terça-feira, 24 de junho de 2025

ENTRE A ZABUMBA, O FORRÓ E OBRAS, RAQUEL FAZ TURNÊ NO INTERIOR, LEVANDO AÇÕES E CONQUISTANDO O RECONHECIMENTO POPULAR

Raquel Lyra percorre arraiás e consolida presença no interior com obras e acolhimento popular

No compasso do forró e sob o brilho das bandeirolas que enfeitam o céu junino de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra tem transformado sua agenda de festas em um verdadeiro giro político pelo estado, misturando tradição, afeto e prestação de contas. Em um único fim de semana, marcou presença nos festejos de Surubim, Caruaru, Gravatá e Bezerros, cidades do Agreste que vibram com o São João, mas também com as ações de governo que têm mudado a realidade de milhares de pessoas. No anterior, esteve em Petrolina e Arcoverde, no Sertão, reforçando sua presença em todas as regiões. Ao contrário do que apontam pesquisas frias, Raquel afirma ter encontrado nas ruas algo mais valioso: o reconhecimento espontâneo da população, traduzido em abraços, palavras de gratidão e respeito. "Senti muito carinho. Encontrei gente de Pernambuco quase todo. A festa está linda. A segurança, funcionando muito bem em todo o estado. A gente vai fazer o melhor São João da história", declarou, entusiasmada, após visitar o Alto do Moura, em Caruaru.

A cada parada, não apenas dança, posa para fotos e participa das quadrilhas: também anuncia investimentos. Em Caruaru, informou que em breve irá licitar obras de abastecimento de água e saneamento, além da pavimentação de 110 ruas. Entre uma conversa e outra, detalha que o governo já recuperou mais de 80 quilômetros da PE-95, ligando Limoeiro, Passira, Cumaru, Riacho das Almas e Caruaru. Ainda no campo das estradas, estão nos planos a duplicação da PE-104, de Caruaru a Riacho das Almas, e a continuidade da requalificação da PE-145 e da PE-160. A governadora também revelou que pretende lançar editais para importantes projetos de barragens, como a de Igarapeba, na Mata Sul, e a do Engenho Pereira, entre Moreno e Jaboatão, fundamentais para ampliar a segurança hídrica.

A cada cidade, Raquel tem sido recebida com entusiasmo por lideranças políticas e, principalmente, pela população que a vê como uma gestora próxima, que olha nos olhos e escuta. Nos festejos, sua presença é celebrada tanto quanto as atrações musicais. Em tempos de desconfiança generalizada com a política, o estilo direto da governadora e a capacidade de entregar obras concretas parecem renovar a esperança de muitos. A festa é junina, mas o recado é claro: Raquel quer continuar dançando no compasso do povo, não apenas em junho, mas ao longo de todo o mandato. Nesta terça-feira, Dia de São João, ela marca presença em Limoeiro, mantendo a agenda cheia e o compromisso de fazer de Pernambuco um estado cada vez mais forte, com obras que mudam vidas e abraços que confirmam: o povo do interior está vendo, sentindo e agradecendo.

ARCOVERDE CELEBRA O DIA DE SÃO JOÃO DE FORMA INTENSA, VEJA A PROGRAMAÇÃO

Arcoverde vive, nesta terça-feira (24), um dos dias mais emblemáticos do seu ciclo junino com uma celebração especial dedicada ao Dia de São João, marcada por uma programação cultural intensa e cuidadosamente distribuída entre os polos temáticos espalhados pela cidade. A movimentação começou logo pela manhã e promete seguir até a madrugada, consolidando o município como um dos principais destinos juninos do interior de Pernambuco. A festa evidencia não apenas o tradicionalismo do povo sertanejo, mas também o investimento da Prefeitura em diversidade cultural, acessibilidade e valorização das expressões populares.

No Polo Multicultural, coração da festa, os shows começam às 20h com a banda Seu Desejo, trazendo um repertório voltado para os sucessos românticos do forró estilizado. Em seguida, o cantor George Silva sobe ao palco com sua pegada mais regional, preparando o público para o ponto alto da noite: a apresentação do consagrado Jorge de Altinho, uma das figuras mais representativas do autêntico forró nordestino. A expectativa é de casa cheia, com turistas e moradores reunidos para celebrar com dança, canto e muita animação.

