terça-feira, 6 de janeiro de 2026

COLUNA POLÍTICA | O GRANDE CLÁSSICO| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

2026, O ANO DO GRANDE CLÁSSICO ELEITORAL DE PERNAMBUCO

QUANDO A POLÍTICA VIRA DECISÃO HISTÓRICA

O calendário ainda marca distância até outubro de 2026, mas a política pernambucana já vive clima de eleição majoritária. Nos bastidores, nas ruas e nas redes sociais, um cenário começa a se consolidar como o maior embate político do estado nas últimas décadas. De um lado, a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição defendendo sua gestão e um novo projeto de continuidade administrativa. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), símbolo de renovação política e herdeiro de uma tradição que marcou profundamente a história de Pernambuco. É mais do que uma eleição: é um clássico político, com estilos, trajetórias e visões de estado em confronto direto.

UM DUELO QUE REACENDE A POLÍTICA PERNAMBUCANA

A disputa entre Raquel Lyra e João Campos vai além de nomes e partidos. Representa dois campos políticos historicamente opostos, dois projetos de poder e duas leituras diferentes sobre o futuro de Pernambuco. De um lado, a força da máquina estadual e da governabilidade; do outro, o apelo popular, o carisma e a memória afetiva de governos que deixaram marcas profundas no imaginário coletivo.

RAQUEL LYRA: EXPERIÊNCIA, TRAJETÓRIA E CONSOLIDAÇÃO

Raquel Lyra chega a 2026 com um currículo político sólido. Deputada estadual, prefeita de Caruaru por dois mandatos e eleita governadora em 2022, ela construiu uma trajetória marcada por vitórias consistentes. Sua ascensão não foi fruto apenas de sobrenome ou circunstância política, mas de articulação, trabalho e capacidade de gestão. Raquel se apresenta como uma gestora técnica, firme e com discurso voltado à eficiência administrativa e ao fortalecimento institucional do estado.

A FORÇA DO GOVERNO E DAS ALIANÇAS NO INTERIOR

Um dos principais trunfos de Raquel Lyra está na capilaridade política. A governadora vem consolidando apoios estratégicos em todas as microrregiões de Pernambuco, dialogando com prefeitos, lideranças locais e forças políticas tradicionais. Em um estado onde o interior tem peso decisivo nas urnas, esse movimento pode ser determinante para equilibrar o jogo contra um adversário forte na capital e na Região Metropolitana.

JOÃO CAMPOS: O FENÔMENO QUE MOBILIZA

João Campos, mesmo sem anunciar oficialmente sua candidatura, já é tratado como protagonista do pleito. Jovem, comunicativo e altamente conectado às redes sociais, ele construiu uma imagem de gestor moderno e acessível. À frente da Prefeitura do Recife, ostenta altos índices de aprovação e consegue dialogar com diferentes públicos, especialmente os mais jovens. Sua presença política vai além da administração: é simbólica, emocional e mobilizadora

A HERANÇA DE ARRAES E EDUARDO CAMPOS NAS URNAS

João carrega consigo um capital político raro: o legado de Miguel Arraes e Eduardo Campos. Para milhares de pernambucanos, votar em João é reviver memórias de governos que marcaram época, especialmente o de Eduardo Campos, cuja trajetória foi interrompida precocemente. Esse sentimento saudosista, somado à imagem de renovação, cria uma combinação poderosa que pode influenciar decisivamente o eleitorado.

DOIS ESTILOS, DUAS FORMAS DE FAZER POLÍTICA

Enquanto Raquel Lyra aposta em um discurso mais técnico, institucional e focado em resultados administrativos, João Campos investe na comunicação direta, na linguagem simples e no uso estratégico das redes sociais. São estilos distintos, que dialogam com públicos diferentes. O embate de 2026 será também um choque entre a política tradicional reformulada e a política digital plenamente assumida.

O PAPEL DO ELEITOR EM UM MOMENTO DECISIVO

Diante de um cenário tão polarizado e simbólico, o eleitor pernambucano terá um papel central. Mais do que paixões partidárias ou heranças políticas, será fundamental analisar propostas, resultados concretos, capacidade de gestão e maturidade política. Pernambuco enfrenta desafios históricos nas áreas de segurança, saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico, e a escolha do próximo governador impactará diretamente o futuro do estado.

2026: MAIS QUE UMA ELEIÇÃO, UMA ESCOLHA DE RUMO

O pleito de 2026 não será apenas mais uma disputa eleitoral. Será uma escolha de rumos, de modelos de gestão e de visão de futuro. Raquel Lyra e João Campos simbolizam caminhos diferentes para Pernambuco. Caberá ao eleitor decidir qual projeto reúne mais condições de conduzir o estado com competência, responsabilidade e sensibilidade social.

O CLÁSSICO QUE VAI PARAR PERNAMBUCO

Assim como nos grandes clássicos do futebol, não há favoritismo absoluto antes do apito final. Há estratégia, preparo, torcida e história em jogo. Em 2026, Pernambuco viverá um dos momentos mais intensos de sua vida política recente. E, ao final, não será apenas um nome que vencerá, mas uma visão de estado que prevalecerá nas urnas.

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