segunda-feira, 28 de abril de 2025

MARCÍLIO E EDUARDO HONÓRIO SE REÚNEM COM EDUARDO DA FONTE PARA DISCUTIR RETA FINAL DA CAMPANHA E NOVOS INVESTIMENTOS PARA GOIANA

Marcílio e Eduardo Honório se reúnem com Eduardo da Fonte para discutir reta final da campanha e novos investimentos para Goiana
Em reta final de campanha, o candidato a prefeito de Goiana Marcílio Régio (PP) e o ex-prefeito Eduardo Honório (União) se reuniram com o presidente estadual do Progressistas, deputado federal Eduardo da Fonte, para alinhar os últimos passos da eleição e discutir novos investimentos para o município, articulados junto aos governos federal e estadual. O encontro também contou com a participação do deputado estadual Cleiton Collins.

Goiana vem se consolidando como um dos principais polos econômicos de Pernambuco, impulsionada pelo polo automotivo, com a instalação da fábrica da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), hoje Stellantis, um dos maiores empreendimentos industriais do Norte e Nordeste. A cidade também se destaca com os polos farmacêutico e vidreiro, além da tradicional base econômica na cultura da cana-de-açúcar.

A chapa, liderada por Marcílio, conta com o apoio de 13 partidos, formando a maior aliança política da história do município.

“Marcílio tem todas as credenciais para continuar o trabalho de Eduardo Honório. Ele tem feito uma campanha propositiva, com trabalho, respeito e compromisso com o futuro da nossa cidade. Estamos juntos para construir uma Goiana ainda mais forte, com novos investimentos e mais oportunidades para a população”, destacou Eduardo da Fonte.

Assessoria de comunicação do deputado federal Eduardo da Fonte

ANDRÉ DE PAULA APOSTA NA REELEIÇÃO DE RAQUEL E DIZ QUE ADVERSÁRIO NÃO FARÁ DIFERENÇA

Em entrevista concedida neste domingo (27) ao programa Ponto de Encontro, apresentado pelo jornalista Elielson Lima, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, manifestou uma forte convicção na reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições estaduais de 2026. Durante a conversa, André deixou claro que, na sua avaliação, independentemente de quem seja o adversário na disputa, Raquel terá o reconhecimento da população pernambucana pelos resultados da sua administração. O ministro foi questionado especificamente sobre a possibilidade do prefeito do Recife, João Campos (PSB), entrar na corrida pelo governo estadual. Embora tenha dirigido elogios ao jovem gestor da capital, reconhecendo suas qualidades e destacando sua habilidade política, André reforçou que acredita que a experiência administrativa e as entregas da atual governadora pesarão decisivamente no julgamento popular.

Ao abordar a eventual candidatura de João Campos, André de Paula afirmou que “um bom time não escolhe adversário” e acrescentou que prefere enfrentar o concorrente mais forte. Disse ainda que considera João um “jovem talentoso, de muito futuro”, projetando para ele uma trajetória política promissora, mas enfatizou que, no pleito de 2026, o sonho do socialista de governar Pernambuco deverá ser adiado. Na visão do ministro, a avaliação da população será diretamente influenciada pelo desempenho de Raquel Lyra à frente do Palácio do Campo das Princesas, destacando que, no momento da decisão, o eleitor levará em conta o avanço proporcionado pela atual gestão.

Segundo André, o julgamento nas urnas se baseará na resposta a perguntas essenciais que o próprio eleitor se fará: se o governo merece continuar, se o Estado avançou e se vale a pena arriscar mudanças. Na sua opinião, a resposta será favorável à continuidade. Ele ressaltou ainda que a governadora não precisará se preocupar com o nome do opositor, seja João Campos, Roberto, José ou Maria, pois o que estará em avaliação será o conjunto de ações e políticas entregues até lá. Ao tratar do cenário político, André de Paula demonstrou alinhamento total com a gestão de Raquel, evidenciando que, para ele, a capacidade de governar e a percepção pública sobre os resultados da administração serão mais determinantes do que a força dos adversários na corrida eleitoral.

A entrevista também evidenciou um clima de confiança no grupo político que hoje sustenta a governadora, sugerindo que, para além da competição política, há uma aposta de que o trabalho prestado ao longo dos anos construirá uma barreira sólida contra qualquer movimento oposicionista. André reforçou, ainda, que acredita na força das entregas práticas, como programas de governo, obras e políticas públicas que possam tocar diretamente a vida dos pernambucanos. Ao falar sobre a disputa eleitoral, o ministro adotou um discurso que combinou realismo político com otimismo, defendendo que o julgamento nas urnas será fruto do sentimento coletivo da população a respeito do presente e do futuro de Pernambuco sob a liderança de Raquel Lyra.

