terça-feira, 25 de março de 2025

RAQUEL DÁ BOAS VINDAS AOS NOVOS MEMBROS DE SEU GOVERNO

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, utilizou suas redes sociais para celebrar a posse de três novos auxiliares em seu governo, destacando suas competências e a expectativa de um trabalho de excelência. Com uma mensagem clara de entusiasmo e confiança, Lyra compartilhou a nomeação de Manuca, Kaio Maniçoba e Miguel Duque para cargos estratégicos no governo estadual. Manuca assume a Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, enquanto Kaio Maniçoba ficará à frente da Secretaria de Turismo e Lazer. Já Miguel Duque foi nomeado presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), um órgão vital para o desenvolvimento agrícola e rural do estado.

A governadora ressaltou, em sua postagem, as qualidades de seus novos secretários, apontando suas competências e determinação como os fatores que, segundo ela, os tornam aptos para as funções assumidas. A mensagem de Raquel Lyra reflete um tom otimista e uma visão clara do governo em buscar melhorias no desenvolvimento profissional, no setor de turismo e no fortalecimento da agricultura no estado. A nomeação desses secretários é vista como uma estratégia para fortalecer áreas essenciais do governo e garantir que Pernambuco continue avançando em diversas frentes, especialmente em um momento de grandes desafios para o desenvolvimento regional.

Com a mudança de comando em setores tão importantes, a governadora demonstrou um cuidado em escolher profissionais que, em sua visão, trarão grandes contribuições para o progresso do estado. O nome de Manuca é associado ao empreendedorismo e à promoção de políticas públicas voltadas ao crescimento econômico, especialmente no setor privado, enquanto Kaio Maniçoba, com sua experiência no setor turístico, é visto como uma figura capaz de alavancar o potencial turístico de Pernambuco, promovendo atrações locais e fortalecendo o setor de lazer. Já Miguel Duque, com seu vasto conhecimento na área agronômica, é visto como uma escolha estratégica para liderar o IPA, um órgão fundamental na promoção da agricultura e no apoio aos produtores rurais do estado.

A posse dos novos secretários é, sem dúvida, um marco importante para a gestão de Raquel Lyra, que se compromete a seguir com a implementação de políticas públicas voltadas ao crescimento do estado. A governadora afirmou que, com a chegada de Manuca, Kaio Maniçoba e Miguel Duque, seu governo estará ainda mais preparado para enfrentar os desafios econômicos e sociais que se apresentam, apostando na experiência e no engajamento dos novos auxiliares para cumprir com as metas estabelecidas.

A escolha de pessoas com perfis técnicos e dedicação foi um ponto enfatizado pela governadora em sua mensagem. Ela destacou que o compromisso com o trabalho árduo e com o bem-estar da população de Pernambuco será uma característica marcante da gestão desses novos secretários. Em seu post, Raquel Lyra também expressou confiança de que os desafios a serem enfrentados nos próximos anos serão superados com o apoio desses profissionais, que têm uma visão alinhada às necessidades do estado e uma trajetória sólida de atuação.

Assim, a postagem de Raquel Lyra nas redes sociais não apenas serviu para anunciar oficialmente as mudanças em seu governo, mas também transmitiu um forte sinal de otimismo e compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos. A governadora reforçou que, com essa nova composição, o governo de Pernambuco seguirá firme na busca por desenvolvimento, inovação e inclusão social.

PREFEITA MARCIA CONRADO ANUNCIA MAIS UMA COZINHA COMUNITÁRIA EM SERRA TALHADA

A cidade de Serra Talhada será contemplada com a implantação de uma cozinha comunitária no bairro da Cohab, integrando-se ao programa estadual Bom Prato PE. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24) pela prefeita Márcia Conrado, destacando a parceria entre a Prefeitura e o Governo de Pernambuco para ampliar o acesso à alimentação gratuita para famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa será coordenada pela Secretaria de Assistência Social, sob o comando de Márcio Oliveira, e terá um papel fundamental na segurança alimentar da população mais carente do município.  

