O Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco decidiu subir o tom e estabelecer um critério político claro para as eleições de outubro. O deputado federal Carlos Veras, presidente estadual da legenda, afirmou que o partido não deverá integrar chapas majoritárias com candidaturas que não estejam alinhadas de forma explícita ao projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Jornal, nesta sexta-feira (30), e ocorre em meio à intensificação das articulações eleitorais no Estado, especialmente na disputa pelo apoio do presidente Lula, considerado um dos ativos políticos mais valiosos do pleito estadual. Segundo Veras, a diretriz foi reafirmada em reunião do diretório estadual do PT, realizada na última quinta-feira (29), e deverá orientar todas as negociações com partidos aliados.
De acordo com o parlamentar, a posição do partido é de coerência política. Para ele, não faz sentido que o PT componha uma chapa majoritária ao lado de candidatos que não estejam dispostos a defender o presidente Lula e o projeto nacional liderado pelo governo federal. “Não cabe uma chapa majoritária em que tenha candidato que não vá pedir voto para o presidente Lula”, afirmou Veras, acrescentando que o tema também será levado para discussão na direção nacional do partido.
O presidente estadual do PT destacou ainda que a legenda trabalha para construir alianças que estejam em sintonia com o projeto de país defendido por Lula, baseado na defesa da democracia, da soberania nacional e na ampliação dos direitos sociais. Nesse contexto, ele avaliou que especulações sobre composições envolvendo partidos ou lideranças de oposição ao presidente não encontram respaldo interno dentro do PT pernambucano.
As declarações de Carlos Veras se inserem diretamente no cenário de disputa pelo Governo de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra (PSD) busca a reeleição, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB), é apontado como o principal nome da oposição estadual. Embora ainda não tenha confirmado oficialmente sua candidatura, João Campos vem intensificando agendas no interior do Estado e ampliando articulações políticas, o que reforça sua presença no tabuleiro eleitoral.
No plano nacional, o cenário adiciona camadas de complexidade às negociações locais. O PSB mantém uma aliança histórica com o PT, integrando a chapa presidencial com Geraldo Alckmin na Vice-Presidência da República. Já o PSD, partido de Raquel Lyra, ocupa atualmente três ministérios no governo federal, o que amplia a disputa simbólica e política pelo palanque do presidente Lula em Pernambuco.
Diante desse contexto, a fala de Carlos Veras funciona como um recado direto aos aliados: para o PT pernambucano, o alinhamento com Lula não é apenas desejável, mas condição essencial para qualquer composição majoritária nas eleições estaduais. Com informações da Agência Brasil.
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