segunda-feira, 11 de agosto de 2025

RATINHO JÚNIOR ABANDONA BOLSONARISMO E SE ALIA AO LAVAJATISMO EM MOVIMENTO POLÍTICO QUE O REDEFINE

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), protagonizou uma mudança política significativa que pode redefinir seus rumos eleitorais para 2026. Em um movimento que chama atenção pelo seu simbolismo, Ratinho Júnior distanciou-se do bolsonarismo para se aproximar do lavajatismo, uma corrente política associada à Operação Lava Jato e seus desdobramentos no combate à corrupção. A mudança ficou clara na última sexta-feira (8), durante um evento em Curitiba que marcou a filiação do vice-prefeito da capital, Paulo Martins, ao partido Novo. Paulo Martins, até então ligado ao PL de Jair Bolsonaro, optou por ingressar em uma legenda que já reúne figuras de destaque como Romeu Zema, governador de Minas Gerais, e Deltan Dallagnol, ex-procurador que ganhou notoriedade durante a Lava Jato.

A presença do governador Ratinho Júnior ao lado de Zema e do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) reforçou a imagem de um novo alinhamento ideológico, distante do bolsonarismo que esteve associado ao presidente Jair Bolsonaro nos últimos anos. Esse reposicionamento público ocorre em um momento delicado para Bolsonaro, que enfrenta o risco iminente de condenação e possibilidade de prisão em regime fechado, fato que fragiliza ainda mais sua base política. O evento em Curitiba representou não apenas o apoio a um aliado, mas uma declaração clara de que Ratinho Júnior busca renovar suas alianças e ampliar sua base eleitoral, apostando em um discurso voltado ao combate à corrupção e à defesa das instituições.

A troca de partido do vice-prefeito Paulo Martins também reforça a estratégia do governador paranaense, que parece apostar em quadros alinhados ao lavajatismo para fortalecer sua candidatura futura. O Novo, legenda que acolheu Martins, é visto como um ambiente propício para esse tipo de articulação política, agregando nomes que simbolizam a luta contra a corrupção e o comprometimento com a ética pública. Ratinho Júnior, até então um dos principais nomes do bolsonarismo no Sul do país, demonstra com essa movimentação sua capacidade de adaptação diante das mudanças no cenário político nacional, buscando se distanciar dos riscos eleitorais que Bolsonaro enfrenta.

Além do aspecto eleitoral, a nova configuração política sinaliza um reposicionamento ideológico importante, que pode influenciar a forma como Ratinho Júnior será percebido pelos eleitores nas próximas eleições. A associação ao lavajatismo reforça a imagem de um político comprometido com a moralidade e o combate às práticas ilícitas, alinhando-se com setores da sociedade que valorizam a Operação Lava Jato como marco na luta contra a corrupção no Brasil. A fotografia oficial do evento, que capturou Ratinho ao lado de Romeu Zema e Marcel van Hattem, tornou-se um símbolo dessa nova fase, evidenciando a aproximação entre líderes estaduais que buscam construir uma alternativa política forte e coesa.

Enquanto isso, o bolsonarismo perde espaço em um cenário cada vez mais complexo e fragmentado, com aliados migrando para outras correntes e partidos em busca de maior estabilidade e viabilidade eleitoral. Ratinho Júnior parece estar à frente dessa movimentação, antecipando-se às mudanças e estabelecendo um posicionamento que pode garantir a ele maior protagonismo nas eleições presidenciais e regionais do próximo ano. O Paraná, que sempre teve papel relevante na política nacional, passa a ser palco de uma transformação política que reflete as tensões e os novos alinhamentos que marcam o Brasil contemporâneo. Dessa forma, a mudança de Ratinho Júnior transcende o simples ato partidário, indicando uma reconfiguração estratégica de sua trajetória política em meio a um cenário de instabilidade e incertezas.