O Bom Prato PE é um programa estadual voltado à distribuição de refeições balanceadas a preços simbólicos ou de forma gratuita para pessoas em extrema pobreza. A cozinha comunitária da Cohab seguirá esse modelo, oferecendo alimentação nutritiva diariamente para atender a demanda de quem não tem condições de garantir refeições adequadas. O projeto prevê a distribuição de centenas de refeições por dia, garantindo um suporte essencial para famílias que enfrentam dificuldades financeiras. Além disso, o espaço funcionará como um ponto de acolhimento social, onde serão realizadas ações de orientação nutricional, cursos de reaproveitamento de alimentos e capacitação para a geração de renda.  

A parceria entre a gestão municipal e o Governo de Pernambuco visa fortalecer a rede de assistência social, garantindo que os recursos necessários para o funcionamento da unidade sejam disponibilizados regularmente. A cozinha será equipada com estrutura moderna, profissionais qualificados e um cardápio elaborado por nutricionistas para oferecer refeições equilibradas, respeitando critérios nutricionais e garantindo que a alimentação chegue com qualidade a quem mais precisa.  

O secretário Márcio Oliveira destacou que o equipamento público não será apenas um espaço de alimentação, mas um local de inclusão social. A intenção é ampliar o impacto do programa por meio da articulação com outras políticas públicas, como qualificação profissional, apoio a pequenos produtores locais e incentivo a práticas sustentáveis no uso dos alimentos. A escolha do bairro da Cohab para receber a unidade considerou a alta demanda por assistência alimentar e a facilidade de acesso para moradores de áreas vizinhas, permitindo que um maior número de pessoas seja beneficiado.  

A cozinha comunitária do Bom Prato PE em Serra Talhada reforça o compromisso da gestão municipal com a redução da fome e o fortalecimento da assistência social. A expectativa é de que o equipamento entre em funcionamento nos próximos meses, tornando-se um ponto de referência para a população que precisa de suporte alimentar e social.

AO LADO DE TARCÍSIO, BOLSONARO SE NEGA A PASSAR O "BASTÃO" FAZENDO UMA INDICAÇÃO

A declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de que só passará o "bastão" após a morte e que pode registrar sua candidatura à Presidência da República em 2026, apesar de estar inelegível, movimentou o cenário político nacional nesta segunda-feira (24). Ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Bolsonaro reafirmou sua posição em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., onde falou sobre seu futuro político e a disputa eleitoral que se aproxima. Mesmo inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente afirmou que pode registrar sua candidatura e aguardar que a Justiça Eleitoral decida se poderá concorrer. A estratégia, segundo ele, depende do desfecho de sua situação jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é acusado de tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF decide nesta terça-feira (25) se aceita a denúncia formal contra Bolsonaro, e a expectativa é que o julgamento definitivo ocorra ainda em 2025. Caso seja condenado antes do início do processo eleitoral em agosto do próximo ano, a chance de concorrer se tornaria inviável. A afirmação de Bolsonaro sobre não indicar um sucessor reflete a resistência do ex-presidente em abrir espaço para outras lideranças no campo da direita. Apesar disso, seu nome mais cotado para uma eventual sucessão dentro do grupo político é Tarcísio de Freitas, que reforçou sua fidelidade ao ex-presidente e afirmou que pretende disputar a reeleição para o governo paulista, afastando especulações sobre uma candidatura presidencial. Bolsonaro criticou a velocidade do processo no STF e sugeriu que sua estratégia seria aguardar até o limite do prazo para solicitar o registro de candidatura. Ele argumentou que, caso não seja julgado a tempo, poderá recorrer ao TSE, que decidiria sua situação eleitoral em poucas semanas. A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-presidente e outros 33 aliados em fevereiro, e a tramitação do caso tem sido acompanhada de perto pelo meio político. A declaração de Bolsonaro sobre "só passar o bastão depois de morto" reforça sua tentativa de manter o protagonismo dentro do bolsonarismo e garantir sua influência na eleição de 2026, independentemente das barreiras jurídicas. Enquanto isso, Tarcísio reiterou seu compromisso com Bolsonaro e sua base política em São Paulo, afirmando que seguirá ao lado do ex-presidente e que não há qualquer intenção de disputar o Planalto em 2026. O apoio de Tarcísio ao ex-presidente é visto como um sinal de lealdade dentro do grupo bolsonarista, mas também indica que o governador paulista evita um confronto direto com Lula, deixando aberta a possibilidade de uma candidatura presidencial apenas em 2030. A posição de Bolsonaro, no entanto, pode impactar diretamente o futuro político da direita brasileira, especialmente caso sua candidatura seja definitivamente barrada pela Justiça Eleitoral antes da campanha.

