Governadora voltou a negar existência de “gabinete do ódio” no Governo e afirmou que perfis ligados ao grupo de João Campos estariam atuando contra sua imagem nas redes sociais
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), voltou a subir o tom contra o PSB e o grupo do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, durante entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (27) à Rádio Grande Rio, em Petrolina.
Ao comentar a denúncia envolvendo a suposta existência de um “gabinete do ódio” para atacar adversários políticos, Raquel negou que sua gestão mantenha qualquer estrutura com essa finalidade. Segundo a governadora, a realidade seria justamente o contrário: ela estaria sendo alvo de uma ofensiva nas redes sociais desde o início de sua trajetória à frente do Estado.
“Tenho sofrido ataques desde 2022 e na transição do governo”, afirmou.
Raquel lembrou ainda que, durante a atual gestão, houve uma tentativa da oposição de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Pernambuco para investigar a suposta estrutura de ataques, mas a iniciativa não avançou e, segundo ela, não houve comprovação da denúncia.
Em tom mais duro, a governadora criticou diretamente o PSB e afirmou que o partido teria dificuldade em aceitar a presença de uma mulher no comando do Estado.
“Todo mundo conhece as velhas políticas do PSB. Parece que não aceitam uma mulher no Governo”, disparou.
A governadora também apresentou números sobre o que considera uma rede de ataques contra sua imagem. De acordo com Raquel, 43 perfis já teriam sido identificados e mapeados, com pessoas que ela afirma possuir ligação com o grupo político de João Campos. Além disso, citou outras 430 páginas que estariam atuando nas redes sociais com conteúdos direcionados contra sua administração.
“Não estou aqui para fazer gabinete do ódio, estou aqui para fazer o bem sem saber a quem. Fui violentada de todas as formas”, declarou.
CASO ENVOLVENDO SERVIDOR
Raquel também foi questionada sobre a reportagem exibida pela TV Record, na qual Amisadai Andrade da Silva aparece relatando suposta estratégia para desgastar a imagem de João Campos, inclusive com atuação dentro do Palácio do Campo das Princesas.
A governadora voltou a negar qualquer participação ou conhecimento de uma estrutura organizada pelo Governo com essa finalidade. Segundo ela, assim que o caso veio à tona, houve uma providência administrativa.
“Foi exonerado aquele que se colocou como suposto gabinete do ódio”, afirmou.
Amisadai Andrade da Silva estava lotado na Secretaria Estadual de Turismo e era cedido pela Caixa Econômica Federal.
O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa cada vez mais acirrada entre Raquel Lyra e João Campos, que protagonizam uma das principais disputas políticas das eleições de 2026 em Pernambuco. Com a campanha avançando, as acusações envolvendo redes sociais, estratégias de comunicação e ataques entre os grupos devem continuar ocupando espaço no debate eleitoral.
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