PRESIDENTE LULA ESTARÁ NO RECIFE NA PRÓXIMA QUINTA


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará no Recife na próxima quinta-feira (14) para participar de uma cerimônia de anúncios de investimentos do Governo Federal voltados a periferias, favelas e comunidades urbanas em Pernambuco.

O evento integra a agenda oficial do chefe do Executivo para a semana e será realizado na capital pernambucana, com a presença de autoridades locais e lideranças comunitárias.

A visita ocorre em meio a uma série de compromissos oficiais que Lula cumprirá nos próximos dias. Antes de vir ao estado, o presidente participa, em Brasília (DF), de dois eventos: na segunda-feira (11), a entrega do Prêmio MEC da Educação Brasileira; e, na quarta-feira (13), a abertura da 4ª Conferência Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES).

Na última vez que esteve em Pernambuco, em 28 de maio, Lula assinou, em Salgueiro, no Sertão, a ordem de serviço para a duplicação da capacidade de bombeamento de água do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco (PISF).
A obra, que abrange as estações de bombeamento EBI1 (Cabrobó), EBI2 (Terra Nova) e EBI3 (Salgueiro), vai aumentar a vazão de 24,75 m³/s para 49 m³/s.

O Governo Federal não divulgou detalhes sobre os valores e projetos que serão anunciados no Recife, mas a expectativa é que o pacote contemple ações para melhoria da infraestrutura urbana, habitação, saneamento e serviços públicos em áreas de maior vulnerabilidade social

GOVERNO BRASILEIRO REAGE COM FIRMEZA A ATAQUES DE VICE-SECRETÁRIO DOS EUA CONTRA O STF E A SOBERANIA NACIONAL

O Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Relações Institucionais emitiram duras respostas às declarações do vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, que criticou publicamente o sistema judiciário brasileiro. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Landau afirmou que “um único ministro do STF [Supremo Tribunal Federal] usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes”, em referência a decisões recentes da Corte. A manifestação foi classificada pelo governo brasileiro como um ataque direto à soberania nacional e uma ingerência inaceitável nos assuntos internos do país.

Em nota divulgada na noite de sábado (9), o Itamaraty destacou que as palavras do representante norte-americano representam “novo ataque frontal a uma democracia que recentemente derrotou uma tentativa de golpe de Estado e não se curvará a pressões, venham de onde vierem”. O comunicado ressaltou ainda que essa foi a segunda manifestação hostil de autoridades dos Estados Unidos em apenas três dias, aumentando a tensão diplomática entre os dois países. Na sexta-feira (8), o governo brasileiro já havia transmitido à Embaixada norte-americana em Brasília seu “absoluto rechaço” às reiteradas declarações consideradas como interferência indevida.

O Ministério das Relações Exteriores enfatizou que continuará respondendo com firmeza a qualquer declaração que contenha informações falsas ou que atente contra a imagem do Brasil e de suas instituições. O texto oficial menciona que as afirmações de Landau foram “disseminadas com base em falsidades” e não condizem com a realidade política e institucional do país. O Itamaraty reforçou a disposição do governo brasileiro em preservar a integridade do sistema democrático e a independência dos Poderes, pilares da Constituição Federal.

A reação também veio da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que se manifestou de forma incisiva nas redes sociais. Ela classificou a publicação do vice-secretário de Estado norte-americano como “arrogante” e afirmou tratar-se de “gravíssima ofensa” ao Brasil, ao Supremo Tribunal Federal e à verdade dos fatos. Gleisi apontou que, ao contrário do que insinuou Landau, a real tentativa de usurpação de poder no país partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente durante os episódios que antecederam e sucederam o 8 de janeiro de 2023.

A ministra ainda acusou a família Bolsonaro de estar minando a relação histórica entre Brasil e Estados Unidos, estimulando o ex-presidente Donald Trump a adotar medidas hostis, como o chamado “tarifaço” e ações que, segundo ela, configurariam chantagem contra o Judiciário brasileiro. Gleisi reforçou que as instituições brasileiras agiram para proteger a democracia diante de uma tentativa de ruptura institucional e que a independência do Judiciário é um valor inegociável.

