quinta-feira, 6 de agosto de 2026

QUAEST MOSTRA LULA À FRENTE, MAS FLÁVIO BOLSONARO REDUZ DISTÂNCIA NA DISPUTA PRESIDENCIAL

A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), revela um cenário de manutenção da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto, mas também aponta um avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL), que conseguiu reduzir a diferença em relação ao petista na disputa pelo primeiro turno.

De acordo com o levantamento, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 30%, diminuindo de 12 para 9 pontos a vantagem do atual presidente em comparação com a pesquisa realizada em julho. O movimento é visto como um sinal de fortalecimento do principal nome da oposição no cenário nacional, em um momento em que a campanha começa a ganhar intensidade.

No cenário de segundo turno, Lula também mantém vantagem sobre todos os adversários testados pela Quaest. No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o presidente venceria por 44% a 39%. Apesar da liderança, a margem caiu em relação ao levantamento anterior, quando o petista aparecia oito pontos à frente do senador. Agora, a diferença é de cinco pontos, indicando uma disputa mais equilibrada caso a eleição fosse realizada hoje.

O levantamento também mediu a avaliação do governo federal. Os números mostram estabilidade nos índices de aprovação e desaprovação. Atualmente, 48% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 47% desaprovam o governo, configurando um cenário de forte polarização entre os eleitores.

Outro dado que chama atenção é a percepção sobre uma eventual reeleição do presidente. Segundo a pesquisa, 55% dos entrevistados afirmam que Lula não merece conquistar um novo mandato, enquanto uma parcela menor entende que o petista deve permanecer à frente do país por mais quatro anos.

Os números reforçam que, apesar de Lula seguir como favorito nos cenários apresentados pela Quaest, a oposição demonstra capacidade de crescimento, especialmente com o desempenho de Flávio Bolsonaro, que encurta a distância tanto no primeiro quanto no segundo turno. O quadro indica uma disputa que tende a se acirrar nos próximos meses, à medida que as candidaturas ganham musculatura e o debate eleitoral se intensifica em todo o país.

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