sábado, 5 de setembro de 2026

PERNAMBUCO MUDA O PATAMAR DOS INVESTIMENTOS E APOSTA EM INFRAESTRUTURA PARA ACELERAR O CRESCIMENTO

Pernambuco começa a apresentar números que ajudam a explicar a mudança de patamar da economia estadual. A gestão da governadora Raquel Lyra vem sustentando uma estratégia baseada em investimentos estruturantes, responsabilidade fiscal e atração de capital privado, com resultados que já aparecem na indústria, no emprego, na infraestrutura e na movimentação do Porto de Suape.

O dado que mais chama atenção é o salto na média histórica dos investimentos estruturantes. Pernambuco saiu de um patamar que não alcançava R$ 7 bilhões para uma média de R$ 12 bilhões nos últimos três anos e sete meses. Ao todo, aproximadamente R$ 26 bilhões em recursos já estão garantidos ou em execução em projetos espalhados pelo Estado.

Na prática, a estratégia é transformar planejamento em obra, obra em infraestrutura e infraestrutura em crescimento econômico.

E os números começam a dar musculatura política ao discurso de que Pernambuco precisava voltar a investir pesado depois de anos convivendo com limitações fiscais e dificuldades para tirar grandes projetos do papel.

R$ 41 bilhões privados e indústria crescendo quase 20%

A iniciativa privada também passou a ocupar espaço importante nessa equação. Pernambuco já contabiliza mais de R$ 41 bilhões em investimentos privados captados, enquanto medidas de simplificação para abertura de empresas procuram tornar o ambiente de negócios mais competitivo.

O reflexo aparece na atividade econômica. A produção industrial pernambucana cresceu 19,7% em abril de 2026, desempenho muito acima da média nacional. O Estado também acumula um saldo de 197 mil novos empregos com carteira assinada.

A expectativa é que o PIB pernambucano alcance R$ 340 bilhões até o fim do ano, com renda per capita estimada em R$ 35,5 mil.

É justamente nesse ponto que os números deixam de ser apenas estatísticas e passam a ter peso político: investimento público, atração de empresas, geração de empregos e crescimento econômico formam uma narrativa que a governadora pretende levar para o eleitorado.

Educação, saúde e água entram na conta

A estratégia não está concentrada apenas em grandes obras de infraestrutura.

Mais de R$ 2 bilhões foram aplicados na educação, enquanto os seis grandes hospitais estaduais passam por reformas. No Hospital da Restauração, uma das principais unidades de saúde pública do Nordeste, a intervenção chega a R$ 65 milhões.

No interior, o saneamento ganhou um reforço de R$ 500 milhões para obras de adutoras. É um tipo de investimento que tem forte impacto político porque mexe diretamente com uma das maiores demandas históricas dos municípios: água.

A lógica é simples. Grandes obras ajudam a movimentar a economia, enquanto investimentos em saúde, educação e abastecimento permitem ao governo mostrar presença direta na vida da população.

Suape volta a ocupar o centro da estratégia econômica

No tabuleiro econômico pernambucano, Suape aparece como uma das peças mais importantes.

O porto registrou crescimento de 20% na movimentação no primeiro semestre de 2026. A expansão ocorre em um momento estratégico, com a Refinaria Abreu e Lima projetando dobrar sua capacidade para 260 mil barris por dia até 2028.

A infraestrutura portuária também está sendo ampliada. O canal externo foi homologado com 20 metros de calado e o canal interno recebeu obras de aprofundamento com investimento de R$ 248 milhões.

E há um projeto de R$ 2 bilhões que promete mudar ainda mais o perfil do complexo: o novo terminal da APM Terminals, que deverá ser o primeiro 100% eletrificado da América Latina e ampliar em 55% a capacidade de contêineres da região.

É Suape sendo colocado novamente no centro do projeto de desenvolvimento de Pernambuco.

A nova aposta: economia verde

A estratégia econômica também mira um mercado que pode definir os próximos anos: a transição energética.

Pernambuco trabalha na criação de uma linha de transmissão de leste a oeste e no mapeamento do potencial logístico para combustíveis verdes, como etanol e metanol.

A intenção é aproveitar a posição estratégica de Suape e a infraestrutura existente para atrair novos investimentos ligados à descarbonização, hidrogênio verde e combustíveis de baixo carbono.

A Zona de Processamento de Exportação de Suape também entra nesse planejamento, com a estruturação de uma governança específica para viabilizar o projeto.

Rodovias são o outro braço da estratégia

Não existe crescimento econômico sem logística. E é justamente aí que entra o plano de recuperação de 3.600 quilômetros de rodovias até o fim do ano.

A recuperação da malha estadual tem impacto direto sobre produtores, transportadores, comerciantes e empresas que dependem das estradas para movimentar mercadorias.

Mas a grande aposta continua sendo o Arco Metropolitano.

Com orçamento de R$ 632 milhões, a obra foi projetada para ligar diretamente a BR-232 à BR-101, criando uma alternativa para o tráfego pesado e reduzindo a pressão sobre os corredores urbanos da Região Metropolitana do Recife.

Mais do que uma estrada, o projeto representa uma peça de logística. E logística, em política econômica, significa competitividade.

A conta que começa a aparecer

A equação montada pelo governo é ambiciosa: responsabilidade fiscal para abrir espaço aos investimentos, obras públicas para melhorar a infraestrutura, atração de capital privado para gerar atividade econômica e uma agenda de longo prazo voltada para indústria, logística e energia limpa.

Raquel Lyra chega, assim, a uma fase em que pode apresentar números concretos para sustentar sua narrativa de gestão.

São R$ 12 bilhões de média anual em investimentos estruturantes, R$ 26 bilhões em recursos garantidos ou em execução, mais de R$ 41 bilhões em investimentos privados, R$ 2 bilhões na educação, R$ 500 milhões em saneamento, R$ 248 milhões na infraestrutura de Suape, R$ 632 milhões no Arco Metropolitano e R$ 65 milhões no Hospital da Restauração.

No cenário político de 2026, a disputa não será apenas por discursos. Será também pela capacidade de cada grupo apresentar ao eleitor uma história convincente sobre quem conseguiu fazer Pernambuco avançar.

E, nesse terreno, a governadora começa a colocar os números sobre a mesa.

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