quinta-feira, 1 de outubro de 2026

JUSTIÇA MANDA SOLTAR PREFEITO DE SALGADINHO APÓS 21 DIAS PRESO

O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, conhecido como Joia, deixou na noite desta quarta-feira (30) o Presídio de Limoeiro. A Justiça autorizou que o gestor responda em liberdade às acusações investigadas no âmbito da Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Joia estava preso desde o dia 9 de setembro, quando foi detido durante a operação. Segundo o MPPE, a prisão ocorreu inicialmente em flagrante, diante de suspeitas de tentativa de obstrução das investigações e lavagem de dinheiro. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva.

A Operação Dinastia apura a possível existência de uma organização criminosa com atuação em Salgadinho e suspeitas de crimes contra a administração pública. Entre as linhas investigadas estão possíveis fraudes em processos licitatórios, desvio de recursos públicos e a prática conhecida como “rachadinha”, seguida de suposta lavagem de dinheiro envolvendo pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo investigado.

Na primeira etapa da operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina. Durante as diligências realizadas na residência do prefeito, os investigadores encontraram aproximadamente R$ 580 mil em dinheiro vivo.

Desde a decretação da prisão preventiva, a defesa do prefeito vinha buscando na Justiça a revogação da medida. O pedido de habeas corpus foi analisado e, nesta quarta-feira, a Justiça autorizou que Joia deixe a unidade prisional e passe a acompanhar o processo em liberdade.

Depois dos procedimentos necessários para o cumprimento da decisão, o prefeito deixou o Presídio de Limoeiro e retornou a Salgadinho durante a noite.

A decisão judicial não significa o encerramento da Operação Dinastia. As investigações continuam, e Joia permanece sendo investigado no processo. Da mesma forma, a autorização para responder em liberdade não representa condenação nem absolvição, cabendo à Justiça analisar, ao longo do processo, as acusações e as provas apresentadas.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades responsáveis pela investigação e da Justiça.

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