MUDANÇA DE LOCAL DE BATALHÃO VIRA MOTIVO DE GUERRA POLÍTICA EM PERNAMBUCO


Em meio a uma atmosfera política cada vez mais acirrada em Pernambuco, a possível retirada do 20º Batalhão da Polícia Militar de São Lourenço da Mata se transformou em um dos temas mais sensíveis e controversos do momento, revelando fissuras profundas entre o Governo do Estado e a oposição. A publicação do Decreto nº 58.415 no Diário Oficial, declarando de utilidade pública uma área em Camaragibe para a construção da nova sede do batalhão, desencadeou uma reação imediata do prefeito de São Lourenço, Vinicius Labanca, e de parlamentares ligados ao PSB, partido do prefeito do Recife, João Campos. São Lourenço da Mata, município com cerca de 111 mil habitantes e uma extensão territorial superior à da capital pernambucana, figura na 30ª posição no ranking das cidades mais violentas do Brasil e é historicamente carente de estrutura de segurança pública, com uma delegacia que funciona apenas em horário comercial, ausência de Delegacia da Mulher e inexistência de unidade do Corpo de Bombeiros. Em meio a esse cenário, o 20º Batalhão, mesmo operando com déficit de 40% do efetivo necessário, é considerado fundamental para a manutenção da ordem. A decisão de transferi-lo para o município vizinho, sem qualquer anúncio público, diálogo prévio ou justificativa técnica oficial apresentada, gerou indignação no prefeito Vinicius Labanca, que enviou dois ofícios ao Governo cobrando explicações, sem receber resposta. Labanca, reeleito com expressiva votação em 2024, denuncia que a mudança pode abrir ainda mais espaço para a atuação da criminalidade na cidade. Ao mesmo tempo, em Camaragibe, o prefeito Diego Cabral, cada vez mais alinhado com a governadora Raquel Lyra, comemorou publicamente o anúncio, afirmando que o novo batalhão será fruto de um investimento superior a R$ 9 milhões do Estado, com apoio logístico da prefeitura local, o que, segundo ele, atenderá a uma antiga demanda da população por mais segurança. Na Assembleia Legislativa, a retirada do batalhão gerou novo capítulo da disputa política. O presidente da Casa, Álvaro Porto, usou a tribuna para questionar a retirada do equipamento, lembrando que a estrutura de segurança em São Lourenço é frágil e criticando o que classificou como falta de sensibilidade do Governo diante do agravamento da violência em Pernambuco. A deputada Delegada Gleide Ângelo também se posicionou de maneira dura, afirmando que fechar batalhões ou delegacias em cidades de alta vulnerabilidade é um erro estratégico grave e que São Lourenço da Mata deveria, na verdade, receber reforços, e não sofrer perdas em sua infraestrutura de segurança. Em meio às críticas, o deputado Joel da Harpa, ex-policial militar e independente, apresentou um argumento técnico, afirmando que as instalações do 20º Batalhão são antigas, precárias e de difícil acesso até mesmo para as viaturas, o que justificaria a necessidade de um novo espaço físico, embora tenha reconhecido que a realocação deveria ser acompanhada de um plano para não deixar a população de São Lourenço desassistida. Apesar da pressão crescente, nenhum representante do Governo se pronunciou oficialmente na Alepe até o momento. Nos bastidores, entretanto, a liderança do Governo já trabalha para apresentar, ainda nesta semana, um posicionamento formal que esclareça os motivos e os planos em relação ao 20º Batalhão. A crise vai além da discussão sobre segurança pública e revela o aprofundamento das rivalidades políticas que tendem a marcar o caminho até a eleição de 2026, onde Raquel Lyra e João Campos despontam como protagonistas de um embate que promete ser cada vez mais polarizado e disputado.

