Sem rodeios, Miguel destacou que o crescimento de Petrolina não foi fruto de favores políticos nem de dependência do poder estadual ou federal. Segundo ele, a cidade avançou mesmo nos períodos mais difíceis, quando o apoio institucional simplesmente não chegava. “Quem conhece Petrolina sabe que a nossa cidade nunca foi refém de ninguém. Política se faz com diálogo, mas, quando faltou apoio do Governo do Estado ou do Governo Federal, o nosso grupo político, com a ajuda do povo, trabalhou forte e fez a diferença”, afirmou.
Ao relembrar sua trajetória administrativa, Miguel ressaltou que Petrolina conseguiu crescer com planejamento, gestão eficiente e foco em resultados, mesmo quando o interior era deixado em segundo plano. Para ele, o sucesso do município demonstra que é possível governar olhando para as pessoas e para as necessidades reais da população, sem depender de alinhamentos políticos que, muitas vezes, não se traduzem em benefícios concretos.
O discurso também serviu para reforçar seu projeto político para 2026. Miguel defendeu que Pernambuco precisa de um senador que conheça o estado para além da Região Metropolitana do Recife. Alguém que entenda a realidade dos pequenos e médios municípios, do Sertão ao Agreste, e que lute por políticas públicas que descentralizem o desenvolvimento.
Entre as prioridades citadas, Miguel falou da necessidade de ampliar hospitais regionais, fortalecer a irrigação no Sertão, destravar a chegada da ferrovia e tirar do papel obras estruturantes que, segundo ele, são prometidas há anos, mas nunca executadas. Para o ex-prefeito, enquanto o debate político fica concentrado na capital, o interior continua esperando ações concretas.
“Quero ser o senador do desenvolvimento para nossa terra voltar a crescer”, declarou, em uma fala que dialoga diretamente com prefeitos, lideranças locais e a população do interior que se sente esquecida pelas decisões tomadas no Recife.
Nos bastidores, o discurso foi interpretado como um claro afastamento político do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Ao criticar diretamente as gestões socialistas e afirmar que Petrolina sempre foi ignorada quando o PSB esteve à frente do Governo do Estado, Miguel sinaliza que não caminha alinhado ao projeto político que hoje comanda Pernambuco.
A fala marca uma posição firme no tabuleiro político estadual e reforça a imagem de Miguel Coelho como uma liderança do interior que busca protagonismo próprio, apostando em um discurso popular, direto e focado no desenvolvimento regional. Com críticas abertas ao PSB e à condução política do estado, Miguel amplia seu espaço no debate e se apresenta como uma alternativa para representar Pernambuco no Senado com um olhar voltado para quem vive fora dos grandes centros.
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