As reclamações vão além da obstrução das calçadas. Feirantes e frequentadores afirmam que caminhões e carretas são posicionados sem qualquer respeito ao sentido da via, ocupando espaços de forma irregular, criando transtornos para motoristas, comerciantes e clientes que apenas tentam circular pela CEAGA.
Um dos relatos mais graves recebidos pela reportagem afirma que, em determinada ocasião, o empresário teria utilizado uma empilhadeira para retirar um veículo que estava estacionado em um local considerado "proibido" por ele próprio. Se o fato realmente ocorreu, trata-se de uma situação extremamente preocupante. A definição sobre onde se pode ou não estacionar cabe exclusivamente aos órgãos competentes de trânsito, nunca a particulares.É justamente aí que surge a pergunta que ecoa entre comerciantes e consumidores: afinal, quem manda nas ruas da CEAGA?
Rua é pública. Calçada é pública. O direito de ir e vir pertence ao cidadão, e não ao empresário, independentemente do tamanho da empresa ou do número de empregos que ela gere. Desenvolvimento econômico não pode servir de argumento para relativizar o cumprimento da lei.Diante da recorrência das denúncias, é indispensável que a Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes (AMSTT) intensifique a fiscalização na área. Se há irregularidades, elas precisam ser corrigidas. Se não há, cabe ao órgão esclarecer a população. O que não pode acontecer é a sensação de que existem regras para alguns e privilégios para outros.
O Blog do Edney registra as reclamações recebidas e reforça que permanece aberto para ouvir todos os lados. Caso a empresa citada queira se manifestar sobre as denúncias, o espaço permanece à disposição para a publicação de sua versão dos fatos.Porque em uma cidade organizada, quem determina as regras do trânsito não é o poder econômico. É a lei.
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