JOÃO CAMPOS REJEITA LOTEAMENTO DE CARGOS E PREFERE O EMBATE DE GESTÕES COM O GOVERNO RAQUEL

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem sinalizado a aliados próximos que não pretende se envolver na movimentação política articulada pela governadora Raquel Lyra (PSDB), que tem buscado fortalecer sua base aliada por meio de nomeações estratégicas. Segundo interlocutores do gestor, a posição de Campos é clara: sua prioridade é a administração da cidade e a entrega de obras e serviços para a população, sem ceder a pressões ou negociações que envolvam cargos e espaços na estrutura do Estado.  

Nos bastidores, a postura do prefeito tem sido interpretada como um indicativo de que ele prefere travar um embate em 2026 baseado em resultados concretos, em vez de adotar estratégias de composição política para ampliar sua influência. A avaliação entre vereadores da base governista na capital é de que João Campos está confiante no impacto de seu trabalho e que a comparação entre as gestões falará mais alto na futura disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Um aliado próximo do prefeito afirmou que, para ele, "o confronto será de gestão", destacando que a administração municipal seguirá focada em entregar projetos estruturantes, sobretudo nas áreas mais carentes.  

A movimentação da governadora tem sido acompanhada com atenção pelos grupos políticos ligados ao PSB, que enxergam na estratégia de Raquel Lyra uma tentativa de pavimentar sua candidatura à reeleição com apoio de setores estratégicos. O esforço da tucana tem envolvido a concessão de cargos e espaços no governo a lideranças políticas do interior e da Região Metropolitana, na tentativa de consolidar apoios para o futuro embate com o grupo socialista. No entanto, a decisão de João Campos de não entrar nesse jogo de articulações mostra que ele aposta na força de sua gestão como principal ativo eleitoral.  

O Recife tem sido palco de uma série de obras e investimentos em infraestrutura, habitação e mobilidade, com projetos como o Compaz, as requalificações de vias e investimentos em educação e saúde pública. Aliados do prefeito reforçam que o ritmo acelerado das entregas será mantido e que o foco está em mostrar à população os avanços conquistados. A leitura entre auxiliares diretos do gestor é de que a população tende a avaliar positivamente um governo que prioriza a execução de políticas públicas concretas em vez de se envolver em disputas políticas antecipadas.  

Embora a governadora tenha reforçado sua agenda de alianças, João Campos segue consolidando sua imagem como um gestor técnico e eficiente, confiando que a comparação entre as administrações será inevitável na eleição estadual. Nos próximos meses, a movimentação política de ambos será ainda mais observada, mas, por ora, o prefeito mantém a estratégia de governar com entregas, sem abrir espaço para negociações políticas que possam desviar o foco de sua gestão.

ZECA ENFRENTA PRIMEIRA GREVE E CRISE NA SAÚDE DE ARCOVERDE

A gestão do prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), enfrenta uma greve dos servidores da saúde com menos de três meses de administração. O movimento grevista surge em meio a críticas intensas à proposta salarial apresentada pela Prefeitura, que tem sido classificada como insatisfatória pela categoria. O odontologista e sindicalista Marcos Rabelo expressou indignação com os termos sugeridos pelo governo municipal, chamando-os de “imorais” e argumentando que a decisão de realocar recursos da saúde para outras áreas compromete um serviço essencial para a população. Para os profissionais que atuam no setor, a falta de um reajuste condizente com as demandas da categoria reflete uma desvalorização do trabalho desempenhado diariamente nos postos, unidades de pronto atendimento e hospitais do município. A insatisfação dos servidores se intensificou após reuniões em que a Prefeitura teria sinalizado poucas possibilidades de revisão na proposta, o que ampliou a mobilização da categoria. Além das questões salariais, os trabalhadores também reivindicam melhores condições de trabalho, alegando que faltam insumos básicos para garantir um atendimento adequado à população. O clima entre os grevistas é de revolta, especialmente porque a área da saúde já enfrenta desafios estruturais, e cortes de recursos podem agravar ainda mais o cenário. A paralisação deve impactar diretamente os atendimentos em diversas unidades, aumentando a pressão sobre a gestão municipal para buscar uma solução negociada com os servidores.