ELEICOES INTERNAS DE PARTIDOS TRADICIONAIS EM PERNAMBUCO EXPÕE RIXAS, DIVISÕES E RACHAS DE LIDERANÇAS NA BUSCA E DESEJO PELO PODER, LIDERANÇA E PROTAGONISMO

Eleições internas de partidos tradicionais em Pernambuco expõem rixas de lideranças e desejo por protagonismo

O processo de renovação das lideranças partidárias em Pernambuco tem exposto as tensões internas e os caminhos divergentes de algumas das principais siglas do Estado. À medida que o calendário político avança, partidos como MDB e PT enfrentam disputas acirradas que ultrapassam a simples escolha de dirigentes e tocam diretamente no alinhamento estratégico para as eleições de 2026. No Movimento Democrático Brasileiro, o atual presidente estadual, Raul Henry, tenta garantir sua recondução ao comando da legenda, reforçando o compromisso com a Frente Popular, do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Secretário de Relações Institucionais da prefeitura, Henry consolidou essa aproximação ainda antes das eleições municipais de 2024, mas agora enfrenta forte oposição interna liderada pelo deputado estadual Jarbas Filho, que, com o respaldo do pai, o ex-governador Jarbas Vasconcelos, e do senador Fernando Dueire, busca retomar o protagonismo do MDB no Estado, projetando uma nova aliança ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD). A tensão chegou à opinião pública quando imagens de Jarbas foram usadas por Jarbas Filho em campanha contra Henry, gerando mal-estar e manifestações públicas da filha do ex-governador, que reforçou a neutralidade do pai no processo. A disputa interna, que se intensificou com ataques mútuos, está diretamente ligada à escolha do palanque presidencial para 2026, definindo se o MDB caminhará com a oposição ou com a atual gestão estadual, como analisa o cientista político Hely Ferreira. A eleição interna, inicialmente prevista para agosto, foi antecipada para 24 de maio por decisão da executiva nacional, comandada por Baleia Rossi, num movimento que busca evitar o agravamento da crise.

Enquanto isso, no Partido dos Trabalhadores, o cenário também é de efervescência. A recente ascensão de Humberto Costa à presidência nacional da legenda, após a saída de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais, colocou sob sua responsabilidade o desafio de conduzir um processo eleitoral harmonioso, o que se mostra complicado no contexto local. Em Pernambuco, a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), dominante no partido, lançou a candidatura do deputado federal Carlos Veras para o comando estadual, com o apoio de figuras de peso como Humberto, Doriel Barros e, de forma discreta, da senadora Teresa Leitão. O nome de Veras é visto como uma tentativa de consolidar novas lideranças e recuperar espaços políticos após a frustrada tentativa de ser vice na chapa de João Campos em 2024. Apesar de Veras ser favorito, as tensões são mais evidentes na disputa pela direção do diretório municipal do Recife, onde várias alas se enfrentam em torno de diferentes nomes. A CNB aposta em Jairo Britto, enquanto os irmãos Osmar Ricardo e Oscar Barreto articulam apoio próprio, João Paulo defende a candidatura de Pedro Alcântara, e Paula Menezes reivindica uma chapa feminina. O racha, agravado desde o processo eleitoral de 2024, reflete a dificuldade do partido em dialogar com a capital e ameaça comprometer sua relevância política no município. As inscrições para o comando do PT Recife se encerram em 2 de maio, e para o estadual, no dia 9, enquanto o processo de eleições diretas nacionais ocorrerá em 6 de julho.

Nesse mesmo cenário de definições, o PSB de Pernambuco, sem grandes traumas, confirmou a recondução de Sileno Guedes à presidência estadual, enquanto João Campos, cada vez mais consolidado, surge como candidato único para liderar o partido no plano nacional. De outro lado, a governadora Raquel Lyra assumiu o comando do PSD estadual, alinhando sua legenda de forma estratégica para as eleições futuras. Já o PSDB, seu antigo partido, enfrentou intervenção nacional e viu o deputado Álvaro Porto ser confirmado como presidente estadual, em meio ao processo de fusão com o Podemos, o que gerou descontentamento de figuras como Marcelo Gouveia, presidente estadual do Podemos, que ameaça deixar a legenda caso a união prejudique seu alinhamento com a governadora. A movimentação intensa nos bastidores revela que, mais do que a simples renovação de quadros, está em curso uma profunda reorganização das forças políticas em Pernambuco, cujos efeitos serão decisivos para a construção dos palanques de 2026. É isso aí!

