A reunião com os moradores foi marcada por relatos emocionados de perdas materiais, danos estruturais nas casas e momentos de tensão vividos durante a madrugada em que a água avançou pelas ruas. O cenário ainda é de reconstrução, mas o anúncio do auxílio trouxe uma perspectiva concreta de recomeço para dezenas de famílias que perderam móveis, eletrodomésticos e parte de suas estruturas residenciais.
Durante o encontro, o prefeito enfatizou que sua presença no distrito tinha como objetivo apresentar soluções práticas e não explorar politicamente a situação. Em tom firme, criticou o que classificou como “uso político da chuva”, afirmando que a dor da população não pode ser transformada em palanque. Segundo ele, ações pontuais como a entrega de marmitas e água, embora importantes em um primeiro momento emergencial, não resolvem os impactos mais profundos deixados pela enchente.
“Só vocês sabem o que perderam, o susto, o medo e o sofrimento que tiveram”, declarou, dirigindo-se diretamente aos moradores. A fala foi acompanhada de manifestações de apoio da comunidade, que cobrou respostas rápidas e estruturais diante do episódio.
Sivaldo também fez questão de destacar o trabalho da Defesa Civil municipal, que, segundo ele, atua desde a madrugada da sexta-feira, dia 26, monitorando áreas de risco, prestando assistência e realizando levantamentos técnicos para dimensionar os danos. A presença contínua das equipes no distrito foi apontada como fundamental para evitar consequências ainda mais graves.
O Projeto de Lei será encaminhado à Câmara de Vereadores com pedido de tramitação acelerada. A expectativa da gestão é que, após a aprovação, os pagamentos sejam efetuados ainda neste mês, garantindo agilidade no socorro financeiro às famílias afetadas. A proposta deverá estabelecer critérios técnicos para identificação dos beneficiários, com base nos laudos da Defesa Civil e nos cadastros sociais do município.
A iniciativa representa não apenas um auxílio emergencial, mas um gesto de responsabilidade administrativa diante de uma situação climática adversa que abalou a rotina do distrito de São Pedro. Ao optar por um apoio financeiro direto, a gestão municipal busca oferecer às famílias autonomia para reorganizar suas casas conforme suas necessidades mais urgentes.
Agora, o foco se volta para o Legislativo municipal, que terá a missão de apreciar a matéria com a mesma celeridade defendida pelo Executivo. Enquanto isso, a população aguarda a concretização da medida que, se aprovada, poderá representar o primeiro passo concreto na reconstrução da vida de quem enfrentou o avanço das águas do Rio Canhoto.
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