“Sou um homem decente. Sou inocente. Não sou culpado de nada que é mencionado aqui”, disse o líder venezuelano durante a sessão, segundo informações divulgadas pela CNN. A audiência marcou mais um capítulo de um processo que tem forte repercussão internacional, envolvendo acusações graves e elevando a tensão diplomática entre Venezuela e Estados Unidos.
A esposa de Maduro, Cilia Flores, também esteve presente no tribunal. Ela acompanhou a leitura das acusações e igualmente se declarou inocente, reforçando a estratégia de defesa do casal, que nega de forma integral todas as imputações feitas pelo Ministério Público norte-americano.
Durante a audiência, a defesa solicitou que Nicolás Maduro e Cilia Flores pudessem receber a visita de um representante do Consulado da Venezuela. O pedido foi analisado e aceito pelo juiz, que autorizou o contato consular, um direito previsto em tratados internacionais, especialmente em casos envolvendo cidadãos estrangeiros julgados fora de seu país de origem.
A sessão foi conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, magistrado conhecido por sua longa trajetória no Judiciário dos Estados Unidos e por atuar em casos de grande complexidade e relevância. Mesmo com a idade avançada, Hellerstein mantém papel ativo em processos de alto impacto político e jurídico.
Ao final da audiência, o juiz determinou que Nicolás Maduro volte a comparecer ao tribunal em uma nova sessão marcada para o dia 17 de março. Até lá, o caso segue em tramitação, com expectativa de novos desdobramentos que podem aprofundar ainda mais o embate jurídico e político em torno do líder venezuelano, cujo nome já é alvo de sanções e acusações internacionais há vários anos.
O processo em Nova York reforça o isolamento diplomático enfrentado por Maduro e mantém a Venezuela no centro das atenções do cenário geopolítico global, enquanto a defesa insiste na narrativa de perseguição política e nega qualquer envolvimento em atividades criminosas.
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