O clima interno na sigla tem se tornado insustentável para a deputada. O União Progressista vive hoje um racha silencioso, mas profundo, entre dois polos de forte influência no Estado: de um lado, o grupo liderado por Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e uma das maiores lideranças do Sertão; do outro, a deputada Roberta Arraes, adversária histórica de Socorro em Araripina.
Para aliados próximos, a parlamentar não vê mais espaço político confortável dentro do partido. A convivência com dois grupos que se enfrentam — e dos quais ela não faz parte — acabou isolando Socorro na legenda. A expectativa é de que ela migre para uma sigla onde possa exercer maior protagonismo e ampliar sua base no Alto Sertão, sobretudo em Araripina, seu principal reduto eleitoral.
A saída de Socorro Pimentel tende a mexer no tabuleiro político do Sertão do Araripe. Como líder do governo na Alepe, sua decisão repercute não apenas internamente, mas também no campo governista, já que ela é uma das principais articuladoras da base de Raquel Lyra no Parlamento. Nos bastidores, dirigentes partidários já iniciaram movimentos para atraí-la, cientes do peso eleitoral e político que a deputada carrega.
Embora não tenha revelado em qual partido pretende se filiar, Socorro deixou claro que a mudança é questão de tempo — e de estratégia. Até março de 2026, as conversas devem se intensificar e tendem a reorganizar alianças e rivalidades na região.
A movimentação, vista como um “tchau anunciado”, antecipa mais um capítulo de reacomodação na política pernambucana a menos de um ano da próxima disputa eleitoral.
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