Candidato ao Senado pela chapa de Raquel Lyra diz que propostas de enfrentamento ao Supremo são usadas como palanque eleitoral e defende mandato de oito anos para ministros
A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado ganhou mais um capítulo com o posicionamento do deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Em entrevista ao Podcast Dose Dupla, o candidato criticou os discursos de postulantes ao Senado que utilizam ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) como uma das principais bandeiras de campanha.
Integrante da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), Da Fonte classificou como “oportunismo político” a promessa de candidatos de que irão enfrentar ou até mesmo promover a saída de ministros da Suprema Corte.
Segundo o parlamentar, o debate sobre o STF precisa ser tratado com responsabilidade e dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.
“É oportunismo político de alguém dizer que vai ser inimigo de ministro do Supremo, que vai caçar ministro. A vida real é outra, nós temos uma Constituição a cumprir. E a Constituição tem que valer para ministro do Supremo e para um varredor de rua”, afirmou.
Eduardo da Fonte também disse considerar irresponsável transformar o tema em discurso eleitoral, argumentando que muitas das promessas feitas durante a campanha não seriam colocadas em prática caso os candidatos chegassem ao Senado.
“Eu não sou irresponsável de usar isso como palanque eleitoral porque sei que quem tiver dizendo isso e chegar lá, não vai fazer. Se for o presidente da República, se for o ministro do Supremo, se for um senador, se for um deputado que infringir a Constituição, nós temos que cumprir a Constituição”, declarou.
Mandato para ministros do Supremo
Apesar das críticas aos discursos mais radicais contra o STF, Eduardo da Fonte defendeu mudanças na composição e no funcionamento da Corte. Entre as propostas apresentadas pelo candidato está o estabelecimento de mandato para os futuros ministros do Supremo.
A ideia defendida por ele é que os próximos integrantes da Corte tenham mandatos de oito anos.
“Vou defender no Senado que os próximos ministros do Supremo tenham mandatos de oito anos. Isso é muito mais racional. Nós precisamos aprimorar a forma de escolher. Isso vai ser debatido no Senado da República. Agora, o que é pacífico é que seja um mandato de oito anos”, afirmou.
O candidato também defendeu uma maior participação feminina no STF. Para ele, pelo menos 30% das vagas da Corte deveriam ser ocupadas por mulheres.
“Nós precisamos corrigir isso”, acrescentou.
Disputa pelo Senado
A declaração ocorre em meio a uma eleição para o Senado marcada por forte polarização nacional, especialmente em torno da atuação do Supremo Tribunal Federal. Em Pernambuco, Eduardo da Fonte busca uma das duas vagas em disputa e integra o palanque liderado por Raquel Lyra, que tenta a reeleição ao Governo do Estado.
Durante a entrevista, o deputado também apresentou propostas que pretende levar ao Senado caso seja eleito e destacou a importância da continuidade da gestão de Raquel Lyra à frente do Governo de Pernambuco.
O conteúdo completo da entrevista está disponível no Podcast Dose Dupla, nos canais de streaming.
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