Enquanto isso, outros polos garantem uma programação simultânea que privilegia diferentes linguagens artísticas e estilos musicais. No Polo da Estação da Cultura, desde as 10h da manhã está em cartaz a exposição “Estações”, que atrai os amantes das artes visuais e provoca reflexões sobre o tempo, a memória e a ancestralidade do povo sertanejo. O Polo do CGA e o Polo Pé de Serra abrem espaço para o forró tradicional a partir do meio-dia, com Marquinho Pernambucano e o grupo Forró Pé de Serra, respectivamente, levando o xote, o baião e o arrasta-pé às ruas com sanfona, zabumba e triângulo.

Já no Polo da Poesia, a palavra ganha força e beleza com o recital do poeta Neguinho de Arcoverde, às 14h, que enaltece a oralidade nordestina com versos que misturam crítica social e lirismo. Às 15h, o Polo da Cruz acolhe a voz de Zezito Santos, referência da cantoria sertaneja. Às 17h, no Polo Raízes do Coco Lula Calixto, o grupo Samba de Coco Eremim revive os ritmos afro-indígenas que marcam a identidade cultural da cidade, em uma apresentação vibrante e carregada de simbologia.

No cair da noite, às 19h, o Corredor Cultural se transforma em passarela para o Maracatu Batuque do Sertão, com batuques fortes e figurinos que misturam tradição e inovação, criando uma atmosfera mágica. Logo depois, às 20h, o Polo das Artes recebe o Samba de Coco Quebra Coco Aliança, reforçando a conexão com as raízes populares e os ritmos percussivos. Às 21h, o Polo Alternativo inicia suas atividades com a banda Woordera, que aposta numa sonoridade moderna, com influências de indie, pop rock e MPB, atraindo especialmente o público jovem e urbano.

A variedade de atrações espalhadas nos diferentes polos mostra a preocupação da gestão municipal em oferecer uma festa inclusiva, democrática e segura, que contemple todos os públicos — das crianças aos idosos, dos amantes do forró raiz aos que preferem novas sonoridades. A noite de São João em Arcoverde promete ser memorável, reafirmando a força do município como um verdadeiro celeiro cultural do sertão pernambucano.

OPERAÇÃO "FÚRIA CEGA" PRENDE TRÊS SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO NA MORTE DO EMPRESÁRIO ERLAN OLIVEIRA EM PETROLINA

A cidade de Petrolina, no Sertão do São Francisco, amanheceu nesta terça-feira (24) com a deflagração da Operação ‘Fúria Cega’, coordenada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) por meio da 25ª Delegacia de Homicídios (DH), com o suporte do Núcleo de Inteligência da 26ª Delegacia Seccional (DESEC). A ação teve como foco o cumprimento de três mandados de prisão expedidos pela Justiça contra suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário piauiense Erlan Oliveira, de 27 anos, ocorrido na noite da última sexta-feira (20), nas imediações de um bar localizado na entrada do bairro José e Maria, na Zona Norte da cidade. As informações são do Blog Carlos Britto.

As investigações, segundo a Polícia Civil, avançaram rapidamente após o crime. Ainda durante a madrugada do sábado (21), os agentes iniciaram diligências que permitiram identificar, localizar e qualificar os principais suspeitos do homicídio. A força-tarefa policial foi coordenada pelos delegados Gabriel Sapucaia e Neilson Albuquerque, que ressaltaram a complexidade da apuração, que ainda não está encerrada. Conforme a PCPE, o trabalho segue com o objetivo de identificar todos os envolvidos, já que ainda há dois suspeitos foragidos.

Durante a operação, duas mulheres e um homem foram detidos: Laiza Guimarães Coelho, Vitória Maria de Carvalho e João Ítalo Barbosa da Silva. As prisões temporárias foram decretadas com base na necessidade de preservar a ordem pública, evitar a continuidade de eventuais atividades criminosas e garantir a lisura e efetividade da instrução criminal, conforme destacou a própria polícia em nota oficial. A instituição também reforçou que os levantamentos prosseguem, inclusive com o auxílio de tecnologias de monitoramento e coleta de dados.

