O capital eleitoral acumulado ao longo desses anos não ficou restrito ao período em que ocupou o cargo. A eleição de seu sucessor, Júnior de Irmã Teca, é apontada por aliados como prova concreta de liderança mantida e capacidade de transferência de votos. No cenário político, fazer o sucessor é considerado um dos indicadores mais claros de força orgânica e coesão de grupo — e, em Itapissuma, o bloco político segue alinhado.
À frente da prefeitura, Júnior de Irmã Teca vem consolidando seu próprio espaço. Apesar da juventude, tem sido citado como gestor eficiente e próximo da população, o que fortalece ainda mais o projeto do ex-prefeito. Em disputas proporcionais, prefeitos bem avaliados costumam desempenhar papel estratégico na mobilização de bases locais, e a dobradinha entre ex-gestor e atual administrador cria um ambiente favorável para a construção de uma candidatura competitiva.
Mas o projeto de Zé não se limita ao Litoral Norte da Região Metropolitana. Na Mata Sul, a articulação avança com o apoio do deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV), que possui reduto eleitoral consolidado na região. A aliança amplia o raio de alcance da pré-campanha e abre portas em municípios estratégicos, onde a influência política do parlamentar já está estruturada.
Outro nome que integra essa engrenagem é o ex-prefeito de Água Preta, Noé Magalhães, liderança com histórico de atuação regional e interlocução ativa em cidades da Mata Sul. O apoio reforça a estratégia de interiorização da pré-campanha, criando conexões que extrapolam a base original do pré-candidato.
A construção do projeto para 2026 segue, portanto, em duas frentes: manter sólida a base no Litoral Norte, especialmente em Itapissuma, e expandir presença política no interior do estado. Nos bastidores, aliados avaliam que a combinação entre recall eleitoral, sucessão bem-sucedida e alianças regionais estruturadas coloca Zé de Irmã Teca em posição competitiva na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Com pouco mais de um ano e meio até o pleito, o cenário ainda está em formação. Mas, ao que tudo indica, o ex-prefeito entra na disputa com um ativo importante: a soma entre gestão reconhecida, grupo político coeso e articulação regional em expansão — elementos que, tradicionalmente, pesam na definição das urnas em Pernambuco.
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