A escalada retórica entre autoridades dos dois países evidencia um momento de desgaste nas relações diplomáticas, tradicionalmente marcadas por cooperação em diversas áreas. O episódio reacende o debate sobre os limites das declarações públicas de autoridades estrangeiras a respeito de decisões internas de outros Estados e a necessidade de preservar canais diplomáticos de diálogo respeitoso. O tom adotado pelo governo brasileiro demonstra que não há disposição para aceitar críticas consideradas infundadas e que a defesa da soberania e das instituições democráticas seguirá como prioridade na condução da política externa.

MIGUEL URIBE MORRE AOS 39 ANOS APÓS ATENTADO DURANTE CAMPANHA NA COLÔMBIA

Miguel Uribe Turbay, senador colombiano e pré-candidato à Presidência da Colômbia pelo partido Centro Democrático, faleceu nesta segunda-feira, 11 de agosto de 2025, aos 39 anos, após lutar por mais de dois meses contra as graves consequências de um atentado sofrido durante sua campanha eleitoral. O incidente ocorreu no dia 7 de junho, durante um comício no bairro Modelia, em Bogotá, quando um adolescente de 15 anos efetuou disparos que atingiram Uribe na cabeça. Imediatamente socorrido, ele foi internado na Fundação Santa Fé, uma das instituições médicas mais renomadas da capital colombiana, onde permaneceu em estado crítico até seu falecimento. A gravidade do ferimento, uma hemorragia cerebral causada pela bala, levou a uma sequência de complicações que, infelizmente, culminaram em sua morte. O episódio chocou o país e reacendeu o debate sobre a violência política que, há décadas, tem marcado a história da Colômbia.

As investigações do atentado foram intensas desde o momento do ataque. As autoridades colombianas identificaram pelo menos dez envolvidos na trama, incluindo o menor que realizou o disparo. Entre os suspeitos está Elder José Arteaga Hernández, conhecido pelo apelido “El Costeño”, apontado como o mandante do crime, que já foi preso pelas forças de segurança. Outros suspeitos continuam sob investigação, enquanto as autoridades trabalham para esclarecer todos os detalhes que cercam o planejamento e execução do atentado. A violência contra políticos na Colômbia não é novidade, mas o ataque a Uribe, figura proeminente e pré-candidato presidencial, ganhou ampla repercussão internacional e trouxe à tona as fragilidades do sistema de segurança e os riscos enfrentados por aqueles que atuam na política do país.

Miguel Uribe Turbay era uma figura política de grande expressão, com uma trajetória marcada por sua ligação familiar à história política colombiana. Neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala, e filho da jornalista Diana Turbay, que foi sequestrada e assassinada em 1991 pelo Cartel de Medellín, Miguel carregava no seu nome um legado de luta e enfrentamento. Sua vida política e pessoal sempre esteve envolvida em histórias complexas, em meio ao cenário conturbado da Colômbia. Sua pré-candidatura representava para muitos uma renovação e esperança, mas o atentado que sofreu mostrou o quanto a violência política ainda persiste, atingindo até mesmo as novas gerações.

Repercussões políticas foram imediatas após o anúncio da morte do senador. Líderes nacionais e internacionais se manifestaram, entre eles o ex-presidente Álvaro Uribe, que compartilhou sentimentos de pesar e solidariedade com a família e o partido. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também expressou suas condolências, ressaltando o impacto do acontecimento para a democracia colombiana. Em todo o país, manifestações e homenagens começaram a ser organizadas em memória de Miguel Uribe, que, mesmo em vida, já representava uma voz significativa no cenário político do país.

Além do impacto político, o atentado trouxe à tona uma discussão profunda sobre segurança, democracia e o clima de instabilidade que envolve as eleições na Colômbia. O uso da violência para tentar interromper processos democráticos é uma triste realidade, que continua a exigir atenção e ações firmes das autoridades. A complexidade do sistema político colombiano, marcada por rivalidades históricas, o narcotráfico e o crime organizado, cria um ambiente perigoso para candidatos e agentes públicos. O caso de Miguel Uribe é mais uma amostra clara desses riscos, revelando os desafios para a proteção daqueles que buscam servir a população.

