sábado, 9 de maio de 2026

SITIADO, ISOLADO E SEM MAIORIA, LUCIANO PACHECO PARTE PARA O ATAQUE E USA AMEAÇAS DE CASSAÇÃO COMO ARMA POLÍTICA EM ARCOVERDE

O desespero político parece ter batido à porta do presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco. Isolado, sem maioria e vendo crescer dentro da própria Casa a articulação por sua cassação, o parlamentar agora tenta reagir no grito, no confronto e na intimidação política.

Nos bastidores da Câmara, o comentário é um só: acuado, Luciano resolveu partir para o ataque. A estratégia seria simples — espalhar ameaças de abertura de processos de cassação contra vereadores da oposição numa tentativa clara de criar medo, tensionar o ambiente e tentar recuperar uma autoridade que, politicamente, já parece derretida.

O problema para o presidente é que discurso agressivo não substitui apoio político. Hoje, o cenário dentro da Câmara seria devastador para Luciano Pacheco: dos 10 vereadores, apenas ele permanece em sua trincheira política. O isolamento é tamanho que parlamentares já falam abertamente em “fim de ciclo” na presidência da Casa.

As ameaças feitas por Luciano nos bastidores teriam aumentado ainda mais a revolta entre os colegas. Sem citar nomes, o presidente teria sinalizado que poderia abrir novas cassações já na próxima segunda-feira. A fala foi recebida como recado direto aos vereadores que articulam sua queda.

Mas juridicamente, a realidade é dura: presidente de Câmara não tem poder imperial. Não existe “canetada de cassação” feita por vontade individual. Qualquer processo exige denúncia formal, provas, comissão processante, direito de defesa e votação do plenário. Sem maioria, Luciano pode até ameaçar, mas não consegue sustentar sozinho medidas extremas dentro da Casa.

Entre vereadores, cresce a avaliação de que o presidente tenta usar o cargo como instrumento de pressão política num momento em que vê o chão escapar sob seus pés. A leitura nos corredores é que Luciano trocou o diálogo pela intimidação e a articulação pelo confronto aberto.

O efeito, porém, parece ter sido contrário. Em vez de frear a crise, o movimento aumentou ainda mais a disposição dos parlamentares de avançar contra ele. Há quem diga, inclusive, que as ameaças acabaram acelerando conversas sobre responsabilização política e quebra de decoro.

Arcoverde assiste hoje a uma Câmara mergulhada numa guerra interna sem precedentes recentes. De um lado, um presidente isolado tentando sobreviver politicamente. Do outro, uma ampla maioria decidida a mostrar que o poder dentro do Legislativo não pertence a um homem só.

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