A ordem de detenção foi determinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou um recurso em habeas corpus apresentado pela defesa do cantor. Com isso, perdeu efeito a liminar que permitia a Oruam responder ao processo em liberdade, sob condições como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento.
Na terça-feira (3), agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca em endereços ligados ao artista, incluindo sua residência no bairro da Freguesia, na zona oeste do Rio de Janeiro. Oruam, no entanto, não foi localizado em nenhum dos locais vistoriados, passando a ser considerado foragido.
A situação se agravou após a Justiça apontar supostos descumprimentos das medidas impostas anteriormente. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a juíza Tula Melo registrou falhas recorrentes no monitoramento eletrônico, além de indícios de que o cantor teria se deslocado durante a madrugada — período em que deveria permanecer em recolhimento domiciliar.
Entre os problemas relatados estariam longos intervalos sem qualquer sinal emitido pela tornozeleira eletrônica. A defesa de Oruam sustenta que as falhas ocorreram por questões técnicas, alegando dificuldades no carregamento do equipamento e possível mau funcionamento do dispositivo.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, por outro lado, informou à Justiça que o aparelho apresentava funcionamento normal e que não havia registro de defeitos técnicos capazes de justificar a ausência de sinal.
O caso agora entra em uma nova fase, com a possibilidade de intensificação das buscas e eventual inclusão do nome do artista em cadastros de foragidos. Enquanto isso, a defesa segue tentando reverter a decisão nos tribunais superiores, sustentando que não houve violação intencional das regras impostas.
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