quarta-feira, 4 de março de 2026

PT CONSOLIDA APOIO A 27 CANDIDATOS AO SENADO E CONFIRMA HUMBERTO COSTA COMO PRIORIDADE EM PERNAMBUCO

O Partido dos Trabalhadores deu mais um passo estratégico na organização do tabuleiro eleitoral de 2026 ao fechar, até o momento, apoio a 27 candidaturas ao Senado Federal em todo o país. Desses nomes, 14 pertencem aos quadros da própria legenda e os demais integram partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como MDB, PSD, PSB, PDT, PSOL e União Brasil. A lista, divulgada pelo site Metrópoles, confirma em Pernambuco apenas o senador Humberto Costa como candidato à reeleição, consolidando o que já vinha sendo tratado internamente como prioridade absoluta da legenda no estado.

A concentração de candidaturas próprias do PT ocorre majoritariamente nas regiões Norte e Nordeste, onde o partido mantém forte presença histórica e eleitoral. Um dos destaques é a Bahia, único estado até agora com dois nomes petistas oficialmente incluídos na relação: os senadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos também em busca da recondução ao cargo. A estratégia baiana demonstra a confiança da legenda em manter suas posições em redutos considerados estratégicos.

O único estado onde ainda não há definição formal é o Ceará. O atual líder do PT na Câmara, José Guimarães, lançou publicamente sua pré-candidatura ao Senado e tem afirmado que não pretende recuar, mesmo diante de pressões internas e externas para abrir espaço a aliados. A situação cearense é vista como um dos principais pontos de tensão na construção dos palanques estaduais.

Em Pernambuco, a inclusão de Humberto Costa na lista era dada como certa desde o ano passado, quando as direções estadual e nacional do partido já haviam definido seu nome como preferencial. A decisão reforça o papel do senador como principal liderança petista no estado e como elo direto com o Palácio do Planalto. Apesar disso, fontes da legenda admitem que a lista nacional ainda não está completamente fechada e pode sofrer ajustes nos próximos meses, a depender das negociações regionais.

Um dos temas que seguem em aberto no cenário pernambucano envolve a ex-deputada Marília Arraes. Atualmente sem filiação partidária, ela ainda não é oficialmente candidata, embora exista expectativa de que possa se filiar ao PDT. Dentro do PT, porém, sua eventual entrada na disputa não é vista com entusiasmo. O receio é de que duas candidaturas no campo da esquerda fragmentem o eleitorado, reduzindo as chances de vitória e abrindo espaço para nomes do centro ou da direita avançarem. A avaliação interna é de que, em uma disputa polarizada, a divisão pode resultar na eleição de apenas um nome ou até no enfraquecimento simultâneo de ambos.

Outro fator que movimentou os bastidores foi o cancelamento da visita a Pernambuco do presidente nacional do PT, Edinho Silva, prevista para esta semana. A ausência frustrou expectativas de anúncios ou sinalizações mais claras sobre a possibilidade de o presidente Lula contar com dois palanques no estado. Apesar disso, permanece confirmado um encontro em Brasília entre Edinho Silva e o prefeito do Recife, João Campos, inicialmente agendado para tratar de pautas nacionais do PSB. Diante dos desdobramentos recentes em Pernambuco, Humberto Costa foi convidado a participar da reunião, ampliando o peso político do encontro.

Ainda assim, como o próprio senador já declarou, qualquer definição mais sensível envolvendo o cenário pernambucano passará necessariamente pelo crivo do presidente Lula, que, segundo interlocutores, não deve participar dessa conversa em Brasília. A palavra final sobre eventuais composições ou ajustes no estado ficará sob sua responsabilidade.

No panorama nacional, além dos nomes próprios já confirmados, o PT também declarou apoio a candidaturas estratégicas de aliados, como Renan Calheiros, Eduardo Braga, Helder Barbalho, Marcelo Castro, Confúcio Moura, Carlos Fávaro, Waldez Góes, João Azevêdo, Renato Casagrande, Manuela D'Ávila e Acir Gurgacz, reforçando a estratégia de fortalecimento da base governista no Congresso Nacional.

Com a consolidação desses apoios, o PT sinaliza que pretende não apenas manter, mas ampliar sua influência no Senado, considerado peça-chave para a sustentação do governo e para a aprovação de matérias estruturantes. Em Pernambuco, o foco permanece claro: garantir a reeleição de Humberto Costa e organizar o campo progressista de modo a evitar divisões que comprometam o desempenho eleitoral.

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