PT DE PERNAMBUCO BUSCA CONSENSO

A disputa pela presidência estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco caminha para um cenário de intensas articulações internas nas próximas semanas, com a busca declarada pelo consenso entre os três principais nomes que já se colocam como pré-candidatos. Até o dia 9 de maio, prazo final para inscrições no Processo de Eleição Direta (PED), as conversas deverão se intensificar na tentativa de unificar a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), que reúne os três postulantes: o deputado federal Carlos Veras, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o sindicalista Sérgio Goiana. O atual presidente estadual do partido, o deputado estadual Doriel Barros, decidiu não disputar a reeleição, abrindo espaço para uma renovação no comando do PT pernambucano em meio a um contexto de fortalecimento da legenda para as disputas municipais e estaduais futuras.

Sérgio Goiana, conhecido por sua atuação histórica no movimento sindical, afirmou que está à disposição para a tarefa, mas frisou que sua prioridade é a construção da unidade partidária. Ele destacou que o momento exige responsabilidade para fortalecer a legenda e ampliar sua representação política, com foco estratégico na eleição de mais deputados estaduais e federais, além da reconquista da Prefeitura do Recife e da formação de uma candidatura competitiva ao Governo do Estado em 2026. Para ele, se o entendimento for possível, todos se comprometerão com o nome escolhido, consolidando a força da CNB dentro do partido.

Carlos Veras, que vem de uma trajetória também ligada ao sindicalismo e atualmente exerce mandato na Câmara Federal, adota o mesmo tom conciliador. Ressaltando a importância de respeitar o debate interno e o calendário partidário, Veras sinalizou que sua principal meta é trabalhar para a manutenção da hegemonia da CNB e garantir que o PT saia fortalecido do processo. Ele se mostra atento aos movimentos internos, mas evita alimentar qualquer clima de disputa, apostando na construção de um nome de consenso que traduza os interesses coletivos da corrente.

Márcia Conrado, que governa um dos principais municípios do Sertão, também se apresenta como alternativa viável e carrega o peso de ser a única mulher na disputa, fator que pode ser relevante no contexto de renovação e diversidade que parte do partido defende. Assim como os demais, Márcia adota um discurso de unidade, evitando confrontos públicos e apostando em conversas reservadas para articular seu espaço na corrida pela direção estadual. Seu nome é visto com simpatia por setores que desejam fortalecer a presença do partido no interior, reconhecendo o crescimento do PT em cidades médias e pequenas.

Embora outras correntes do PT também possam inscrever candidaturas até o dia 9 de maio, o presidente nacional do partido em exercício, o senador Humberto Costa, afirmou não ter conhecimento de movimentos fora da CNB que pretendam disputar o comando estadual. Isso reforça a ideia de que a escolha entre Carlos Veras, Márcia Conrado e Sérgio Goiana poderá definir não apenas quem liderará o partido nos próximos anos, mas também qual linha política ganhará força para orientar as estratégias do PT em Pernambuco, em um momento de reorganização nacional e regional. As próximas duas semanas serão decisivas para consolidar ou não essa tentativa de consenso que, até aqui, todos garantem querer construir.

"ELE PARTICIPA DA SADADEZA" " E NÃO QUER LARGAR O OSSO" DIZ EMPRESÁRIO DIZ PESQUEIRA SOBRE PREFEITO AFASTADO DE PESQUEIRA EM SUPOSTO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO

''Ele participa da safadeza'', diz mensagem de empresário sobre prefeito de Pesqueira em suposto esquema de corrupção
Ao todo, 13 pessoas respondem à denúncia por organização criminosa, fraudes em licitação e lavagem de dinheiro
Uma mensagem de um empresário de Pesqueira, no Agreste, é citada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para incriminar o prefeito Cacique Marcos Xukuru (Republicanos) em um suposto esquema de corrupção que teria desviado R$ 15,7 milhões do município. Ao todo, 13 pessoas respondem à denúncia por organização criminosa, fraudes em licitação e lavagem de dinheiro.

De acordo com o MPPE, a conversa é travada entre os irmãos Janaína e José Janailson Cavalcanti, que seriam favorecidos pelo direcionamento de concorrências e também figuram como réus no processo. “Ele [Cacique Marcos Xukuru] é conivente com a safadeza. Ele participa da safadeza, entendeu?”, diz trecho da mensagem atribuída ao empresário. “Ele diz que não quer saber disso mais, que não sei o quê, e não quer largar o osso”.
 
Na ocasião, os irmãos demonstravam insatisfação com o prefeito porque outros servidores públicos, que atuavam como intermediários, estariam cobrando propina extra, segundo a investigação. Os dois também estariam sendo preteridos por outros empresários no suposto esquema. A denúncia foi aceita no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na sexta-feira (25). 

