segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

MARÍLIA ARRAES NO AGRESTE: ELOGIOS A SIVALDO, PASSAGEM POR PARANATAMA E DEFESA FIRME DA PRÉ-CANDIDATURA AO SENADO

Em um sábado marcado por intensa movimentação política e forte simbologia no Agreste pernambucano, Marília Arraes percorreu os municípios de Águas Belas, Paranatama e encerrou a agenda em Garanhuns. O giro reforçou vínculos históricos, ampliou articulações locais e deixou sinais claros sobre seu projeto político para 2026.

A agenda começou por Águas Belas e seguiu para Paranatama, onde Marília fez questão de visitar o ex-prefeito José Teixeira, uma das principais lideranças políticas do município. No encontro, também esteve presente o atual secretário de Agricultura, José Teixeira Filho, com quem a ex-deputada conversou sobre os desafios do homem do campo, políticas públicas para a zona rural e a importância do fortalecimento da agricultura familiar. A visita foi vista como um gesto de respeito à trajetória política local e de valorização de quem mantém forte ligação com as bases rurais.

No início da noite, Marília chegou a Garanhuns, a chamada Suíça Pernambucana, seguindo diretamente para a comunidade quilombola do Castainho. Antes de qualquer reunião política, fez uma parada na igreja da comunidade, cumprimentou o padre e conversou com moradores que estavam no local. O gesto simples, mas carregado de significado, foi interpretado como demonstração de proximidade e escuta ativa.

Ao percorrer a estrada do Castainho, asfaltada até a igreja, Marília elogiou publicamente a obra realizada pela gestão do prefeito Sivaldo Albino. Para ela, a pavimentação tem um papel estratégico, pois liga Garanhuns às comunidades quilombolas do município, garantindo acesso, mobilidade e dignidade a quem vive nessas áreas historicamente esquecidas pelo poder público.

A agenda em Garanhuns seguiu para o Sítio Estivas, onde Marília foi recebida pelos ex-prefeitos Samuel Salgado, de Angelim, e Edson Catão, de Palmeirina. Também estiveram presentes o ex-vereador Marinho, lideranças comunitárias da própria Estivas, a liderança Luciano, de Lagoa do Ouro, além do coordenador do STRF, que acompanhou o encontro e reforçou a importância do diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras rurais da região.

Durante as conversas, chamou atenção a postura segura e a desenvoltura de Marília. Muitos destacaram que ela aparenta estar ainda mais preparada e confiante do que na eleição de quatro anos atrás, quando percorreu Pernambuco grávida. Agora, mais experiente, fala com clareza, sem evitar temas sensíveis.

Questionada sobre sua pré-candidatura ao Senado, Marília foi direta: é seu principal objetivo político no momento. Afirmou ter pesquisas internas que a colocam cerca de 20 pontos à frente do segundo colocado. Sobre o fato de ser prima do prefeito do Recife, João Campos, disse não ver qualquer impedimento. Segundo ela, os projetos políticos são distintos e foram construídos de forma independente, sem relação com laços familiares.

Indagada se sua pré-candidatura poderia prejudicar uma eventual candidatura de João Campos ao Governo do Estado, respondeu que, ao contrário, soma. Disse, inclusive, ter hoje mais intenção de voto como pré-candidata ao Senado do que João como pré-candidato ao governo. Marília admitiu ainda a possibilidade de disputar o Senado de forma avulsa pelo Solidariedade, partido que comanda em Pernambuco, mesmo que isso signifique “correr por fora” em um cenário com outros nomes fortes.

Atualmente, os mais cotados para compor a chapa majoritária ao lado de João Campos são o ministro Silvio Costa Filho e o senador Humberto Costa, que pode buscar a reeleição. Ainda assim, Marília demonstra tranquilidade e convicção. Para ela, não faz sentido as críticas à união política entre ela e João Campos agora, quando em 2020 estiveram em campos opostos. “Então a gente podia estar em lados diferentes antes e não pode estar junto agora?”, questionou.

Fiel ao projeto do presidente Lula e às pautas progressistas, Marília também fez questão de relembrar o legado de sua família no Agreste. Citou Eduardo Campos, destacando ações como a implantação da UPAE, a chegada do Expresso Cidadão, o curso de Medicina da UPE, a Barragem do Cajueiro e a retirada da cadeia feminina de Garanhuns e do bairro Aluísio Pinto. Lembrou ainda o avô Miguel Arraes, ressaltando a eletrificação rural em Garanhuns e em todo o Agreste Meridional, a entrega de títulos de terra e políticas estruturantes nas áreas de educação, saúde e segurança pública.

Entre elogios à gestão municipal, encontros com lideranças históricas, diálogo com comunidades quilombolas e uma defesa firme de seu projeto político, Marília Arraes deixou o Agreste com uma mensagem clara: está articulada, conhece o território e segue determinada a disputar o Senado, mantendo os pés no chão e o olhar voltado para quem vive do campo à cidade.

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