A deputada federal eleita Juliana de Chaparral (União Brasil) tratou de colocar um ponto final nas especulações sobre um possível distanciamento político entre o grupo liderado por seu marido, o prefeito de Surubim, Cléber Chaparral, e a governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo ela, a relação permanece firme e não existe rompimento, apesar das cobranças públicas por melhorias no abastecimento de água no Agreste pernambucano.
Em entrevista à Rádio Folha FM, no Recife, nesta sexta-feira (6), Juliana foi questionada sobre se as manifestações e cobranças feitas pelo grupo em relação à chegada da água do Rio São Francisco a Surubim teriam provocado algum desgaste com o Governo do Estado.
A resposta foi direta: o grupo continua unido e aliado à governadora. Juliana reconheceu que houve momentos de insatisfação, principalmente porque compromissos relacionados ao abastecimento ainda não haviam se concretizado, mas fez questão de destacar que nunca houve declaração de rompimento por parte de Cléber Chaparral.
A futura deputada adotou um discurso de equilíbrio entre a aliança política e a defesa dos interesses da população. "Somos aliados da governadora, mas somos ainda mais aliados e defensores do povo", afirmou, reforçando que a chegada das águas do São Francisco a Surubim continua sendo uma das principais bandeiras do grupo.
BRASÍLIA NO RADAR
Na entrevista, Juliana também antecipou um pouco do perfil que pretende imprimir ao mandato na Câmara Federal. A parlamentar eleita afirmou que pretende defender projetos e ações que tragam resultados concretos para Pernambuco e para o Nordeste, sem deixar de considerar as orientações da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas.
Outro ponto que chamou atenção foi a disposição de manter diálogo com o presidente Lula (PT), que iniciará um novo mandato em janeiro de 2027. Juliana destacou o resultado expressivo do presidente no Nordeste e demonstrou expectativa de que essa votação se transforme em investimentos, recursos e melhorias para a região.
A posição de Juliana deixa um recado importante no tabuleiro político pernambucano: cobrança por serviços públicos não significa, necessariamente, rompimento de alianças. O grupo de Chaparral quer manter as portas abertas no Palácio do Campo das Princesas, mas também sinaliza que não pretende abrir mão de cobrar soluções para uma das demandas mais antigas do Agreste: água na torneira.
Na política, aliança se demonstra com apoio, mas também precisa apresentar resultados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário