensais em neuropediatria, psiquiatria infantil, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e assistência social. O espaço abrigará ainda o primeiro serviço de equoterapia dentro de um hospital público no Nordeste, iniciativa construída a partir de encontros entre mães atípicas e o prefeito, que acolheu sugestões para transformar o equipamento em referência nacional no cuidado integral.
Outro avanço significativo será o Centro de Diagnóstico Integral, criado para reduzir filas e ampliar o acesso a exames e consultas especializadas, com capacidade para 8.600 atendimentos mensais e 35 mil procedimentos diagnósticos por mês, além de um Centro de Especialidades Odontológicas Tipo III com mais de 2.700 atendimentos mensais. O HCR também incluirá uma Escola Hospitalar planejada para atender até 60 estudantes, garantindo que crianças e adolescentes internados mantenham a rotina escolar, seja no espaço pedagógico do terceiro andar ou diretamente nos leitos.
As mães presentes no encontro reforçaram o impacto social da obra. Mara Cecília Guimarães, mãe de uma menina diagnosticada com TEA, celebrou o avanço do hospital ao lembrar as dificuldades enfrentadas para conseguir atendimento especializado e como o novo equipamento deve transformar a realidade de centenas de famílias que hoje peregrinam por diferentes serviços. Para ela, o HCR representa não apenas uma obra física, mas a esperança de cuidado precoce, acesso igualitário e respeito às necessidades das crianças neurodivergentes, sentimento compartilhado por muitas mulheres que acompanharam a vistoria e viram de perto o espaço que está sendo construído com escuta, planejamento e dedicação.
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