A fala repercutiu fortemente nos bastidores políticos e culturais porque reflete uma preocupação crescente entre prefeitos que enfrentam dificuldades para equilibrar grandes eventos populares com responsabilidade fiscal. Segundo George Duarte, artistas que anteriormente cobravam cerca de R$ 300 mil agora estariam exigindo valores superiores a R$ 1 milhão para subir aos palcos dos municípios.
O prefeito deixou claro que sua prioridade continuará sendo a manutenção dos serviços públicos e o funcionamento da máquina administrativa. Ao justificar a posição adotada pela gestão municipal, George afirmou que não permitirá que recursos públicos sejam utilizados em uma espécie de “leilão” de cachês enquanto setores fundamentais, como saúde, educação e pagamento de servidores, exigem equilíbrio e planejamento.
A declaração acontece justamente no período de preparação para a tradicional Serenata da Recordação, um dos eventos culturais mais conhecidos do Sertão pernambucano. Mesmo diante do aumento nos custos do mercado artístico, o prefeito confirmou oficialmente a realização da festa nos dias 17 e 18 de julho e garantiu que o município irá promover mais uma grande edição do evento sem comprometer as finanças públicas.
A expectativa da gestão é reunir mais de 50 mil pessoas durante a programação, mantendo o perfil cultural e afetivo que transformou a Serenata da Recordação em referência regional. George Duarte ressaltou que a festa terá grandes atrações e estrutura preparada para receber o público, mas dentro de uma lógica de responsabilidade administrativa e controle de gastos.
Nos bastidores, o posicionamento do prefeito é visto como um recado direto ao mercado de entretenimento e também como um movimento que tende a encontrar respaldo entre outros gestores municipais, principalmente em um momento em que diversas cidades enfrentam dificuldades financeiras e aumento de despesas em diferentes áreas.
A postura adotada por George Duarte reforça um debate que vem crescendo em Pernambuco e em outros estados do Nordeste sobre os limites entre investimento em cultura, promoção de eventos e responsabilidade com os cofres públicos.
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