No principal cenário estimulado do primeiro turno, Lula aparece com 48,8% das intenções de voto, contra 35,0% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Considerando a margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, o presidente se aproxima do patamar necessário para vencer já na primeira etapa da eleição, a depender da consolidação dos votos válidos. O dado reforça a força eleitoral de Lula no momento em que o campo adversário segue fragmentado e sem uma liderança clara.
Além da polarização entre Lula e Flávio, os demais pré-candidatos aparecem distantes. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), soma 4,3%, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3,4%. Ratinho Jr. (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem empatados com 2,8% cada. Os votos brancos e nulos alcançam 1,5%, e os indecisos representam apenas 0,4%, indicando um eleitorado relativamente decidido neste momento.
O levantamento também evidencia um problema recorrente da direita: a divisão interna. Em um cenário ampliado, que simula a presença simultânea de Flávio Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula mantém praticamente o mesmo desempenho, com 48,4%. Já os votos conservadores se pulverizam: Flávio cai para 28,0%, enquanto Tarcísio aparece com 11,0%. Ronaldo Caiado e Renan Santos surgem tecnicamente empatados, ambos com 2,9%, reforçando a dificuldade da oposição em construir uma candidatura unificada.
Outras simulações testadas pela pesquisa confirmam a robustez do presidente. Em um confronto direto com Tarcísio de Freitas, sem a presença de Flávio Bolsonaro, Lula lidera com 48,5%, contra 28,4% do governador paulista. Quando o nome do PL é o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o petista também vence com folga: 48,2% a 30,9%.
Mesmo em um cenário sem integrantes do clã Bolsonaro e sem Tarcísio, Lula mantém 48,8% das intenções de voto. Nessa configuração, Ronaldo Caiado cresce e assume a segunda posição com 15,2%, seguido por Romeu Zema, que soma 11,4%. O resultado indica que, mesmo diante de uma oposição reorganizada, o presidente preserva uma liderança ampla.
A pesquisa também avaliou um eventual cenário com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato. Nesse caso, Haddad aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com 41,5% contra 35,4%, sugerindo que o capital eleitoral do campo governista vai além da figura de Lula, embora o presidente siga como o nome mais competitivo.
O levantamento da AtlasIntel ouviu 5.418 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 15 e 20 de janeiro de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02804/2026.
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