segunda-feira, 11 de agosto de 2025
RATINHO JÚNIOR ABANDONA BOLSONARISMO E SE ALIA AO LAVAJATISMO EM MOVIMENTO POLÍTICO QUE O REDEFINE
PRESIDENTE LULA ESTARÁ NO RECIFE NA PRÓXIMA QUINTA
GOVERNO BRASILEIRO REAGE COM FIRMEZA A ATAQUES DE VICE-SECRETÁRIO DOS EUA CONTRA O STF E A SOBERANIA NACIONAL
Em nota divulgada na noite de sábado (9), o Itamaraty destacou que as palavras do representante norte-americano representam “novo ataque frontal a uma democracia que recentemente derrotou uma tentativa de golpe de Estado e não se curvará a pressões, venham de onde vierem”. O comunicado ressaltou ainda que essa foi a segunda manifestação hostil de autoridades dos Estados Unidos em apenas três dias, aumentando a tensão diplomática entre os dois países. Na sexta-feira (8), o governo brasileiro já havia transmitido à Embaixada norte-americana em Brasília seu “absoluto rechaço” às reiteradas declarações consideradas como interferência indevida.
O Ministério das Relações Exteriores enfatizou que continuará respondendo com firmeza a qualquer declaração que contenha informações falsas ou que atente contra a imagem do Brasil e de suas instituições. O texto oficial menciona que as afirmações de Landau foram “disseminadas com base em falsidades” e não condizem com a realidade política e institucional do país. O Itamaraty reforçou a disposição do governo brasileiro em preservar a integridade do sistema democrático e a independência dos Poderes, pilares da Constituição Federal.
A reação também veio da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que se manifestou de forma incisiva nas redes sociais. Ela classificou a publicação do vice-secretário de Estado norte-americano como “arrogante” e afirmou tratar-se de “gravíssima ofensa” ao Brasil, ao Supremo Tribunal Federal e à verdade dos fatos. Gleisi apontou que, ao contrário do que insinuou Landau, a real tentativa de usurpação de poder no país partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente durante os episódios que antecederam e sucederam o 8 de janeiro de 2023.
A ministra ainda acusou a família Bolsonaro de estar minando a relação histórica entre Brasil e Estados Unidos, estimulando o ex-presidente Donald Trump a adotar medidas hostis, como o chamado “tarifaço” e ações que, segundo ela, configurariam chantagem contra o Judiciário brasileiro. Gleisi reforçou que as instituições brasileiras agiram para proteger a democracia diante de uma tentativa de ruptura institucional e que a independência do Judiciário é um valor inegociável.
A escalada retórica entre autoridades dos dois países evidencia um momento de desgaste nas relações diplomáticas, tradicionalmente marcadas por cooperação em diversas áreas. O episódio reacende o debate sobre os limites das declarações públicas de autoridades estrangeiras a respeito de decisões internas de outros Estados e a necessidade de preservar canais diplomáticos de diálogo respeitoso. O tom adotado pelo governo brasileiro demonstra que não há disposição para aceitar críticas consideradas infundadas e que a defesa da soberania e das instituições democráticas seguirá como prioridade na condução da política externa.
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SEMANA SERÁ DECISIVA PARA BOLSONARO
A partir de quarta-feira (13), o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado entra em sua etapa decisiva. Sete réus do núcleo considerado crucial para o desenvolvimento do plano do golpe têm até quarta para apresentar suas alegações finaisao STF (Supremo Tribunal Federal).
Essa é a última oportunidade das defesas de apresentarem argumentos na tentativa de convencer os ministros do STF de sua versão dos fatos.
Após a entrega de todas as defesas, o relator do caso, Alexandre de Moraes, já poderá elaborar seu voto e liberar o caso para julgamento. Caberá ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, marcar uma data. Conforme apurou a CNN, os ministros já devem decidir pela condenação ou absolvição de Bolsonaro em setembro.
Além de Bolsonaro, são réus no núcleo 1 os ex-ministros Alexandre Ramagen, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ajudante de ordens Mauro Cid; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.
Mauro Cid, por ser delator, já apresentou suas alegações finais. Disse no documento que não compactuou com qualquer plano de golpe e que atuava alinhado ao então comandante do Exército, general Freire Gomes. Os advogados apresentaram diálogos como prova de que o militar se opunha à tentativa de ruptura institucional.
