terça-feira, 19 de agosto de 2025

EM BELO JARDIM, GOVERNADORA RAQUEL LYRA AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE 144 NOVAS MORADIAS E ANUNCIA MELHORIAS NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Um total de 144 famílias de Belo Jardim, no Agreste Central, vai realizar o sonho da casa própria. Nesta terça-feira (19), a governadora Raquel Lyra assinou a ordem de serviço para a construção de unidades habitacionais do Residencial Belo Jardim km 180 – Módulo I, que fazem parte do Morar Bem PE, primeiro programa de habitação de interesse social do Estado. Ainda durante a solenidade, foi anunciado investimento de R$ 20 milhões em obras para melhorar o abastecimento de água.
“Estamos aqui para reafirmar o nosso compromisso com o Agreste do Estado. Temos feito um trabalho muito sério através do programa Morar Bem, garantindo habitações sendo construídas em cada recanto de Pernambuco, política habitacional de verdade. E é claro que a habitação não pode vir sem água. Por muito tempo, o Agreste sofreu com a falta de água e com a falta de investimento. Estamos mudando esse jogo, levando dignidade e mais qualidade de vida para o nosso povo”, destacou a governadora Raquel Lyra. 
As obras do habitacional serão executadas no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), na modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). O empreendimento será erguido em terreno doado pelo Governo de Pernambuco e representa um investimento de R$ 18,7 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal. 
A secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Simone Nunes, afirmou que as obras têm prazo de dez meses para conclusão. “A empresa está contratando cerca de 150 pessoas daqui do município, então também é uma iniciativa que gera emprego e renda. É o programa Morar Bem Pernambuco em parceria com o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, garantindo moradia para quem mais precisa”, pontuou a titular da pasta. 
Além disso, em Belo Jardim, mais de 180 famílias já conquistaram a casa própria por meio do programa Morar Bem, na modalidade Entrada Garantida, com o aporte de R$ 20 mil do Governo do Estado para cada unidade, fortalecendo a política habitacional local.
O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, destacou a importância da parceria com o Governo do Estado. “Recebo com muita alegria e humildade essas ações. Já temos mais de 700 famílias inscritas, e essa obra representa esperança e dignidade para quem sonha com a casa própria. Além disso, a governadora tem nos apoiado com saneamento, calçamento e transporte escolar, ações que vão transformar a vida da nossa comunidade”, afirmou. 
Presente na solenidade, o deputado federal Mendonça Filho destacou a presença da gestão estadual no Agreste Central. “Por muitos anos, Belo Jardim foi esquecido pelo Governo do Estado, que hoje tem demonstrado seu compromisso com toda população, sobretudo os mais necessitados”, pontuou. A deputada estadual Débora Almeida complementou. “Trabalhar e fazer a diferença na vida das pessoas tem sido uma premissa da atual gestão”, finalizou a parlamentar.

ÁGUAS DE PERNAMBUCO – Ainda durante a solenidade, a chefe do Executivo estadual anunciou investimento de R$ 20 milhões em obras de abastecimento de água, incluindo a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) de ultrafiltração, com capacidade para tratar 100 litros por segundo, beneficiando cerca de 20 mil moradores dos bairros Cohab 2 e 3, Santo Antônio, Batinga e o novo residencial. Para levar a água aos bairros, serão implantados dois quilômetros de rede adutora, um reservatório de 200 m³ e uma estação elevatória de água tratada, com parte da rede conectada à Adutora do Agreste por tubulações subterrâneas na BR-232, sem escavações abertas.