“Na verdade, eles sabem que o dinheiro não vem todo para o bolso. Sabem perfeitamente, mas querem comer, entendeu? Eles sabem que se ajeitar uma licitação pra você, pra mim, eles não vão comer, não vai, que eu não vou dar dinheiro a Adilson, não vou dar dinheiro a essa menina aí, não vou dar dinheiro a esse povo”, diz Janailson, na sequência.

Fraudes

Segundo a investigação, as licitações em Pesqueira eram direcionadas para retribuir o apoio financeiro – de cerca de R$ 2 milhões – recebido durante a campanha eleitoral de 2020. Foram identificadas ao menos 15 concorrências com suspeita de fraude entre janeiro de 2021 e setembro de 2022.

Alvo da Operação Pactum Amicis, deflagrada pela Polícia Civil, Cacique Marcos chegou a ser afastado da Prefeitura no início deste mês. Na ocasião, ele alegou inocência e disse ser vítima de perseguição política.

Também respondem à acusação os vereadores Jucenildo José Simplício Freira, conhecido como Sil Xukuru (PT), e José Maria Alves Pereira Júnior, o Pastinha Xukuru (PP), que é ex-presidente da Câmara Municipal de Pesqueira, além de funcionários públicos e outros empresários

Na denúncia, o MPPE aponta Cacique Marcos como o suposto líder do esquema. De acordo com a promotoria, ele também teria recebido indevidamente R$ 77 mil, em transações bancárias, e até uma Hilux, para uso pessoal. Os pagamentos fracionados serviriam para dissimular as propinas e lavar dinheiro, segundo a promotoria.

O grupo seria organizado em dois núcleos. Formado por integrantes da Prefeitura, o núcleo “Público” seria responsável por direcionar concorrências, fornecer informações privilegiadas e aprovar pagamentos indevidos. Já o “Privado”, composto por empresários, pagavam propinas e participavam da lavagem dos valores obtidos.

Além do prefeito e dos vereadores, os outros  réus acusados de participar do primeiro núcleo são Adailton Suesley Cintra Silva Taumaturgo, então secretário municipal de Infraestrutura; Francisco Alves do Nascimento, engenheiro responsável por fiscalizar os contratos, e Adilson Ferreira, que foi presidente de Comissões Permanentes de Licitação entre 2021 e 2022.

Já a lista de empresários inclui Paulo Antônio Paezinho de Araújo, da MGA Construtora Ltda, e José Washington Marques Cavalcanti, apontado como o verdadeiro proprietário da DLG Construtora Ltda, registrada no nome de familiares.

Os outros réus são Rozelli Cícera de Souza, Jaelson dos Santos Júnior e José Djailson Lopes da Silva. Esse último, que é 1º Tenente da Polícia Militar de Pernambuco, também responde à investigação na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS). 

Em nota, a defesa do prefeito informou que ainda não foi comunicado oficialmente das acusações, mas confia que restará comprovada sua inocência, reafirmando sua plena confiança no Poder Judiciário de Pernambuco. A Câmara Municipal também foi procurada, mas não deu retorno. A defesa dos demais citados não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação

Diário de Pernambuco 

PREFEITO ZECA PARTICIPOU DO ENCERRAMENTO DA FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA AO LADO DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA EM ARCOVERDE