Os advogados de Laiza Guimarães e João Ítalo divulgaram nota à imprensa afirmando que seus clientes são inocentes e que “não possuem qualquer envolvimento com o crime ocorrido”. A defesa também informou que vai adotar todas as providências jurídicas cabíveis para esclarecer os fatos e garantir os direitos constitucionais dos detidos. Já Vitória Maria de Carvalho não se manifestou até o momento.

O crime que deu origem à operação chocou a população local pela brutalidade e por envolver um jovem empresário conhecido em seu estado natal. Erlan Oliveira era natural do Piauí e, segundo relatos de pessoas próximas, estava em Petrolina a passeio. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo nas proximidades do estabelecimento e não resistiu aos ferimentos, falecendo no local. As circunstâncias que motivaram o homicídio ainda não foram completamente esclarecidas pela polícia.

Desde então, familiares e amigos da vítima clamam por justiça. O caso, que ganhou repercussão estadual, está sendo tratado com prioridade pelos órgãos de segurança pública. A polícia reforça o pedido de colaboração da população, por meio de denúncias anônimas que possam levar ao paradeiro dos foragidos ou esclarecer aspectos ainda nebulosos da ocorrência. A expectativa é que novas fases da operação sejam deflagradas nos próximos dias, à medida que surgem novas evidências e testemunhas são ouvidas.

SÃO JOÃO DE ARCOVERDE VOLTA A BRILHAR NA GESTÃO ZECA CAVALCANTI

Depois de doze anos em que o São João de Arcoverde não empolgava, o clima na cidade mudou completamente em 2025. A festa junina voltou a ser motivo de orgulho e comemoração para o povo, que agora vê um evento de grandes proporções, bem organizado e que movimenta todos os cantos do município. No centro dessa transformação está o prefeito Zeca Cavalcanti, que tem adotado uma gestão moderna, arrojada e com foco nas necessidades reais da população. Arcoverde virou vitrine para o restante do estado, com um São João que não deixou a desejar em nenhum ponto.

Quem passou pela cidade neste mês de junho viu de perto a mudança. A festa deixou de ser concentrada em apenas um polo e passou a acontecer em diversos pontos, levando cultura, forró e tradição para mais perto das comunidades. O comércio foi aquecido, com a rede de hotéis e restaurantes operando com lotação máxima. Para muitos comerciantes, este foi o melhor São João dos últimos anos, com aumento nas vendas e muito movimento nas ruas. E tudo isso sem deixar de lado a segurança, que funcionou com total eficiência, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Arcoverde e o Governo do Estado. Nenhuma ocorrência grave foi registrada, e o clima de tranquilidade reinou durante todos os dias da festa.
Outro ponto que chamou a atenção foi a infraestrutura dos polos. A lama que incomodava em anos anteriores agora deu lugar a um piso de pedras, que trouxe mais conforto para quem circulava pelas áreas da festa. Diferente do que disse a oposição, o novo piso é removível e não interfere em nada no patrimônio histórico da cidade. A população aprovou, e a medida foi vista como uma solução inteligente e respeitosa com o espaço público. A decoração, as barracas, os espaços acessíveis e a organização geral deixaram o público impressionado.
As atrações também foram um sucesso à parte. Subiram aos palcos artistas nacionais, regionais e locais, numa mistura que agradou todos os públicos e lotou os polos todos os dias. A superlotação positiva mostrou que o povo queria voltar a festejar em casa. As famílias foram às ruas, os turistas chegaram em grande número, e a receptividade dos arcoverdenses foi elogiada por todos. Quem chegou de fora foi recebido com alegria, hospitalidade e aquele calor humano típico do sertão pernambucano.
Essa virada no São João é reflexo direto da gestão de Zeca Cavalcanti, que vem apostando no diálogo com a população, no planejamento eficiente e no respeito com a cultura da cidade. As ações da Prefeitura têm sido reconhecidas e, segundo levantamentos recentes, a aprovação de Zeca já passa dos 85%, número que reflete o sentimento de orgulho e confiança da população. O prefeito conseguiu devolver ao povo de Arcoverde a alegria de viver um São João de verdade, com tradição, segurança, conforto e muita festa. E o melhor de tudo: a festa continua.