O atentado ocorrido durante o comício no bairro Modelia foi registrado por câmeras e gerou ampla cobertura da mídia local e internacional. Vídeos mostraram o momento exato do disparo, causando comoção e indignação em diversos setores da sociedade. Desde então, a segurança de eventos políticos passou a ser uma questão ainda mais urgente no país. O trágico episódio também levou a críticas sobre as medidas de proteção oferecidas aos candidatos e a necessidade de reformulações nos protocolos de segurança durante campanhas eleitorais.

A trajetória de Miguel Uribe Turbay como político sempre foi pautada pelo compromisso com a renovação e a luta por um país mais justo e seguro. Ele era visto como um representante da nova geração que buscava transformar a Colômbia, dialogando com diferentes setores da sociedade e defendendo propostas voltadas para o desenvolvimento econômico e social. Sua morte representa uma perda significativa para a política colombiana e reforça a urgência de um debate amplo sobre a violência política e a proteção da democracia no país.

SALOÁ RECEBE RETROESCAVADEIRA E TRATOR NO DIA DA FEIRA PARA IMPULSIONAR DESENVOLVIMENTO RURAL E URBANO

No dia 13 de agosto, uma quarta-feira que também será o dia da tradicional feira de Saloá, a cidade vai ganhar um reforço importante para o desenvolvimento local. Às 10 horas da manhã, na Praça São Vicente de Paulo, a Prefeitura fará a entrega de uma retroescavadeira e um trator com grade. Esses equipamentos vão ajudar a melhorar os serviços públicos e a vida do povo, especialmente na zona rural e nas estradas da cidade.

A feira é um momento muito aguardado pela comunidade, quando moradores de toda a região se encontram para comprar e vender produtos, além de trocar conversas e fortalecer os laços de amizade. Entregar essas máquinas nesse dia mostra que a gestão do prefeito Junior de Rivaldo está atenta à realidade do município, valorizando a cultura local e investindo no progresso.

A retroescavadeira será fundamental para abrir valas, construir bueiros e melhorar o escoamento da água, evitando alagamentos e facilitando o trânsito nas estradas vicinais. Já o trator com grade vai ajudar os agricultores a preparar a terra, garantindo uma produção mais eficiente e sustentável. Isso vai refletir diretamente na economia da cidade e no sustento de muitas famílias.

Oq prefeito Junior de Rivaldo tem trabalhado firme para manter a prefeitura perto do povo e resolver os problemas do dia a dia. A chegada desses equipamentos mostra o compromisso da administração em oferecer mais estrutura para o trabalho no campo e nas áreas urbanas. A Praça São Vicente de Paulo, onde será feita a entrega, é o coração da cidade, um lugar que une as pessoas e celebra a vida comunitária.

Com esses investimentos, Saloá segue no caminho do desenvolvimento, melhorando as condições das estradas, facilitando o transporte escolar e o acesso a serviços essenciais. A prefeitura reafirma seu compromisso de trabalhar pelo povo, cuidando da cidade com responsabilidade e dedicação.

SEMANA SERÁ DECISIVA PARA BOLSONARO

A partir de quarta-feira (13), o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado entra em sua etapa decisiva. Sete réus do núcleo considerado crucial para o desenvolvimento do plano do golpe têm até quarta para apresentar suas alegações finaisao STF (Supremo Tribunal Federal).

Essa é a última oportunidade das defesas de apresentarem argumentos na tentativa de convencer os ministros do STF de sua versão dos fatos.

Após a entrega de todas as defesas, o relator do caso, Alexandre de Moraes, já poderá elaborar seu voto e liberar o caso para julgamento. Caberá ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, marcar uma data. Conforme apurou a CNN, os ministros já devem decidir pela condenação ou absolvição de Bolsonaro em setembro.