BOLSONARO CULPA ZAMBELLI POR DERROTA NAS URNAS: "TIROU NOSSO MANDATO" DIZ ELE

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atribuiu a derrota na eleição de 2022 à deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que sacou uma arma e perseguiu um apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma rua no bairro Jardins em São Paulo na véspera do segundo turno.

"A Carla Zambelli tirou o mandato da gente. Ela tirou o mandato da gente", disse Bolsonaro ao relembrar o episódio durante participação no podcast Inteligência Ltda. nesta segunda-feira, 24. Na visão do ex-presidente, os eleitores associaram a atitude à sua política de defender a ampliação do porte de armas, o que teria lhe custado votos.

A parlamentar é ré por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo devido ao episódio. Cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já votaram para condená-la à perda de mandato, mas o ministro Nunes Marques pediu vista e suspendeu o julgamento nesta segunda-feira. São necessários seis votos para formar maioria.

"Aquela imagem, da forma com que foi usada, a Carla Zambelli perseguindo o cara. Aquilo teve gente falando: ‘olha, o Bolsonaro defende o armamento’. Mesmo quem não votou no Lula, anulou o voto. A gente perdeu. São Paulo estava bem, né?" questionou Bolsonaro. "A gente estava com 20 pontos [de vantagem]", respondeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também participou da entrevista.

A defesa de Zambelli encarou com "esperança" o pedido de vista de Nunes Marques e disse que espera que ele e os demais ministros "possam examinar minuciosamente o processo e constatar, como exposto nos memoriais encaminhados, que não pode prevalecer o voto condenatório proferido pelo Eminente Ministro Relator".

MESMO TENDO PEDIDO DEMISSÃO SEMANA PASSADA, FRED AMÂNCIO É CITADO NO RELATÓRIO DO TCE E DEVERÁ SER RESPONSABILIZADO JUNTO COM JOÃO CAMPOS NO CASO DOS LIVROS SUPERFATURADOS

O relatório do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) revelou um escândalo de superfaturamento na compra de material didático pela Prefeitura do Recife, sob a gestão de João Campos (PSB). O documento aponta que o então secretário de Educação, Fred Amâncio, que pediu demissão na semana passada, está entre os responsabilizados pela aquisição de livros para professores a um custo unitário de R$ 1.690, resultando em um sobrepreço que ultrapassa R$ 3,3 milhões nos anos de 2023 e 2024. O levantamento do TCE-PE também atribui responsabilidade aos secretários-executivos, chefes de Divisão, equipes técnicas e à empresa Mind Lab, fornecedora dos materiais.

A discrepância nos valores chamou atenção, já que o kit didático dos estudantes, que inclui três livros, um kit de jogos e uma caixa, custa R$ 58, enquanto o kit dos professores, composto por cinco livros e uma jogateca, alcança R$ 3.438, um aumento de aproximadamente 60 vezes. A análise do Tribunal de Contas destaca que não há justificativa para essa disparidade, considerando que as metodologias são semelhantes e que a compra foi feita em grande escala, o que normalmente resultaria em economia e não em aumento excessivo de preços. O relatório ainda enfatiza que a alegação de que os materiais destinados aos docentes possuem caráter intelectual não sustenta a diferença exorbitante de valores, já que os conteúdos são complementares.

Outro ponto levantado pelo TCE-PE é o custo das licenças de uso do material digital, que também apresentam valores desproporcionais. Enquanto a licença para estudantes foi adquirida por R$ 189, a dos professores foi comprada por R$ 2.602, elevando o custo total do material didático dos docentes para R$ 6.040 por profissional, o que representa um aumento de 1.000% em relação ao valor pago pelos alunos. O superfaturamento nesse segmento específico atingiu R$ 667,2 mil em um ano. A empresa fornecedora, Mind Lab, também foi citada no relatório, e o Tribunal de Contas recomenda que seja aplicada uma multa de R$ 1,6 milhão contra a companhia devido às irregularidades constatadas.

A saída de Fred Amâncio da Secretaria de Educação na semana passada foi oficialmente justificada pelo próprio ex-secretário como uma decisão pessoal motivada por um convite para integrar uma instituição do terceiro setor voltada à área educacional. Nos bastidores, no entanto, comenta-se que a demissão ocorreu em meio à crise gerada por denúncias sobre a rede municipal de ensino, incluindo problemas relacionados às creches e à distribuição de vagas. Vereadores da oposição vinham pressionando a gestão João Campos sobre a falta de transparência na administração dos recursos destinados à educação, o que teria contribuído para o desgaste de Amâncio no cargo.

