Estado registra crescimento de 38,3% em relação ao mesmo mês de 2025, assume a segunda posição entre os maiores exportadores do Nordeste e coloca a indústria e a fruticultura em destaque no mercado internacional.
Pernambuco fechou outubro de 2026 com um resultado histórico no comércio exterior. O estado alcançou US$ 343,5 milhões em exportações, o maior volume financeiro registrado para um mês de outubro desde o início da série histórica, em 1997, considerando os valores corrigidos pela inflação do dólar.
O desempenho não ficou restrito ao recorde. Na comparação com outubro do ano passado, as exportações pernambucanas cresceram 38,3% em termos reais. O avanço colocou Pernambuco entre os destaques nacionais, com o segundo maior crescimento do Nordeste e o quinto maior do Brasil, em um cenário no qual as exportações nordestinas recuaram 4,1%.
Os números também mostram uma mudança importante na posição do estado no comércio exterior brasileiro. Pernambuco saltou da 17ª colocação em setembro para o 13º lugar no ranking nacional de exportadores, tornando-se o segundo maior exportador nordestino em outubro. Na comparação mensal, as vendas externas cresceram 89,2%, considerando os dados com ajuste sazonal.
Outro indicador reforça a dimensão do resultado: o volume físico das mercadorias embarcadas chegou a 424,1 mil toneladas, também estabelecendo recorde para outubro.
COMBUSTÍVEIS PUXAM O RESULTADO
O principal motor das exportações foi o setor de combustíveis, responsável por US$ 223,5 milhões em vendas ao exterior. Trata-se do segundo maior valor mensal de derivados de petróleo exportados por Pernambuco desde 1997.
Singapura apareceu como principal destino dos produtos pernambucanos, concentrando 45,2% do valor exportado em outubro. China e Índia também figuraram entre os mercados compradores de derivados de petróleo produzidos no estado.
Para a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, os resultados demonstram a capacidade produtiva de Pernambuco e o potencial de ampliar sua presença no mercado internacional. Ela destacou especialmente o desempenho da indústria de derivados de petróleo e os avanços da fruticultura.
FRUTICULTURA TAMBÉM FAZ HISTÓRIA
Se a indústria de combustíveis puxou os números gerais, a fruticultura pernambucana também apresentou resultados expressivos. Em outubro, as exportações de frutas movimentaram US$ 53,8 milhões, o maior valor mensal de 2026. Desse total, US$ 25,2 milhões vieram da comercialização de mangas.
No acumulado de janeiro a outubro, o setor alcançou US$ 257,9 milhões em exportações, crescimento real de 10,8% em relação ao mesmo período de 2025. É o maior resultado já registrado para os dez primeiros meses de um ano.
A manga merece destaque especial: as vendas internacionais chegaram a US$ 176,5 milhões no período, uma expansão de 27,8%. Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá estão entre os principais destinos da produção pernambucana.
SUAPE SEGUE COMO PEÇA-CHAVE
O Porto de Suape continua desempenhando papel estratégico nessa movimentação econômica. Em outubro, concentrou 57,4% do valor exportado por Pernambuco e 85,8% das importações estaduais.
Outro dado positivo foi a redução do déficit comercial pelo segundo mês consecutivo. O saldo negativo, que era de US$ 771,2 milhões em agosto, caiu para US$ 705,5 milhões em setembro e chegou a US$ 474,9 milhões em outubro. Considerando a série com ajuste sazonal, a redução foi de 21,1% em relação ao mês anterior.
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram um Pernambuco ampliando sua participação no mercado internacional, com resultados expressivos na indústria, na produção agrícola e na logística portuária.
O desafio agora é transformar os recordes em crescimento sustentável, ampliar a diversificação dos produtos exportados e fazer com que a expansão do comércio exterior também se traduza em mais investimentos, empregos e oportunidades para os pernambucanos.
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