A ação trabalhista foi protocolada no último dia 4 de julho e solicita, em caráter liminar, a rescisão do vínculo empregatício, além da liberação do registro federativo para que o atleta possa defender outra equipe ainda nesta temporada.
O fato chama atenção porque, mesmo com o processo em andamento, Quirino seguiu normalmente integrado ao elenco coral. Na vitória por 2 a 1 sobre o Barra-SC, fora de casa, pela Série C, o atacante foi titular e marcou um dos gols da partida, demonstrando que a disputa jurídica ainda não afetou sua participação dentro das quatro linhas.
No processo, Quirino cobra R$ 1.149.752,61, valor que reúne uma série de direitos trabalhistas e indenizações. Entre os itens estão salários atrasados, direitos de imagem não pagos, depósitos de FGTS que, segundo a defesa, deixaram de ser realizados, verbas rescisórias, décimo terceiro salário, cláusula compensatória desportiva e outros encargos previstos na legislação.
Segundo os advogados do jogador, o Santa Cruz estaria devendo o salário referente ao mês de maio, três meses de pagamento dos direitos de imagem — relativos a fevereiro, abril e maio —, além de dois meses de auxílio-moradia.
Outro ponto considerado grave na ação diz respeito ao contrato de direitos de imagem. A defesa sustenta que o documento nunca foi entregue ao atleta devidamente assinado e que teria sido utilizado apenas como mecanismo para reduzir encargos trabalhistas, situação que, segundo a petição, poderia caracterizar fraude na relação contratual.
Até o momento, o Santa Cruz não se pronunciou oficialmente sobre o processo. Nos bastidores, entretanto, a informação é de que a diretoria trabalha para tentar um entendimento com o atacante e evitar sua saída justamente em um momento importante da campanha na Série C.
O episódio reacende um velho fantasma na história recente do clube. Embora o Santa Cruz viva uma fase positiva esportivamente e mantenha boas perspectivas na competição nacional, as questões financeiras continuam surgindo como um obstáculo para a estabilidade da equipe. Casos envolvendo atrasos salariais, direitos de imagem e disputas judiciais já marcaram diferentes gestões e seguem comprometendo o planejamento do Tricolor.
Agora, caberá à Justiça do Trabalho analisar o pedido de liminar apresentado pela defesa de Quirino. Caso a rescisão indireta seja concedida, o atacante ficará livre para assinar com outro clube, enquanto o Santa Cruz poderá enfrentar mais um impacto financeiro e esportivo em meio à temporada.
Com informações do ge.
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