“Esse anúncio caracteriza o trabalho e a transformação que Pernambuco vem fazendo em termos de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Seguimos em frente, melhorando a qualidade de vida para todos os pernambucanos”, ressaltou o diretor regional do Agreste da Compesa, Daniel Genuíno. 
Também participaram da solenidade os prefeitos Joelda Pereira (Tacaimbó), Duguinha Lins (São Joaquim do Monte), Marcos Cacique (Pesqueira), César Freitas (Sanharó), Manoel Messias (Custódia), Simão Costa (Alagoinha) e Kelvin Cavalcanti (Venturosa). Acompanharam também o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Hercílio Mamede; o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira; o superintendente da Caixa Econômica Federal, Romero Cavalcanti; além de vereadores e outras lideranças de Belo Jardim e da região.

Fotos: Janaína Pepeu/Secom

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INAUGURA 1ª SALA AZUL MUNICIPAL DE GARANHUNS


A Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inaugura nesta terça-feira (19), às 15h30, a primeira Sala Azul da Rede Municipal de Ensino. O espaço será instalado no Colégio Municipal Padre Agobar Valença, localizado na Avenida Caruaru, e representa um marco importante no fortalecimento das políticas de inclusão no município.

A Sala Azul foi projetada para oferecer acolhimento e suporte a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e crianças neurodivergentes, proporcionando um ambiente pedagógico adequado, com recursos e estratégias que favorecem a aprendizagem. A inauguração acontecerá junto à Abertura Oficial da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência.

📍 Colégio Municipal Padre Agobar Valença - Avenida Caruaru 
🗓️ Terça-feira, 19 de agosto
⏰ 15h30

GOIANA REALIZA 8ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE NESTA QUINTA (21)

A Prefeitura de Goiana realiza, nesta quinta-feira (21), a 8ª Conferência Municipal de Saúde, no Hotel Go Inn. O encontro vai reunir gestores, profissionais da área e a população em um grande espaço de diálogo sobre os rumos da saúde no município.

Com o tema “Construindo o futuro da saúde em Goiana: governança, inovação e equidade para todos”, a conferência definirá prioridades e propostas que vão orientar as políticas públicas de saúde pelos próximos quatro anos.

Segundo o secretário municipal de Saúde, André Mandarine, o momento será de escuta e construção coletiva. “Queremos ouvir a população, compreender suas necessidades e transformar essas contribuições em políticas públicas eficazes. Vamos planejar juntos os próximos passos da saúde em Goiana”, destacou.
As propostas aprovadas na plenária final irão compor o Plano Municipal de Saúde 2026-2029. Antes da conferência, a Prefeitura já promoveu pré-conferências em diferentes regiões do município, onde foram eleitos representantes da sociedade civil e dos trabalhadores para garantir uma participação democrática no processo.

O prefeito Marcílio Régio reforçou a importância da participação popular. “Estamos em busca de um sistema de saúde cada vez mais humano e eficiente. A conferência é uma oportunidade para fortalecer o SUS em Goiana e alinhar nossas ações às necessidades reais da população”, afirmou.

O evento é organizado pelo Conselho Municipal de Saúde, com apoio da Prefeitura de Goiana, e será marcado pela ampla representatividade, consolidando o compromisso da gestão em construir uma saúde pública mais justa e de qualidade.

CPI DA PUBLICIDADE TEM DIOGO MORAES ELEITO EM VOTAÇÃO POLÊMICA NA ALEPE


Em um clima de tensão e expectativas elevadas, a Assembleia Legislativa de Pernambuco realizou a eleição para a presidência da CPI da publicidade, marcada por polêmicas e questionamentos sobre filiações partidárias. O deputado Diogo Moraes (PSDB) foi eleito presidente da comissão com 5 votos, sendo registrada a ausência de três parlamentares e uma abstenção. Entre os ausentes estavam representantes do Governo do Estado, que optaram por não participar da votação. Durante a sessão, o deputado João Paulo (PT) permaneceu presente e expressou decepção com a condução da instalação da CPI pela deputada Dani Portela (Psol), autora do pedido para a criação do colegiado.