O Santuário da Terra da Misericórdia, em Arcoverde, viveu neste domingo, 27 de abril de 2025, um dia de profunda emoção e fé, com o encerramento da 21ª edição da Festa da Divina Misericórdia. Em um clima de devoção e espiritualidade, o evento reuniu milhares de fiéis vindos de diversas partes do Sertão e de regiões vizinhas, consolidando-se como uma das maiores celebrações religiosas do interior de Pernambuco. Entre os presentes, estiveram o prefeito Zeca Cavalcanti, do Podemos, e a governadora Raquel Lyra, do PSD, que acompanharam de perto a missa solene de encerramento e a programação religiosa que marcou o domingo de festa. A presença das principais autoridades reforçou a importância da celebração para o calendário cultural e religioso da cidade, conhecida como a Capital do Sertão. 
Zeca Cavalcanti participou ao lado do vice-prefeito Weverton Siqueira, do Republicanos, da primeira-dama Nerianny Cavalcanti e de secretários municipais, além de vereadores e lideranças políticas da região, numa demonstração de prestígio ao evento que é considerado um verdadeiro patrimônio de fé para o povo arcoverdense. A governadora Raquel Lyra, que vem intensificando suas agendas no interior, fez questão de destacar o papel das manifestações religiosas na preservação da cultura popular e foi recebida com carinho pelos fiéis que lotavam o santuário. Prefeitos de cidades vizinhas e representantes do Governo do Estado também se integraram à celebração, tornando o momento ainda mais significativo para o Sertão do Moxotó.
Durante sua participação, o prefeito Zeca Cavalcanti ressaltou a importância do apoio do poder público às expressões religiosas, reforçando o compromisso de sua gestão em fomentar eventos que fortalecem a tradição e a identidade do município. O santuário, cenário principal das celebrações, estava cuidadosamente preparado para acolher os peregrinos que, desde cedo, chegaram para agradecer e renovar seus votos de fé e esperança. A programação contou com missas, momentos de adoração, procissão e apresentações musicais que emocionaram os participantes. Arcoverde, mais uma vez, mostrou sua vocação para receber grandes eventos religiosos, impulsionando também a economia local, com o aumento no movimento de hotéis, restaurantes e comércio durante os dias de festa. A 21ª Festa da Divina Misericórdia reafirmou o papel central da fé na vida da comunidade e a força das tradições que unem gerações em um mesmo propósito de espiritualidade e renovação.

PEDIDO DE EMPRÉSTIMO DO GOVERNO ESTADUAL SERÁ VOTADO AMANHÃ, TERÇA DIA DIA 29

Pedido de empréstimo do governo estadual será votado na próxima terça-feira (29)
Comissão de Legislação e Justiça da Assembleia avalia pedido
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), disse, na última sexta-feira, não acreditar que os deputados estaduais estejam condicionando a votação de projetos enviados pelo Executivo ao pagamento de emendas impositivas. Horas depois, o presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alberto Feitosa (PL), anunciou que vai colocar em pauta, na próxima reunião do colegiado, realizada na terça-feira (29), o pedido de autorização de empréstimo no valor de R$ 1,5 bilhão.

“A gente tem uma relação de confiança com a Assembleia Legislativa. Temos garantido investimentos e sido cobrados por eles”, afirmou a chefe do Executivo, lembrando ter trabalhado muito pelo pagamento das emendas. A declaração foi dada à imprensa, logo depois da posse do novo presidente do Porto de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

“Não acredito que se segure votação de projetos importantes em razão de fluxo de pagamento de emendas parlamentares, que está sendo feito. Somos o governo que mais pagou emendas na história de Pernambuco”, enfatizou. Segundo a governadora, o montante já pago chega a ser de dez a 30 vezes mais alto do que o realizado por gestões anteriores.

Projetos

Estão na Assembleia à espera de serem apreciados o pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão, que chegou à Casa no dia 20 de março, e a sabatina do advogado Virgílio Oliveira, indicado para administrar o Arquipélago de Fernando de Noronha. Esta proposta foi enviada ao Legislativo no dia 27 de março, depois de o governo suspender a primeira indicação. As matérias já tiveram o prazo oficial para análise extrapolado.

Ontem o presidente da CCLJ e o relator do pedido de empréstimo, Waldemar Borges (PSB), decidiram colocar a matéria em votação na próxima terça-feira. Na quinta-feira à noite Feitosa havia afirmado que nem o pedido de empréstimo, nem a sabatina de Noronha estariam na pauta da CCLJ, na próxima terça-feira (29).

"Uma vez respondidas as questões estritamente constitucionais e legais, entendemos que o assunto foi esclarecido. Isso não quer dizer que todos os pontos tenham sido explicados, a exemplo da prestação de contas de empréstimos anteriores", alegou Waldemar Borges. Segundo o relator, o debate continua nas Comissões de Finanças e Orçamento e na de Administração Pública.

Clima

Segundo Alberto Feitosa, a avaliação para a sabatina de Noronha só será feita quando o clima na Casa estiver melhor. Ainda de acordo com o deputado, o cenário é difícil porque, além de as emendas de 2024 não terem sido 100% pagas, houve nomeações de cargos para a ilha antes mesmo de a Casa agendar a sabatina.

Informações do e-fisco, da quinta-feira, mostram que dos R$ 81,2 milhões em emendas impositivas pendentes do ano de 2024, R$ 31 mi foram empenhados; R$ 8,5 mi, liquidados e R$ 6,6 mi, pagos (8% do valor restante).