De acordo com Wellington, o cenário é de completo desestímulo. Os motoristas recebem apenas um salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.518,00. Após os descontos obrigatórios do INSS, o valor líquido que chega ao bolso gira em torno de R$ 1.300,00, quantia que, segundo ele, não acompanha o aumento do custo de vida nem reflete a carga de trabalho exigida pela função.
A situação se agrava quando entram em cena as viagens mais longas, especialmente para Recife. As diárias pagas pelo município estariam na faixa de R$ 50,00, valor que, na prática, não cobre sequer as despesas básicas de alimentação. “Hoje, na capital, esse dinheiro mal paga um lanche simples”, pontua Wellington, ao destacar que os profissionais muitas vezes acabam tirando do próprio bolso para cumprir compromissos a serviço da prefeitura.
A denúncia também lança luz sobre um problema recorrente em administrações municipais de pequeno porte: a precarização silenciosa de servidores e prestadores de serviço que mantêm a máquina pública funcionando. Segundo o oposicionista, o medo de represálias impede que os motoristas se identifiquem publicamente, o que reforça, na avaliação dele, a gravidade da situação e o clima de insegurança vivido pelos profissionais.
Até o momento, a Prefeitura de Saloá permanece em silêncio diante das acusações. Não houve nota oficial, esclarecimento ou anúncio de medidas para revisar salários ou valores de diárias. O silêncio, para a oposição, soa como indiferença diante de um problema que afeta diretamente trabalhadores essenciais ao funcionamento dos serviços públicos do município.
Ao tornar pública a insatisfação dos motoristas, Wellington Freitas afirma que o objetivo é provocar debate e cobrar respostas concretas. Para ele, a valorização profissional não pode ficar restrita ao discurso, especialmente quando a realidade, segundo a denúncia, aponta para salários apertados, diárias simbólicas e uma rotina que expõe trabalhadores ao desgaste financeiro e emocional.
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