PESQUISA MOSTRA EMPATE DE 42% ENTRE JOÃO CAMPOS E RAQUEL LYRA, EM MOVIMENTO DIFERENTE DA MAIORIA DOS LEVANTAMENTOS DE SETEMBRO
Pernambuco amanhece nesta quarta-feira, 1º de outubro, com uma nova fotografia da corrida pelo Governo do Estado — e ela é bem diferente daquela que vinha predominando nas pesquisas ao longo de setembro.A nova Quaest colocou João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) empatados em 42% na intenção de voto. João cresceu três pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto Raquel oscilou um ponto para cima. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em 23 de setembro, a governadora aparecia com 41%, contra 39% do ex-prefeito do Recife.
O levantamento ouviu 1.302 eleitores entre os dias 25 e 28 de setembro, período que começou justamente no dia da caminhada e do comício de Lula no Bairro do Recife.
É aí que está um dos pontos mais importantes da nova rodada: o chamado “efeito Lula” entrou definitivamente na conversa eleitoral de Pernambuco.
Não é possível afirmar, apenas pelos números, que o crescimento de João tenha sido causado pela presença de Lula. Mas o calendário chama atenção. A pesquisa anterior da Quaest mostrava Raquel dois pontos à frente. Poucos dias depois da mobilização de Lula com João, os dois aparecem rigorosamente empatados.
E quando se olha para o conjunto das pesquisas recentes, a mudança ganha ainda mais peso.
O Datafolha divulgado em 24 de setembro apontava 48% para Raquel contra 44% para João. A Simplex/CBN havia registrado 45% a 37,9%. A Múltipla apareceu com 44% a 39%, enquanto a DataTrends chegou a mostrar 46% a 36%.
Ou seja: durante boa parte de setembro, a governadora apareceu numericamente à frente nos principais levantamentos. A Quaest mais recente é a primeira fotografia dessa sequência a colocar os dois exatamente no mesmo patamar.
E a virada de cenário acontece quando faltam apenas três dias para a votação.
João ainda tem hoje e sexta-feira para tentar transformar a presença de Lula em voto. A estratégia de apresentar o socialista como o candidato apoiado diretamente pelo presidente ganha, portanto, seus últimos minutos de exposição na propaganda eleitoral.
Até agora, segundo a própria movimentação da campanha, a associação entre Lula e João ainda tem espaço para ser explorada nos últimos programas.
Do outro lado, Raquel chega à reta final sustentada por uma vantagem que aparece em outros indicadores. A governadora lidera a intenção de voto espontânea e tem a avaliação da gestão como um dos principais argumentos de campanha.
A disputa, portanto, chega ao 1º de outubro sem um cenário único entre os institutos. O conjunto das pesquisas mostra uma vantagem que vinha sendo favorável a Raquel durante setembro, enquanto a rodada mais recente da Quaest registra empate.
No Senado, o movimento provocado pela reta final também chama atenção. Marília Arraes aparece na liderança, enquanto Humberto Costa cresceu e passou a ocupar uma posição mais confortável na disputa. A presença de Lula também aparece como elemento importante na mobilização do eleitorado petista.
Agora não existe mais margem para grandes movimentos de campanha.
É propaganda até sexta-feira, debate, redes sociais, rua e voto.
A pergunta que fica para as últimas 72 horas é simples: o empate da Quaest representa uma fotografia isolada ou revela que João Campos conseguiu reduzir, na reta final, uma vantagem que Raquel vinha apresentando na maioria das pesquisas de setembro?
Pernambuco chega ao dia 1º de outubro com a eleição mais quente justamente quando a campanha entra nos seus últimos capítulos.
Lula entrou em campo, João cresceu na Quaest e Raquel continua no jogo. Agora é reta final de verdade.
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