Além de Bolsonaro, são réus no núcleo 1 os ex-ministros Alexandre Ramagen, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ajudante de ordens Mauro Cid; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

Mauro Cid, por ser delator, já apresentou suas alegações finais. Disse no documento que não compactuou com qualquer plano de golpe e que atuava alinhado ao então comandante do Exército, general Freire Gomes. Os advogados apresentaram diálogos como prova de que o militar se opunha à tentativa de ruptura institucional.

Na última semana, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, pediu a prisão domiciliar de Bolsonaro, que também está sendo investigado em inquérito à parte por tentar atrapalhar as investigações e conspirar contra o Estado brasileiro nos EUA.

A medida inflou os ânimos em Brasília. Em frente à casa de Bolsonaro, manifestantes se reuniram vestidos com camisetas e bandeiras do Brasil em apoio ao ex-presidente. Em outras regiões da cidade, houve carreatas e buzinaços.

No Congresso, a oposição se mobilizou para reagir. Líderes da direita articulam propostas “anti-STF” e pressionam pela abertura de um processo de impeachment contra Moraes.

RAQUEL LYRA ANUNCIA ORDEM DE SERVIÇO DO ARCO METROPOLITANO E PROMETE PRIMEIRA ETAPA ATÉ O FIM DO MANDATO

Em meio às discussões estratégicas do Seminário Esfera Brasil, realizado no Recife, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), fez um anúncio considerado de grande impacto para a infraestrutura e a logística do estado: a assinatura da ordem de serviço para o início das obras do Arco Metropolitano ainda neste mês de agosto. A gestora ressaltou que o empreendimento, que promete funcionar como uma “nova BR-101” no entorno da Região Metropolitana do Recife, terá papel fundamental no escoamento da produção e na mobilidade rodoviária. O projeto prevê a ligação direta entre a BR-232, uma das principais rodovias de acesso ao interior, e o Porto de Suape, considerado um dos mais importantes complexos portuários e industriais do país.

Segundo Raquel Lyra, a primeira etapa da obra será concluída dentro do seu mandato, com o objetivo de criar um corredor logístico mais eficiente para o transporte de cargas e passageiros. A governadora frisou que a intervenção vai reduzir o tráfego pesado na atual BR-101, desafogando áreas urbanas e aumentando a segurança viária. Para os setores produtivos, o novo traçado significa a possibilidade de reduzir custos operacionais e tempo de deslocamento, ampliando a competitividade de Pernambuco no cenário nacional e internacional.

O Arco Metropolitano é um projeto antigo, discutido por diferentes gestões, mas que agora recebe uma perspectiva concreta de execução. A segunda fase da obra, já prevista no planejamento, será voltada para integrar o polo industrial da Mata Norte, criando um eixo rodoviário que permitirá maior articulação entre as regiões Norte e Sul do estado. Essa conexão deve impulsionar a interiorização do desenvolvimento e atrair novos investimentos privados.

Especialistas em logística e transporte destacam que a proximidade com o Porto de Suape será um diferencial importante, principalmente para empresas exportadoras e para cadeias produtivas ligadas à indústria naval, automotiva, petroquímica e de alimentos. A expectativa é de que a nova via se torne também uma alternativa estratégica para o tráfego interestadual, funcionando como um desvio para veículos que não precisam atravessar a capital pernambucana.

Com o anúncio, o governo estadual sinaliza a intenção de acelerar obras estruturantes que possam deixar um legado duradouro. Além do impacto econômico, a governadora aposta que o Arco Metropolitano contribuirá para a redução de acidentes em trechos críticos da BR-101 e para a melhoria da qualidade de vida nas cidades da Região Metropolitana, que hoje enfrentam congestionamentos frequentes causados pelo transporte de cargas pesadas. O início das obras, segundo Raquel, representa não apenas um avanço logístico, mas também uma resposta a uma demanda histórica de Pernambuco.

