Márcia destacou a eleição de Breno Araújo para deputado estadual e a reeleição de Fernando Monteiro para a Câmara Federal como sinais de que seu grupo continua tendo força política na cidade. A prefeita fez questão de colocar os resultados como uma demonstração de confiança do eleitorado em sua gestão.
“Serra Talhada nunca largou minha mão”, afirmou Márcia, numa frase que também soa como resposta às avaliações feitas após a eleição. Para ela, a votação de Breno Araújo, que foi majoritário no município, representa o reconhecimento ao trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura.
Já na disputa pelo Governo de Pernambuco, o resultado foi menos favorável. João Campos não conseguiu vencer em Serra Talhada, mas Márcia preferiu não transformar a derrota do aliado em problema político. Pelo contrário. A prefeita exaltou a campanha do socialista e afirmou ter orgulho da caminhada construída ao lado dele.
A leitura de Márcia é clara: se João Campos não entregou o resultado esperado, os candidatos apoiados diretamente pelo grupo municipal conseguiram apresentar números capazes de alimentar o discurso de que a prefeita continua com uma base eleitoral competitiva.
E o resultado, naturalmente, já começa a ser colocado na conta de 2028. A eleição municipal ainda está distante, mas as urnas deste domingo servem como uma primeira fotografia da força dos grupos políticos de Serra Talhada. Márcia sabe que terá adversários fortes e que cada número será usado para medir sua capacidade de transferência de votos.
Agora, com o segundo turno definido, a prefeita volta suas atenções para Lula. Márcia pediu votos para o presidente e convocou sua militância para uma nova mobilização eleitoral.
“É pé no acelerador e rumo à vitória”, declarou.
Se no primeiro turno Márcia conseguiu comemorar vitórias importantes entre os candidatos apoiados pelo seu grupo, agora terá pela frente o desafio de transformar essa estrutura política em votos para Lula. A eleição mostrou que Serra Talhada continua sendo um dos principais palcos da política do Sertão, e os números das urnas já começam a alimentar a disputa que, mesmo de longe, aponta para 2028.
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