NORDESTE TEM SEIS PROJETOS SEMIFINALISTAS NO PRÊMIO EM COMPETITIVIDADE NO CLP

Nordeste tem seis projetos semifinalistas no Prêmio Excelência em Competitividade do CLP


Dos doze semifinalistas do Prêmio Excelência em Competitividade do Centro de Liderança Pública (CLP), seis projetos são da região Nordeste. Entre os estados selecionados na categoria “Boas Práticas” estão Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí. A premiação reconhece os estados que se destacam na priorização da competitividade ao definir suas agendas por meio de políticas públicas de alto impacto, influenciando diretamente os indicadores do Ranking de Competitividade dos Estados.

Alagoas foi escolhida pelo projeto que concede isenção total de IPVA a trabalhadores que utilizam veículos como ferramenta de trabalho. Maranhão concorre com a medida de enfrentamento ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. Paraíba está representada com ação que trabalha no constante aprimoramento do SUS. Pernambuco segue na disputa por conta de ação que fortalece o sistema de segurança pública do estado. Já Piauí é semifinalista pela prática que promove a inclusão dos cidadãos nos processos decisórios do governo e por ação ampliou a telessaúde.
 

O anúncio dos finalistas será realizado no dia 7 de julho e o dos vencedores no dia 27 de agosto, durante o lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados, que acontecerá em Brasília. 

GBR Comunicação

JOVEM BRASILEIRA QUE AVENTURAVA EM VULCÃO NA INDONÉSIA ESTÁ MORTA DIZ FAMÍLIA

A jovem Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia, após cair em uma ribanceira e permanecer presa por quatro dias em uma encosta de difícil acesso, sem água, comida ou abrigo. A confirmação foi feita pela família nas redes sociais.

Juliana caiu durante uma trilha guiada na madrugada da última sexta-feira (21), em um dos trechos mais perigosos da rota que leva ao cume do vulcão.

Desde então, seis equipes de resgate atuavam em condições climáticas complicadas para tentar alcançá-la, com o apoio de dois helicópteros e equipamentos como uma furadeira industrial.

O corpo foi localizado por uma das equipes que desceu pela encosta da região conhecida como Cemara Nunggal, entre 2.600 e 3.000 metros de altitude.

A operação foi marcada por chuvas, terreno instável e dificuldades de acesso, o que impediu o contato direto com Juliana desde o momento da queda. A causa da morte ainda será determinada pelas autoridades locais.

Quem é Juliana Marins?
Juliana era natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e atuava como publicitária. Apaixonada por viagens e esportes ao ar livre, ela havia embarcado para um mochilão pela região do Sudeste Asiático desde fevereiro deste ano. Durante a viagem, a niteroiense já visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã.

 
Nas redes sociais, a publicitária publicou fotografias recentes da viagem. "Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente ta acostumado. E tá tudo bem. Nunca me senti tão viva", escreveu em publicação do dia 29 de maio.

Juliana, após o acidente, não fez contato com a família diretamente, por falta de sinal. As informações chegaram até o Brasil por meio de um grupo de turistas que também fazia a trilha e conseguiram acionar pessoas próximas à vítima por meio de uma rede social, mandando mensagens para inúmeras pessoas após encontrarem o perfil dela.

Quatro dias de buscas intensas
A queda de Juliana mobilizou autoridades locais, voluntários, a equipe do Parque Nacional de Rinjani, além de amigos e familiares no Brasil. O parque chegou a fechar completamente o acesso turístico às trilhas para concentrar os esforços de resgate. Helicópteros foram acionados, mas encontraram dificuldades para pousar devido à neblina densa e às limitações de espaço aéreo.

A família acompanhava tudo do Brasil e fazia atualizações diárias nas redes sociais, mantendo viva a esperança de reencontrá-la com vida. Nas últimas 48 horas, uma furadeira foi levada até a montanha como parte de uma estratégia alternativa de resgate, e as equipes terrestres conseguiram avançar cerca de 400 metros da descida, estimando que Juliana estivesse a outros 650 metros abaixo.
Local da queda de Juliana Marins, pouco tempo após o acidente // Redes Sociais/Reprodução

Juliana caiu na região de Cemara Nunggal, uma área de encosta rochosa e instável na trilha que liga Pelawangan Sembalun ao cume do Monte Rinjani. Considerado um dos pontos mais perigosos da trilha, o local combina declives acentuados, terreno solto e ausência de proteções, o que o torna vulnerável a acidentes mesmo com guias presentes.

