O encontro foi convocado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual da Federação União Progressista. Segundo ele, o objetivo central da reunião é ouvir os membros do partido sobre uma eventual candidatura sua ao Senado Federal. A decisão, conforme reforçou ao blog nesta quinta-feira (19), não será individual.
De acordo com o parlamentar, o momento exige cautela e diálogo interno. Ele destacou que a federação construiu uma base ampla, com candidaturas organizadas em todas as regiões do Estado, e projeta eleger oito deputados federais e 17 estaduais — números que, se confirmados, consolidariam a legenda como uma das principais forças políticas de Pernambuco.
“Com um conjunto político de tamanho tão expressivo, é preciso agir conversando com todo mundo e tomar uma decisão coletiva”, afirmou Eduardo da Fonte, sinalizando que qualquer definição sobre o Senado precisará refletir o posicionamento majoritário do grupo.
Apesar da expectativa em torno de seu nome, o deputado deixou claro que, neste momento, a prioridade estratégica está nas chapas proporcionais. Ele citou o calendário eleitoral como fator determinante para o planejamento político. A primeira data-chave é 4 de abril, quando se encerra a janela partidária; em seguida, 5 de agosto marca o fim das convenções; e, por fim, 4 de outubro será o dia da eleição. Para ele, é fundamental respeitar essa ordem.
“Não podemos colocar uma data na frente da outra. É mais do que justo que essa decisão seja a daqueles que estarão no grupo após a janela partidária”, pontuou, ao defender que a definição sobre o Senado ocorra apenas quando o cenário partidário estiver consolidado.
Nos bastidores, entretanto, há uma avaliação predominante dentro do PP: a manutenção da aliança com a governadora Raquel Lyra. Integrantes da legenda ouvidos sob reserva reforçaram que o partido integra a base do governo desde o início da gestão e que uma eventual ruptura seria vista como incoerente.
“Somos governo desde o início. Não tem como a gente ser base agora e não caminhar com ela na campanha”, afirmou uma das fontes ligadas à direção partidária, indicando que a tendência interna é de alinhamento com o projeto de reeleição da governadora.
Outra liderança revelou que Raquel Lyra estaria pressionando Eduardo da Fonte para que anuncie o quanto antes sua posição em relação à disputa pelo Senado na chapa governista. A leitura é de que a antecipação ajudaria a consolidar alianças e dar clareza ao cenário eleitoral. Ainda assim, aliados do deputado ponderam que a decisão precisa ser amadurecida.
“Ela está certa, mas ele tem o direito de aguardar o melhor momento para decidir”, avaliou um integrante do partido.
A reunião da próxima segunda-feira, portanto, vai além de um simples debate interno. Ela marca o início de uma fase decisiva para o PP em Pernambuco, colocando Eduardo da Fonte no epicentro das articulações que podem redefinir o tabuleiro político estadual para 2026.
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