No cenário estimulado, Raquel Lyra alcançou 35% das intenções de voto, um avanço significativo em relação às primeiras pesquisas divulgadas ainda no ano passado, quando aparecia na casa dos 30%. João Campos registra 47%, mas a diferença entre os dois caiu para cerca de 12 pontos percentuais, bem abaixo dos mais de 20 pontos observados em levantamentos anteriores. O dado mais relevante é que o crescimento de Raquel ocorre de forma contínua, indicando consolidação e não apenas oscilação momentânea.
Esse avanço está diretamente associado à avaliação positiva do governo estadual, que vem melhorando desde o segundo semestre de 2025. A gestão de Raquel Lyra passou a ser percebida por uma parcela maior da população como organizada, presente no interior e focada em áreas sensíveis como infraestrutura, segurança e políticas sociais. Esse desempenho administrativo tem se refletido de maneira direta na intenção de voto, especialmente fora da Região Metropolitana do Recife, onde a governadora vem ampliando sua vantagem.
Outro dado simbólico da pesquisa aparece no cenário espontâneo, aquele em que o eleitor responde livremente, sem ter os nomes apresentados. Nesse recorte, Raquel Lyra surge à frente de João Campos, demonstrando maior lembrança e associação imediata ao cargo de governadora. O resultado reforça a ideia de que a chefe do Executivo estadual vem ocupando espaço central no debate político e se tornando referência natural para parte crescente do eleitorado.
A trajetória das pesquisas desde as primeiras medições deixa claro que João Campos iniciou a disputa em posição confortável, muito em função de sua forte presença na capital e do recall eleitoral herdado do PSB. No entanto, ao longo dos meses, o cenário foi se transformando. A redução progressiva da diferença revela que Raquel conseguiu romper resistências iniciais, ampliar sua base e transformar a gestão em ativo eleitoral, algo que não aparecia com a mesma força no início do ciclo.
Em simulações de segundo turno, a distância entre os dois também diminuiu de forma expressiva, reforçando a leitura de que a eleição está aberta e longe de qualquer definição antecipada. Analistas políticos avaliam que, mantido o ritmo de crescimento e a boa avaliação do governo, Raquel Lyra tende a chegar ao período mais quente da campanha em condições reais de disputar voto a voto com o principal adversário.
O novo cenário aponta para uma eleição marcada menos por favoritismo e mais por desempenho, onde a capacidade de gestão, a articulação política e a leitura do sentimento popular devem pesar de forma decisiva. Com avaliação positiva em alta e crescimento sustentado nas pesquisas, Raquel Lyra deixa de ser apenas quem corre atrás e passa a ocupar o papel de protagonista em uma das disputas mais equilibradas e imprevisíveis da história recente de Pernambuco.
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