A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), prevista para fevereiro de 2027, começa a ganhar contornos de uma disputa mais acirrada do que alguns imaginavam. O deputado estadual Aglailson Victor (PSD) demonstra disposição para levar adiante seu projeto de comandar o Legislativo estadual e, contrariando avaliações de que poderia recuar durante as articulações, afirma que sua candidatura não tem marcha à ré.
A declaração coloca o parlamentar no centro de uma disputa que já movimenta os bastidores da política pernambucana. O comando da Alepe está em jogo, mas a eleição vai muito além da escolha de um presidente: envolve a distribuição de espaços na Mesa Diretora, o controle de comissões estratégicas e a capacidade de articulação entre os deputados e o Palácio do Campo das Princesas.
A movimentação ocorre em um momento em que o PSD, partido da governadora reeleita Raquel Lyra, reivindica protagonismo na escolha do próximo presidente da Casa. A legenda elegeu nove deputados estaduais para a nova legislatura e quer transformar o tamanho da bancada em força política na composição da Mesa.
PSD QUER A PRESIDÊNCIA, MAS A DISPUTA INTERNA ESTÁ ABERTA
Aglailson Victor não está sozinho nessa corrida. As informações publicadas pelo Jornal do Commercio e repercutidas por outros veículos apontam quatro deputados do PSD interessados na presidência: além dele, Antonio Moraes, Débora Almeida e Joãozinho Tenório. Até as últimas informações localizadas, o partido ainda não havia anunciado oficialmente qual nome receberia o aval da legenda.
O cenário coloca o PSD diante de um desafio político: conciliar os projetos individuais sem comprometer a unidade da bancada. A governadora Raquel Lyra já manifestou interesse em construir uma composição de consenso, com espaço para diálogo entre os partidos aliados e atenção especial ao comando das comissões estratégicas da Assembleia.
A disputa também envolve o Podemos, que elegeu seis deputados e tem Gustavo Gouveia entre os nomes citados nas articulações, além da Federação União Progressista, que reúne oito parlamentares e busca espaço na futura Mesa Diretora. A distribuição dos cargos será parte fundamental das negociações.
FEVEREIRO SERÁ A HORA DA VERDADE
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando começa oficialmente a nova legislatura. A votação será secreta, o que torna decisiva a capacidade de cada postulante de conquistar apoio entre os colegas, inclusive fora de seu próprio partido.
A declaração de Aglailson Victor de que seu projeto “não tem ré” sinaliza disposição para continuar na disputa, mesmo diante das negociações internas. Mas há uma diferença importante entre manter a candidatura e conseguir reunir os votos necessários para vencer.
Nos bastidores, a pergunta que movimenta a política pernambucana é se o PSD conseguirá fechar questão em torno de um único nome ou se a disputa vai se prolongar até os últimos momentos. Com quatro interessados na própria legenda e outros grupos reivindicando espaço, a corrida pela presidência da Alepe está longe de ser uma questão resolvida.
Por enquanto, Aglailson Victor mantém o pé no acelerador. Resta saber quem conseguirá transformar articulação em voto quando chegar a hora de decidir o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Edney Souto | Blog do Edney — a notícia verdade.
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