PREFEITOS REAGEM A JOÃO CAMPOS E DEFENDEM CONCESSÃO DA COMPESA COM PROMESSA DE R$ 20 BILHÕES EM INVESTIMENTOS

Um grupo de prefeitos da Região Metropolitana do Recife e do Interior de Pernambuco está articulando a divulgação de uma nota conjunta nas próximas horas para defender o processo de concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). O movimento surge como resposta direta às declarações do prefeito do Recife, João Campos, que, durante os debates da Esfera Brasil, realizados neste sábado na capital, criticou o que classificou como “falta de mais diálogo” do Estado com os municípios. Segundo João, houve “desejo de velocidade e pouca escuta” na condução do projeto e que esse tipo de decisão deveria ser “tarefa de Estado, não apenas de Governo”.

As críticas de João Campos foram feitas logo após a governadora Raquel Lyra anunciar que o edital do leilão da concessão da Compesa será lançado ainda neste mês de agosto, com expectativa de atrair R$ 20 bilhões em investimentos privados. O prefeito de Riacho das Almas, Dioclécio Rosendo, um dos articuladores da reação dos gestores, rebateu de forma dura. Ele afirmou que, durante mais de sete meses, prefeitos de todo o Estado participaram de reuniões, audiências públicas, encontros regionais e debates promovidos pela Amupe, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas, enquanto o Recife, segundo ele, “se absteve” dessas discussões. “A afirmação correta do prefeito do Recife deveria ser a de que ele não participou dos debates. Fui convidado e participei de todos, presenciais e online. A proposta foi aprovada sem votos contrários, apenas cinco abstenções, e entre elas está o Recife”, destacou.

Para Dioclécio, o posicionamento de João Campos neste momento é preocupante, pois, às vésperas do leilão, poderia até interferir no interesse de investidores e reduzir o valor a ser arrecadado. Ele lembrou que a concessão é aguardada há anos por muitos municípios que sofrem com a falta de água e rodízios constantes. “Foram mais de mil contribuições ao projeto, algumas vindas até de prefeitos do PSB. Há cidades como a minha que enfrentam longos períodos de desabastecimento. A população não aguenta mais”, frisou.

O presidente da Compesa, Alex Campos, também se pronunciou. Ele defendeu que a proposta foi elaborada com base em estudos técnicos robustos e inspirada em experiências de outros estados que já realizaram concessões semelhantes. Segundo Alex, o atual modelo de gestão, em que a Compesa cuida de toda a cadeia — da captação e tratamento da água até a distribuição e tratamento de esgoto —, já não atende às exigências de universalização impostas pelo marco legal do saneamento básico. Para alcançar essa meta, ele argumenta, é indispensável contar com o aporte financeiro e a expertise do setor privado.

O projeto está em análise final no Tribunal de Contas do Estado (TCE), sob relatoria do conselheiro Dirceu Rodolfo. A expectativa da Compesa e do governo é de que o parecer seja emitido ainda este mês. Uma vez aprovado, o edital será publicado, e o leilão deverá ocorrer cerca de 60 dias depois. As empresas interessadas precisarão se comprometer com metas claras, incluindo a eliminação da intermitência no abastecimento de água. Em alguns municípios, como São Bento do Una, a situação chega ao extremo de haver água nas torneiras apenas cinco dias por mês, restando 25 dias de seca.

Alex Campos ressaltou ainda que a governadora Raquel Lyra determinou que todos os recursos arrecadados no leilão sejam aplicados exclusivamente na melhoria da rede de abastecimento e tratamento de esgoto. Ele destacou que, diferente de outros estados que destinaram parte do dinheiro para áreas não relacionadas ao saneamento, Pernambuco direcionará integralmente os valores para ampliar a produção e a distribuição de água, além de modernizar a infraestrutura de esgoto. Na visão dele, essa medida garante que o resultado da concessão seja sentido diretamente no dia a dia da população, com melhorias concretas no acesso à água potável e no tratamento adequado dos resíduos.