Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de uma cerimônia oficial no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em memória aos fatos e em reafirmação da democracia brasileira. O evento simboliza a posição firme do governo federal na defesa das instituições e na responsabilização dos envolvidos nos atos golpistas.
No Recife, a mobilização ganha as ruas do Centro da cidade a partir das 15h, com uma panfletagem seguida de ato político na esquina da Rua Sete de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista, um dos pontos de maior circulação popular da capital pernambucana. A escolha do local busca dialogar diretamente com a população e reforçar o caráter popular do movimento.
Além de relembrar os ataques de 2023, o ato também se posiciona de forma contundente contra qualquer tentativa de anistia aos responsáveis pelos crimes. A mobilização ocorre em meio ao debate nacional sobre a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional e que deverá ser vetada pelo presidente Lula, por ser vista por movimentos sociais e lideranças políticas como uma abertura perigosa para o abrandamento das punições aos golpistas.
Para o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, deputado federal Carlos Veras, manter viva a memória do 8 de janeiro é uma tarefa essencial para a democracia. “O que aconteceu foi uma tentativa clara de golpe contra a vontade soberana do povo brasileiro. Foi crime, e crime precisa ser punido. Defender a democracia é dizer, sem rodeios: não pode haver anistia para quem atentou contra o país”, afirmou o parlamentar.
Já o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha, destacou que a luta democrática está diretamente ligada à garantia de direitos sociais e trabalhistas. Segundo ele, a história mostra que ataques à democracia caminham lado a lado com ataques aos direitos da classe trabalhadora. “Sem democracia não existem direitos, não há liberdade sindical e não há justiça social. Por isso, a CUT vai às ruas para reafirmar que a soberania popular precisa ser respeitada e que a democracia se defende com mobilização e consciência política”, ressaltou.
Em Pernambuco, a mobilização também traz como pautas centrais a defesa da soberania nacional, o respeito à autodeterminação dos povos e a rejeição a qualquer iniciativa que relativize crimes contra a ordem democrática. O ato desta quinta-feira se soma a uma jornada nacional de mobilizações que reforça a mensagem de que o Brasil escolheu a democracia — e que ela seguirá sendo defendida nas ruas e nas instituições.
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