Diogo Moraes concorreu como candidato único, em um acordo firmado entre os integrantes da oposição, mas sua eleição não passou sem questionamentos. Parlamentares governistas argumentaram que, segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral, Moraes ainda constaria como filiado ao PSB, o que gerou debates acalorados no plenário. O deputado rebateu as críticas, assegurando que sua filiação ao PSDB está devidamente respaldada pelo diretório estadual do partido, reforçando sua legitimidade para ocupar a presidência da CPI.

Na mesma votação, Antônio Coelho (UB) foi eleito vice-presidente, também com 5 votos, mantendo-se as três ausências e a mesma abstenção. Coelho não teve concorrente e destacou a importância de conduzir a comissão de forma imparcial, buscando a transparência nos trabalhos que serão realizados nos próximos meses. O cargo de relator ficou com Waldemar Borges (MDB), seguindo o mesmo padrão de votação, e também enfrentou questionamentos sobre a regularização de sua filiação partidária, alegando que a documentação no TSE ainda não refletiria sua entrada no MDB.

A CPI terá duração inicial de 120 dias, podendo ser prorrogada por mais 90, e foi constituída para investigar contratos de publicidade do Governo de Pernambuco, com foco na transparência e legalidade das ações administrativas. Além de Diogo Moraes, Antônio Coelho e Waldemar Borges, compõem a comissão os deputados Dani Portela (Psol) e Rodrigo Farias (PSB), representando a oposição, e João Paulo (PT), Antônio Moraes (PP), Wanderson Florêncio (SD) e Nino de Enoque (PL), compondo a base governista.

O debate sobre filiações partidárias dominou os primeiros momentos da reunião, com governistas insistindo que Moraes e Borges ainda não estariam oficialmente filiados aos novos partidos, enquanto os dois parlamentares reafirmaram respaldo de seus diretórios estaduais. A tensão política foi evidente, refletindo a importância estratégica da CPI na Assembleia e o impacto que seus trabalhos poderão ter sobre a administração estadual. A votação uniu a oposição em torno de um consenso para presidência, enquanto a base do governo optou por ausentar-se, mantendo um silêncio estratégico frente às movimentações internas da comissão.

Os primeiros encontros da CPI deverão definir o calendário de audiências, convocações de servidores e análise de contratos, em um processo que promete intensas discussões políticas, além de um escrutínio detalhado sobre as despesas com publicidade do governo. O clima de instabilidade entre governistas e opositores indica que os próximos dias serão decisivos para consolidar a atuação da comissão, que já se apresenta como uma das mais observadas e polêmicas da atual legislatura da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A eleição de Diogo Moraes e a configuração da comissão evidenciam a articulação política de cada bancada, reforçando a importância estratégica da CPI para a oposição e para o controle dos atos do governo estadual, enquanto os parlamentares se preparam para uma série de debates e possíveis embates ao longo de sua atuação.

DEPUTADOS PASSAM RASTEIRA EM DANI PORTELA QUE FICA SEM PROTAGONISMO E AINDA SOB INVESTIGAÇÃO



Por Greovário Nicollas*
É, meus caros vinte e poucos leitores, a política pernambucana nunca decepciona nos bastidores. A deputada Dani Portela (PSOL), em rota de aproximação com o PT, acreditou que estava prestes a sair do baixíssimo clero da Assembleia Legislativa de Pernambuco para ocupar o centro dos holofotes. Mas o roteiro não saiu como ela imaginava. A jogada de Álvaro Porto, presidente da Alepe, em articulação com João Campos, surpreendeu a todos ao colocar Diogo Moraes como peça-chave na CPI que tanto mobilizou atenções.

Diogo, ressentido com a governadora Raquel Lyra por conta do lançamento de Fábio Aragão em Santa Cruz do Capibaribe, entrou na cena com sangue nos olhos. O socialista de carteirinha, hoje emprestado ao PSDB até a janela de 2026, mostrou que ainda tem lastro para embaralhar o jogo político. Resultado: Dani Portela perdeu espaço e a chance de ser protagonista de um palco que parecia preparado para ela.

