A concentração aconteceu na Curva de Solon, de onde o grupo seguiu pelas ruas da cidade. A mobilização contou com a presença da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), da candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) e de lideranças locais, entre elas o prefeito Arsênio Medeiros. O evento havia sido anunciado por Janjão como uma das maiores edições do Foguete Folia.
Mais do que o tamanho do evento, o que chamou atenção foi a capacidade de Janjão transformar sua cidade em uma espécie de termômetro de sua campanha nesta reta final. O candidato tenta levar para a disputa estadual a força política construída em Bom Jardim durante sua trajetória administrativa e, agora, busca ampliar esse capital para outros municípios do Agreste.
Em entrevista após a mobilização, Janjão relacionou a participação popular à história construída no município e afirmou que o vínculo com a população é resultado do trabalho realizado durante sua passagem pela Prefeitura. A declaração reforça uma das principais estratégias de sua candidatura: apresentar a experiência acumulada em Bom Jardim como cartão de visita para uma possível atuação na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Mas o Foguete Folia também serviu para colocar uma pauta regional no centro do discurso. Diante de Raquel Lyra, Janjão apresentou como uma de suas principais reivindicações a implantação de um Hospital do Câncer no Agreste. Segundo o candidato, moradores da região precisam enfrentar deslocamentos frequentes para Recife e Caruaru em busca de tratamento especializado.
“Nosso Agreste aqui envia diariamente diversos ônibus para os hospitais do Recife, Caruaru, e a gente vem fazer esse pedido”, afirmou Janjão durante o ato. A proposta já vinha sendo apresentada pelo candidato ao longo da campanha e ganhou novo peso político ao ser colocada diretamente diante da governadora.
O movimento de sábado, portanto, teve dois componentes claros: a demonstração de força nas ruas e a tentativa de apresentar uma agenda que ultrapasse os limites de Bom Jardim. É justamente essa combinação que Janjão tenta consolidar nos últimos dias antes da votação.
Com candidatura deferida pelo Tribunal Superior Eleitoral e número 55222 na urna, Janjão chega à semana decisiva da eleição buscando transformar a mobilização que mantém em Bom Jardim em votos espalhados pelo Agreste.
Se o Foguete Folia funcionou como demonstração de força, agora começa a parte silenciosa da eleição: cada liderança acionando sua base, cada município sendo trabalhado e cada voto passando a ter peso redobrado.
Em Bom Jardim, pelo menos, Janjão mostrou que ainda tem uma máquina política mobilizada e gente disposta a colocar o pé na rua por seu projeto. Agora, a resposta definitiva virá das urnas no domingo.
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