quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

PETRIBU, 296 ANOS DE HISTÓRIA: A USINA QUE ATRAVESSOU SÉCULOS E SEGUE MOVENDO O FUTURO DE PERNAMBUCO

Fundada em 1729, em Lagoa do Itaenga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, a Usina Petribu carrega um feito raro e impressionante: é considerada a usina de cana-de-açúcar mais antiga do mundo ainda em funcionamento. Ao longo de quase três séculos, o empreendimento atravessou mudanças políticas, ciclos econômicos, revoluções tecnológicas e transformações sociais profundas, mantendo-se ativa e relevante no cenário sucroenergético brasileiro.

A história da Petribu começa ainda no período colonial, quando Cristóvão Cavalcanti de Albuquerque instalou um pequeno engenho de madeira às margens de terras férteis da Mata Norte. Naquele momento, a produção era rudimentar, dependente da força humana e animal, como era comum nos engenhos da época. O que diferenciaria a Petribu, no entanto, não era apenas sua origem, mas a capacidade de se reinventar sem romper com suas raízes.

O ano de 1909 marcou uma virada decisiva. O antigo engenho foi transformado em uma usina movida a vapor, acompanhando os avanços industriais do início do século XX e consolidando-se como um polo de produção moderna para a época. Essa transição garantiu à Petribu um lugar de destaque na história da agroindústria nacional e a consagrou como a mais antiga usina em atividade contínua no Brasil.

Ao longo das décadas, a gestão permaneceu nas mãos da família Cavalcanti de Albuquerque. De geração em geração, os herdeiros mantiveram o comando do empreendimento, equilibrando respeito à tradição com investimentos constantes em inovação. Esse modelo de continuidade familiar é um dos pilares que explicam a longevidade da usina em um setor marcado por crises cíclicas e profundas mudanças estruturais.

Nos tempos atuais, a Petribu se apresenta como um exemplo de integração entre passado e futuro. A empresa investe no aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar para geração de energia, contribuindo para a matriz energética limpa, além de utilizar tecnologias voltadas à irrigação eficiente e ao uso racional dos recursos naturais. A sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso e passou a fazer parte da estratégia produtiva da usina.

Mais do que uma unidade industrial, a Petribu se consolidou como um símbolo histórico de Pernambuco e do Brasil. Sua trajetória reflete a própria evolução da economia canavieira no Nordeste, desde os engenhos coloniais até a moderna indústria sucroenergética. Com quase 300 anos de atividade ininterrupta, a usina prova que tradição, quando aliada à inovação, pode atravessar séculos e continuar movendo o desenvolvimento regional.

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