Para piorar, Dani enfrenta o peso de uma investigação do MPPE sobre a contratação de empresas ligadas a familiares do seu esposo, pagas com recursos públicos. O caso, ainda em andamento, já respinga no seu capital político e mina a confiança de antigos apoiadores. Os bastidores dão como certo que o desgaste pode inviabilizar sua reeleição, já que o eleitorado do PSOL tende a rejeitar o episódio, e o PT possui seus próprios nomes consolidados, não abrindo espaço para uma “forasteira” interna.

Apesar de sua trajetória respeitável na militância de esquerda, Dani Portela tropeçou ao não compreender a lógica fria do jogo político. Achou que teria respaldo para crescer, mas acabou isolada. A CPI, como sempre, segue imprevisível: começa com explosão e termina, quando termina, em acordos e silêncios. Dani, no entanto, ficou com o pior dos dois mundos — sem protagonismo e com a sombra da investigação.

Na política, como se sabe, quem não joga com cálculo vira jogada dos outros. Dani acreditou que era a protagonista, mas descobriu que era apenas figurante no tabuleiro montado por Álvaro, João Campos e Diogo Moraes. O resultado é que saiu menor do que entrou.

*Articulista, Periodista e Colaborador do Blog do Edney*

DÉBORA ALMEIDA PEDE ANULAÇÃO NO PODER JUDICIÁRIO DA REUNIÃO QUE MARCOU ENTRADA DE DIOGO MORAES NO PSDB


A deputada estadual Débora Almeida ingressou com mandado de segurança no Poder Judiciário para anular a reunião realizada pela Comissão de Intervenção do PSDB na última segunda-feira (18). No encontro, a parlamentar — mais votada do partido nas últimas eleições — foi comunicada, de forma unilateral, da sua destituição da liderança da legenda e da entrada do deputado estadual Diogo Moraes (PSB) no PSDB. O parlamentar, contudo, teve seu voto computado mesmo sem estar presente na reunião.

Além dessa irregularidade, o mandado de segurança também aponta a ausência do prazo regimental mínimo para convocação da reunião, já que a convocação ocorreu na sexta-feira anterior, às 22h, quando o estatuto prevê antecedência mínima de dez dias. O documento ressalta ainda que, de acordo com o Estatuto do PSDB, apenas filiados com no mínimo seis meses de filiação podem votar e ser votados — prazo reduzido para 30 dias apenas nos casos de titulares de mandato eletivo —, requisito que não teria sido cumprido por Diogo Moraes.

CLIMA PESADO E DISPUTA POLÍTICA MARCAM A ABERTURA DA CPI DA PUBLICIDADE NA ALEPE



A primeira reunião da CPI da Publicidade na Assembleia Legislativa de Pernambuco foi marcada por fortes tensões, com governistas e oposicionistas travando um embate que deixou claro o cenário de acirramento político que deve acompanhar os próximos passos da investigação. O encontro, realizado nesta terça-feira, começou sob um clima carregado, com trocas de acusações e questionamentos sobre a legalidade da instalação do colegiado. Governistas argumentaram que a composição da comissão não poderia ser oficializada, já que o Tribunal Superior Eleitoral ainda não havia atualizado no sistema as recentes mudanças partidárias envolvendo três deputados decisivos para a oposição: Diogo Moraes, que deixou o PSB para o PSDB, Waldemar Borges, que migrou para o MDB, e Junior Matuto, que agora integra o PRD. Para os aliados do governo Raquel Lyra, a ausência da atualização no sistema do TSE inviabilizaria a formalização da CPI neste momento.

