quinta-feira, 6 de agosto de 2026

EDUARDO DA FONTE SINALIZA REAPROXIMAÇÃO E DIZ QUE CONTA COM MIGUEL COELHO NA CAMPANHA

Mesmo após o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) anunciar apoio à candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado, o deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) adotou um discurso conciliador e deixou aberta a possibilidade de caminhar politicamente ao lado do sertanejo durante a campanha eleitoral.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (6), após a reunião da Federação União Progressista que oficializou o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) e confirmou Eduardo como um dos candidatos ao Senado na chapa governista.

Questionado sobre a posição de Miguel, que na véspera declarou apoio ao adversário Mendonça Filho, Eduardo preferiu minimizar qualquer desgaste e ressaltou a relação de amizade construída ao longo dos anos. Segundo ele, o momento exige que as diferenças políticas sejam superadas em favor de um projeto maior para Pernambuco.

"Miguel é um grande amigo, um grande quadro da política pernambucana, e eu tenho certeza de que vai participar da maior vitória política da história de Pernambuco. Eu também estarei ao lado dele nas lutas que ele tiver. Precisamos colocar em primeiro lugar o povo pernambucano, e não as discussões pessoais", afirmou.

A fala chamou atenção porque acontece justamente no momento em que as articulações para o Senado ganham intensidade. Na terça-feira (5), Miguel Coelho oficializou apoio a Mendonça Filho, fortalecendo o palanque do PL na disputa por uma das vagas ao Senado. Ainda assim, Eduardo demonstrou confiança de que o diálogo com o grupo de Petrolina permanece aberto.

Nos bastidores, a avaliação é de que o progressista busca evitar o acirramento de uma disputa interna entre aliados da base de Raquel Lyra, preservando pontes para futuras composições e mantendo o foco na unidade do campo governista.

A declaração também reforça a estratégia de Eduardo da Fonte de ampliar alianças e reduzir ruídos em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo, no qual os apoios regionais deverão ter peso decisivo na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal.

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