Na última semana, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, pediu a prisão domiciliar de Bolsonaro, que também está sendo investigado em inquérito à parte por tentar atrapalhar as investigações e conspirar contra o Estado brasileiro nos EUA.
A medida inflou os ânimos em Brasília. Em frente à casa de Bolsonaro, manifestantes se reuniram vestidos com camisetas e bandeiras do Brasil em apoio ao ex-presidente. Em outras regiões da cidade, houve carreatas e buzinaços.
No Congresso, a oposição se mobilizou para reagir. Líderes da direita articulam propostas “anti-STF” e pressionam pela abertura de um processo de impeachment contra Moraes.
RAQUEL LYRA ANUNCIA ORDEM DE SERVIÇO DO ARCO METROPOLITANO E PROMETE PRIMEIRA ETAPA ATÉ O FIM DO MANDATO
PREFEITOS REAGEM A JOÃO CAMPOS E DEFENDEM CONCESSÃO DA COMPESA COM PROMESSA DE R$ 20 BILHÕES EM INVESTIMENTOS
As críticas de João Campos foram feitas logo após a governadora Raquel Lyra anunciar que o edital do leilão da concessão da Compesa será lançado ainda neste mês de agosto, com expectativa de atrair R$ 20 bilhões em investimentos privados. O prefeito de Riacho das Almas, Dioclécio Rosendo, um dos articuladores da reação dos gestores, rebateu de forma dura. Ele afirmou que, durante mais de sete meses, prefeitos de todo o Estado participaram de reuniões, audiências públicas, encontros regionais e debates promovidos pela Amupe, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas, enquanto o Recife, segundo ele, “se absteve” dessas discussões. “A afirmação correta do prefeito do Recife deveria ser a de que ele não participou dos debates. Fui convidado e participei de todos, presenciais e online. A proposta foi aprovada sem votos contrários, apenas cinco abstenções, e entre elas está o Recife”, destacou.
Para Dioclécio, o posicionamento de João Campos neste momento é preocupante, pois, às vésperas do leilão, poderia até interferir no interesse de investidores e reduzir o valor a ser arrecadado. Ele lembrou que a concessão é aguardada há anos por muitos municípios que sofrem com a falta de água e rodízios constantes. “Foram mais de mil contribuições ao projeto, algumas vindas até de prefeitos do PSB. Há cidades como a minha que enfrentam longos períodos de desabastecimento. A população não aguenta mais”, frisou.
O presidente da Compesa, Alex Campos, também se pronunciou. Ele defendeu que a proposta foi elaborada com base em estudos técnicos robustos e inspirada em experiências de outros estados que já realizaram concessões semelhantes. Segundo Alex, o atual modelo de gestão, em que a Compesa cuida de toda a cadeia — da captação e tratamento da água até a distribuição e tratamento de esgoto —, já não atende às exigências de universalização impostas pelo marco legal do saneamento básico. Para alcançar essa meta, ele argumenta, é indispensável contar com o aporte financeiro e a expertise do setor privado.
O projeto está em análise final no Tribunal de Contas do Estado (TCE), sob relatoria do conselheiro Dirceu Rodolfo. A expectativa da Compesa e do governo é de que o parecer seja emitido ainda este mês. Uma vez aprovado, o edital será publicado, e o leilão deverá ocorrer cerca de 60 dias depois. As empresas interessadas precisarão se comprometer com metas claras, incluindo a eliminação da intermitência no abastecimento de água. Em alguns municípios, como São Bento do Una, a situação chega ao extremo de haver água nas torneiras apenas cinco dias por mês, restando 25 dias de seca.
Alex Campos ressaltou ainda que a governadora Raquel Lyra determinou que todos os recursos arrecadados no leilão sejam aplicados exclusivamente na melhoria da rede de abastecimento e tratamento de esgoto. Ele destacou que, diferente de outros estados que destinaram parte do dinheiro para áreas não relacionadas ao saneamento, Pernambuco direcionará integralmente os valores para ampliar a produção e a distribuição de água, além de modernizar a infraestrutura de esgoto. Na visão dele, essa medida garante que o resultado da concessão seja sentido diretamente no dia a dia da população, com melhorias concretas no acesso à água potável e no tratamento adequado dos resíduos.