A investigação do TCE-PE ganha ainda mais repercussão devido ao contexto eleitoral, já que João Campos busca consolidar sua gestão à frente da Prefeitura do Recife para pavimentar sua candidatura à reeleição. A revelação de um esquema de superfaturamento envolvendo a Secretaria de Educação atinge diretamente uma das áreas estratégicas da administração municipal, colocando em xeque a política de investimentos na melhoria do ensino público na capital pernambucana. O impacto do relatório do Tribunal de Contas ainda pode gerar desdobramentos políticos e administrativos, uma vez que o documento embasa recomendações para a responsabilização dos gestores envolvidos na aquisição dos livros e das licenças.
 
O que diz a Prefeitura do Recife?
Em contato com a reportagem do Portal de Prefeitura, a Prefeitura do Recife se posicionou sobre o assunto (veja nota abaixo).

“A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Educação, nega veementemente a suposta denúncia. A gestão esclarece que o relatório não passa de documento preliminar, ainda não julgado. A Secretaria de Educação discorda das conclusões do relatório e já apresentou defesa e recurso, que ainda serão apreciados pelo Conselheiro relator e, só então, seguirão para apreciação da Turma de Julgamento. Portanto, não há decisão final sobre o caso.

A pasta reforça o compromisso com a legalidade dos processos e com o trabalho voltado para a aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes. O Programa Mente Inovadora vem sendo realizado na rede de ensino há mais de 10 anos e vem contribuindo para melhorias dos resultados de matemática, especialmente no desenvolvimento de raciocínio lógico, e no desenvolvimento de competências sociais emocionais dos estudantes.

PSDB DEFINE QUE PERNAMBUCO FICARÁ NAS MÃOS DE ÁLVARO PORTO

O PSDB de Pernambuco está se organizando para iniciar um novo ciclo político, com um foco renovado em consolidar sua força no Estado. A executiva nacional do partido já definiu que o comando da legenda em Pernambuco ficará sob a liderança do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto. Esta decisão é estratégica, principalmente após a saída da governadora Raquel Lyra, que se filiou ao Partido Social Democrata (PSD), deixando o PSDB em uma posição delicada. A estratégia interna do PSDB busca evitar que a legenda se transforme em uma mera extensão do PSD, mantendo sua identidade e independência política.

O deputado Álvaro Porto será o responsável por revitalizar o PSDB em Pernambuco, com uma meta clara para as eleições de 2026: aumentar a bancada de deputados estaduais, que atualmente conta com três representantes, e conquistar três cadeiras na Câmara Federal. A aposta é que Porto consiga reunir forças e montar uma chapa proporcional forte, que seja capaz de competir em pé de igualdade com outras siglas mais estabelecidas no cenário político pernambucano. 

No cenário nacional, o PSDB, que na última eleição não conseguiu eleger nenhum deputado federal, vê em Álvaro Porto uma figura capaz de dar a resposta necessária à demanda por representatividade. Porto também será o nome indicado para a presidência da federação, caso o partido se una ao Podemos. Caso a união seja com o Republicanos, o comando será compartilhado com o ministro Silvio Costa Filho, o que pode criar um novo arranjo de forças no Estado.

Porém, a transição interna não será totalmente tranquila. A relação com Raquel Lyra, ex-integrante do PSDB, pode gerar algum desconforto, uma vez que há a percepção de que ela ignorou o investimento do partido em sua carreira política ao longo de nove anos e em três disputas majoritárias. Ainda assim, a legenda busca não deixar que essa situação gere divisões internas e, de maneira diplomática, tenta manter uma postura conciliatória com a governadora. A meta é, no entanto, focar no novo ciclo que se inicia, sem maiores confrontos ou ressentimentos.

Para garantir que o PSDB de Pernambuco siga no caminho do fortalecimento e da renovação, o presidente nacional da legenda, Marconi Perillo, terá uma reunião crucial com o presidente estadual, Fred Loyo. Esse encontro será importante para alinhar os próximos passos e consolidar a estratégia do partido para os próximos anos, visando as eleições de 2026 e preparando o terreno para o retorno do PSDB como uma força relevante na política de Pernambuco.