Segundo um observador ligado ao PSB, o desempenho de João no Recife, onde terminou com uma vantagem de apenas três pontos percentuais, ficou abaixo das expectativas de setores da campanha. Na avaliação desse aliado, poucos vereadores entraram de fato na disputa, enquanto outros teriam feito apenas o necessário.
Entre os nomes citados como mais empenhados estão Romerinho Jatobá (PSB), Rinaldo Júnior (PSB) e Liana Cirne (PT), que também disputaram vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. O quarto nome é o de Zé Neto (PSB), que, além de trabalhar pela eleição de João Campos, tinha interesse direto no fortalecimento de Romerinho, de olho na presidência da Câmara Municipal do Recife.
A leitura que circula entre aliados é que interesses eleitorais próprios teriam pesado mais do que o esforço coletivo em torno da candidatura socialista. A avaliação, porém, parte de interlocutores do próprio grupo e não representa, necessariamente, uma posição oficial do PSB.
A derrota de João Campos agora abre espaço para uma revisão de estratégias e, principalmente, para cobranças internas. Quando o resultado fica aquém do esperado até mesmo no principal reduto eleitoral, a tendência é que os bastidores fiquem mais movimentados e a fidelidade de alguns aliados passe a ser questionada.
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