O encontro reuniu nomes de peso do campo conservador no estado. Estiveram presentes Clarissa Tércio, Júnior Tércio, Gilson Machado Neto, Gilson Machado Filho e Renato Antunes. Abimael Santos, Thiago Medina e Eduardo Moura participaram de forma on-line.
Mais do que uma reunião política, o encontro serviu para organizar o exército eleitoral da direita pernambucana para os últimos dias de campanha. Cada liderança deverá atuar diretamente em suas regiões e bases eleitorais, com uma agenda permanente de mobilização até a votação.
A estratégia inclui carreatas, adesivaços, encontros com lideranças políticas e comunitárias e ações diretamente nos municípios onde esses grupos possuem atuação. A ideia é ocupar as ruas e tentar transformar a força política demonstrada nas urnas no primeiro turno em votos para Flávio Bolsonaro no segundo.
“ A ordem é uma só: trabalhar até o último minuto. Estamos do lado certo da força e vamos seguir mobilizados pela vitória de Flávio Bolsonaro”, afirmou Gilson Machado Neto, deputado federal eleito com expressivos 156.754 votos.
O encontro também teve um componente simbólico: reunir parlamentares que fazem questão de se apresentar como integrantes do chamado bolsonarismo raiz. A mensagem transmitida foi de unidade, disciplina e disposição para enfrentar a reta final sem baixar a guarda.
A direita pernambucana sabe que a disputa presidencial entra agora em sua fase decisiva. E, enquanto os adversários apostam suas fichas na estrutura partidária e nas alianças tradicionais, o grupo bolsonarista pretende explorar justamente aquilo que considera seu maior patrimônio eleitoral: a militância.
O recado dado na reunião foi direto: ninguém está autorizado a tirar o pé do acelerador. A eleição ainda não terminou e, para esse grupo, cada município, cada liderança e cada voto podem fazer diferença no resultado final.
Em Pernambuco, portanto, a ordem bolsonarista para o segundo turno está dada: rua, mobilização e trabalho até o último minuto.
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