O deputado Diogo Moraes, no entanto, rebateu a argumentação exibindo em mãos sua certidão de filiação já atualizada, documento que, segundo ele, comprova a legalidade da sua condição e a regularidade da participação na comissão. O gesto inflamou ainda mais o debate, com oposicionistas afirmando que a exigência de atualização no sistema do TSE era uma tentativa clara de atrasar os trabalhos e criar obstáculos burocráticos. A oposição sustentou que a Mesa Diretora da Alepe já havia sido oficialmente comunicada sobre as mudanças partidárias e, por isso, a instalação da CPI teria respaldo jurídico e regimental. Governistas, por sua vez, acusaram a direção da Casa de agir em conluio com os deputados que trocaram de partido, numa suposta manobra para garantir a maioria oposicionista na comissão.

A tensão refletiu o peso político que a CPI da Publicidade carrega dentro da Alepe, sendo vista como um teste de força entre a base da governadora Raquel Lyra e a oposição liderada pelo PSB, agora reforçada por antigos aliados que migraram para outras legendas. Ainda durante a reunião, os ânimos permaneceram exaltados, com debates acalorados sobre a validade dos atos e a legitimidade da condução do processo. Apesar das divergências, a sessão seguiu com a indicação de que a eleição dos membros e da presidência da comissão deveria acontecer, abrindo espaço para a fase investigativa que promete ser uma das mais intensas dos últimos anos na Casa Joaquim Nabuco. O episódio inaugural já deixou evidente que a CPI será palco de confrontos diretos e que cada detalhe processual será usado como arma de disputa política, antecipando semanas de embates duros e negociações de bastidores que podem redefinir forças na política estadual.

MDB RECEBE WALDEMAR BORGES EM MOVIMENTO QUE MIRA EQUILIBRAR FORÇAS NA ALEPE


O retorno do deputado estadual Waldemar Borges ao MDB marca um dos capítulos mais simbólicos da atual legislatura em Pernambuco, resgatando a trajetória de um político que já havia passado pela sigla em momentos cruciais da redemocratização brasileira. Militante histórico do PSB e considerado um dos parlamentares mais experientes da Casa Joaquim Nabuco, Borges reencontra o MDB após quase quatro décadas, já que em 1988 concorreu pela primeira vez a uma eleição de vereador sob a bandeira emedebista, quando o partido era visto como herdeiro direto das lutas contra o regime militar e referência de resistência democrática. A movimentação não é apenas uma volta nostálgica, mas carrega consigo forte carga de articulação política em meio ao ambiente de instabilidade que a governadora Raquel Lyra enfrenta na Assembleia Legislativa. A chegada do deputado ao MDB fortalece a legenda dentro do Legislativo e cria uma rede de influência capaz de reposicionar o partido como peça-chave na correlação de forças, em especial no jogo travado contra a base governista. Borges sempre foi um articulador habilidoso, acostumado a atuar tanto nos bastidores quanto em debates públicos de grande repercussão, o que aumenta o peso de sua entrada no partido liderado em Pernambuco por figuras que pretendem ampliar protagonismo nos próximos anos. O gesto também representa um sinal de que setores antes identificados historicamente com o PSB buscam novos espaços e alianças para se contrapor à condução política do Palácio do Campo das Princesas. Ao se somar ao MDB, Borges passa a ser um elo entre a memória da luta democrática e os desafios do presente, carregando sua experiência de legislador, ex-presidente da Alepe e articulador nato de maiorias. Essa movimentação promete aquecer ainda mais os embates parlamentares, sobretudo em votações que envolvem a pauta de interesse do governo estadual, que passa a ter diante de si uma oposição mais fortalecida e diversificada. A filiação é também interpretada como uma reaproximação de antigos companheiros de trajetória, já que o MDB abriga quadros que estiveram ao lado de Borges no início de sua caminhada política. Ao mesmo tempo, sinaliza que o partido busca se reposicionar como um polo de gravidade próprio, distante tanto do PSB quanto do bloco governista, mirando a construção de uma identidade renovada. Esse reencontro entre Waldemar Borges e o MDB, portanto, vai além do gesto individual de filiação, representando a tentativa de reescrever papéis no xadrez político pernambucano e de redefinir forças no coração da Assembleia Legislativa.