A altitude do ponto onde ela caiu está entre 2.600 e 3.000 metros, com forte variação climática e neblina. O sinal de celular praticamente não existe na região, e o resgate do corpo só foi possível por meio de descida com cordas e equipamentos de escalada, dificultando a resposta rápida nas primeiras horas após o acidente.

O relato do guia: “Não abandonei a Juliana”
O guia que acompanhava Juliana Marins pela trilha negou ter abandonado a publicitária antes de ela sofrer um acidente e precisar de resgate. Em entrevista ao GLOBO, Ali Musthofa confirmou os relatos da imprensa local de que aconselhou a niteroiense a descansar enquanto seguia andando, mas afirmou que o combinado era apenas esperá-la um pouco mais à frente da caminhada.

Ele disse ter prestado depoimento à polícia neste domingo, quando desceu da montanha. Segundo Ali, que aos 20 anos atua como guia na região desde novembro de 2023 e costuma subir o Rinjani duas vezes por semana, ele ficou apenas "três minutos" à frente de Juliana e voltou para procurá-la ao estranhar a demora da brasileira para chegar ao ponto de encontro.

— Na verdade, eu não a deixei, mas esperei três minutos na frente dela. Depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu. Procurei por ela no último local de descanso, mas não a encontrei. Eu disse que a esperaria à frente. Eu disse para ela descansar. Percebi [que ela havia caído] quando vi a luz de uma lanterna em um barranco a uns 150 metros de profundidade e ouvi a voz da Juliana pedindo socorro. Eu disse que iria ajudá-la — afirmou Musthofa. — Tentei desesperadamente dizer a Juliana para esperar por ajuda.
Musthofa disse ter ligado para a empresa na qual trabalha para avisar sobre o acidente e pedir que acionassem o resgate.

— Liguei para a organização onde trabalho, pois não era possível ajudar a uma profundidade de cerca de 150 metros sem equipamentos de segurança. Eles deram informações sobre a queda de Julian para a equipe de resgate e, após a equipe ter conhecimento das informações, correu para ajudar e preparar o equipamento necessário para o resgate — destacou o guia, segundo quem Juliana pagou 2.500.000 rúpias indonésias pelo pacote (o equivalente, na cotação atual, a cerca de R$ 830).

Histórico de acidentes
O caso de Juliana Marins reacendeu o alerta sobre os perigos escondidos nas belas trilhas do Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados da Indonésia por turistas e montanhistas, mas também um dos mais desafiadores.

Nos últimos anos, o Monte Rinjani tem sido palco de uma série de acidentes graves, envolvendo tanto turistas estrangeiros quanto montanhistas locais. As trilhas traiçoeiras e o terreno acidentado já provocaram quedas fatais e resgates dramáticos.

Entre os casos mais recentes estão a morte de um montanhista malaio em maio de 2025; a queda de um adolescente indonésio em 2024; o acidente com um turista irlandês que milagrosamente sobreviveu a uma queda de mais de 200 metros; e o falecimento de um jovem israelense em 2022

ENCONTRADO CORPO DE ADVOGADA DESAPARECIDO APÓS NAUFRÁGIO DE LANCHA NA PRAIA DE SUAPE

A trágica história da advogada Maria Eduarda Medeiros, conhecida como Duda, de 28 anos, chegou ao desfecho mais doloroso na manhã desta terça-feira (24), quando seu corpo foi localizado na praia de Calhetas, no litoral sul de Pernambuco. O desaparecimento de Duda mobilizou equipes de resgate e comoveu o estado desde o último sábado (21), quando o veleiro em que ela navegava virou nas imediações do molhe do Porto de Suape. O acidente ocorreu em meio a condições marítimas adversas, marcadas por fortes ventos e mar agitado, o que dificultou os primeiros esforços de busca.

Duda estava acompanhada de seu cão de estimação, que também desapareceu e, até o momento, não foi encontrado. O namorado da advogada, o médico urologista Seráfico Júnior, que também estava a bordo da embarcação, conseguiu sobreviver após nadar por cerca de três horas até conseguir chegar à costa, onde foi resgatado. Segundo relatos preliminares, o casal havia saído para velejar em um passeio de lazer e não teria emitido sinal de socorro antes do naufrágio. As causas do acidente ainda são apuradas pela Capitania dos Portos de Pernambuco, que já instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da tragédia.

