De acordo com o relatório da PF, documentos e planilhas apreendidos durante a investigação utilizavam as iniciais "VCN" para identificar, de forma supostamente disfarçada, Valdemar Costa Neto como responsável pela indicação dos recursos. Os investigadores apuram se o direcionamento das emendas contou com a participação de servidores da Câmara e se havia conhecimento da cúpula da Casa sobre a atuação do grupo.
A investigação afirma que a servidora da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", teria atuado com "pleno aval" da Presidência da Câmara para operacionalizar desvios de emendas parlamentares. Essa conclusão consta no inquérito que também levou o ministro Flávio Dino, do STF, a determinar o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), investigado por suspeita de participação no esquema.
Embora o relatório da Polícia Federal mencione que a Presidência da Câmara teria ciência das movimentações investigadas, não há, até o momento, decisão judicial que atribua responsabilidade criminal ao presidente da Câmara, Hugo Motta. O parlamentar negou qualquer irregularidade, afirmou que não participou de desvios de recursos públicos e criticou a decisão do Supremo que determinou medidas cautelares no âmbito da investigação.
O inquérito segue em tramitação no STF e deverá avançar com a análise das provas reunidas pela Polícia Federal. A expectativa é que novos depoimentos, perícias e diligências ajudem a esclarecer o alcance da suposta organização responsável pelo direcionamento irregular de emendas parlamentares e o eventual envolvimento dos investigados.
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