quinta-feira, 30 de julho de 2026

COM SAÍDA DE ERIBERTO, NO PSB, CADA VOTO DE FEDERAL VALE OURO


A decisão do deputado federal Eriberto Medeiros (PSB) de não disputar a reeleição abriu uma nova configuração na chapa proporcional do Partido Socialista Brasileiro em Pernambuco e aumentou significativamente a disputa interna por vagas na Câmara dos Deputados. A saída de um dos parlamentares mais tradicionais da legenda retira da conta uma votação expressiva, estimada em cerca de 80 mil votos, obrigando o partido a reorganizar sua estratégia para manter sua força na bancada federal.

Nos bastidores, a avaliação é de que a desistência de Eriberto deixou a chapa mais enxuta e elevou o peso eleitoral de cada candidato. Em uma eleição proporcional, onde o desempenho coletivo define o número de cadeiras conquistadas, a ausência de um nome competitivo torna a missão ainda mais desafiadora.

Hoje, o PSB reúne na disputa nomes de peso como Pedro Campos, Felipe Carreras, Lucas Ramos, Gabriel Porto, Charles de Tiringa e Eliane Soares. Apesar da força política da legenda, as projeções indicam que o partido deverá conquistar aproximadamente três cadeiras na Câmara Federal, fazendo com que a corrida interna pela última vaga seja uma das mais disputadas de Pernambuco.

Pedro Campos aparece como o principal puxador de votos da legenda. Com uma estrutura consolidada e o respaldo do grupo político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos, a expectativa é de que ultrapasse a marca dos 200 mil votos, figurando entre os candidatos mais votados do Estado.

Felipe Carreras também entra na disputa em posição confortável. Com bases eleitorais distribuídas em diversas regiões de Pernambuco e experiência consolidada no Congresso Nacional, o parlamentar surge como um dos favoritos para renovar o mandato.

É justamente na disputa pela terceira vaga que a concorrência promete ganhar intensidade.

O deputado federal Lucas Ramos, que exerce atualmente mandato na Câmara dos Deputados, chega fortalecido à disputa. Com forte atuação no Sertão e no interior do Estado, Lucas ampliou sua presença política desde que assumiu o mandato federal e conta ainda com a influência política do grupo liderado por seu pai, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Ranilson Ramos. A combinação entre mandato, estrutura e bases municipais coloca seu nome entre os mais competitivos da chapa socialista.

Outro nome que entra forte na disputa é Gabriel Porto. Filho do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, ele aposta na articulação construída pelo grupo político em diversas regiões do Estado para buscar uma das vagas da legenda.

Correndo por fora, mas despertando atenção nos bastidores, Charles de Tiringa tenta transformar sua atuação empresarial em capital eleitoral. Com forte capacidade de mobilização e crescimento em várias regiões, ele é apontado como um dos candidatos que podem surpreender durante a campanha.

A matemática eleitoral, porém, não deixa margem para acomodação. Com a saída de Eriberto Medeiros, cada voto conquistado pelos candidatos do PSB passa a ter peso ainda maior na formação do quociente eleitoral. A disputa deixa de ser apenas individual e passa a ser coletiva, já que o desempenho de toda a chapa será determinante para definir quantas cadeiras o partido ocupará em Brasília.

Nos bastidores do PSB, a leitura é de que a margem de erro praticamente desapareceu. A diferença entre eleger ou deixar de eleger um deputado federal poderá ser decidida por poucos milhares de votos, aumentando a pressão sobre lideranças municipais, alianças políticas e estratégias regionais.

A campanha ainda está nos primeiros movimentos, mas um cenário já começa a se desenhar: dentro do PSB, cada voto vale ouro. A disputa pela terceira vaga promete ser uma das mais acirradas da eleição proporcional em Pernambuco e deverá movimentar intensamente os bastidores da política estadual até outubro de 2026.

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