As buscas por Maria Eduarda mobilizaram não apenas os bombeiros e a Capitania dos Portos, mas também voluntários da comunidade local, pescadores experientes e aeronaves de resgate. A complexidade da operação foi agravada pela visibilidade reduzida e pelas condições meteorológicas instáveis, o que levou à suspensão temporária das atividades de resgate na segunda-feira (23). No entanto, logo nas primeiras horas da manhã do dia seguinte, as buscas foram retomadas com maior efetivo, culminando na localização do corpo próximo à faixa de areia de Calhetas.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB‑PE) acompanhou cada etapa das buscas com atenção, prestando apoio à família da vítima e mantendo comunicação contínua com os órgãos responsáveis. A entidade emitiu nota de pesar e destacou o comprometimento da jovem com a advocacia, lembrada por colegas como uma profissional dedicada e sensível às causas sociais. O corpo de Duda foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife, para a realização dos exames periciais de praxe.

Enquanto familiares, amigos e a comunidade jurídica lidam com o luto, o desaparecimento do cão que acompanhava a advogada ainda é motivo de apreensão. Buscas informais continuam sendo feitas nas redondezas da costa, com a esperança de que o animal possa ter sobrevivido. A tragédia trouxe à tona discussões sobre a segurança da navegação recreativa na região, especialmente em áreas próximas a estruturas portuárias como o molhe de Suape, onde incidentes já foram registrados anteriormente.

ZÉ RAMALHO LOTA POLO MULTICULTURAL DO SÃO JOÃO DE ARCOVERDE E CONSOLIDA A FESTA COMO O MELHOR SÃO JOÃO DO INTERIOR

Na véspera de São João, Arcoverde viveu uma das noites mais marcantes de sua história recente. O Polo Multicultural, principal palco das festividades juninas da cidade, foi tomado por uma multidão entusiasmada que chegou cedo e permaneceu até o fim, celebrando com alegria cada atração. O clima junino, já presente nas bandeirolas, no cheiro da comida típica e no vai-e-vem das famílias e grupos de amigos, se intensificou com a energia contagiante do público. A noite começou com o Samba Coco Trupé de Arcoverde, grupo local que representa uma das expressões mais autênticas da cultura popular do Sertão. Com suas batidas marcadas e passos coreografados, os integrantes encantaram o público e mostraram a força das raízes culturais da cidade.
Logo em seguida, foi a vez do cantor Ronaldo Morais assumir o comando do palco, trazendo um repertório recheado de forró pé de serra e xote romântico. Ele fez o público dançar agarradinho, lembrando que o São João também é tempo de encontros, reencontros e muito forró no pé. A plateia, formada por gente de todas as idades, vibrava a cada canção, acompanhando com palmas, sorrisos e muita animação. Quando Zé Ramalho subiu ao palco, o clima de emoção tomou conta. O artista, que não se apresentava no São João de Arcoverde há 13 anos, foi recebido com gritos, aplausos e até lágrimas de fãs emocionados. Ele entregou um show histórico, com músicas como “Chão de Giz”, “Avôhai” e “Admirável Gado Novo”, que foram cantadas em coro por milhares de pessoas.
O momento foi especial não apenas pela música, mas também pela simbologia do retorno de Zé Ramalho ao palco arcoverdense, num ano em que a cidade apostou em uma programação que mistura tradição, cultura e grandes nomes da música brasileira. Para fechar a noite com chave de ouro, Maciel Melo subiu ao palco com sua poesia que toca o coração. Com seu jeito tranquilo e voz marcante, ele apresentou composições que falam do sertão, da seca, do amor e do povo nordestino. Foi um encerramento suave, mas carregado de sentimento e respeito às origens. Tudo aconteceu de forma organizada, com reforço na segurança, estrutura confortável e presença constante da equipe da prefeitura, que acompanhava cada detalhe para garantir o bem-estar dos visitantes. A cidade inteira se envolveu no clima de festa, e Arcoverde mostrou mais uma vez por que é um dos destinos mais procurados durante o São João no interior de Pernambuco.