quarta-feira, 20 de agosto de 2025
ANDREA MEDEIROS RECEBE TÍTULO DE CIDADÃ JABOATONENSE
JOÃO CAMPOS RECONHECE AUTONOMIA DA ALEPE EM MEIO AS MANOBRAS E À CPI DA PUBLICIDADE
O prefeito do Recife, João Campos, adotou postura cautelosa ao comentar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os contratos de publicidade do Governo de Pernambuco, instalada nesta terça-feira (19) na Assembleia Legislativa. Em entrevista concedida no Compaz do Cordeiro, durante o lançamento de um programa de incentivo à leitura, Campos destacou o respeito à autonomia do Legislativo, evitando polêmicas diretas sobre o andamento da CPI. O prefeito ressaltou que questões internas da Assembleia são lideradas pela própria Casa e reafirmou o relacionamento institucional harmonioso com os diferentes poderes, incluindo a Câmara dos Deputados e a Câmara Municipal do Recife.
A CPI ganhou destaque político após movimentações estratégicas que alteraram a composição do bloco governista. Diogo Moraes, que havia se filiado recentemente ao PSB, migrou para o PSDB e foi eleito presidente da comissão. Waldemar Borges, também ex-PSB, filiou-se ao MDB e assumiu a função de relator. Júnior Matuto, por sua vez, entrou no PRD, mantendo a regularidade de seu mandato e evitando riscos relacionados à infidelidade partidária. Essas mudanças, que tiveram aval do comando nacional do PSB, provocaram a saída de PSDB, MDB e PRD do bloco governista, garantindo à oposição a maioria na comissão e definindo a direção dos trabalhos de investigação.
O prefeito João Campos, que já se posiciona como pré-candidato ao Governo de Pernambuco em 2026, destacou que a sua postura não interfere nas decisões da Assembleia. Ele afirmou que sempre manteve um relacionamento baseado no respeito e na autonomia entre os poderes, reforçando que a independência do Legislativo deve ser preservada. Campos ressaltou que seu foco permanece em suas funções administrativas e em projetos sociais, como o programa de leitura lançado durante sua agenda no Compaz do Cordeiro.
A instalação da CPI, marcada por tensões políticas, evidencia a complexidade do cenário estadual, com ex-socialistas ocupando posições estratégicas no colegiado. O processo envolve análise de contratos publicitários e possíveis irregularidades, sob condução de parlamentares que recentemente mudaram de sigla, sem risco de perda de mandato. A articulação política demonstrou capacidade de reorganizar forças, alterando o equilíbrio da base governista na Alepe.
Campos enfatizou que, mesmo em meio a reviravoltas partidárias, a relação institucional com a Assembleia Legislativa e demais poderes permanece sólida. O prefeito procurou evitar confrontos diretos com o Legislativo, destacando que decisões internas da Alepe devem ser conduzidas exclusivamente pelos deputados, mantendo o princípio da separação entre os poderes. Ao mesmo tempo, reforçou sua trajetória política e seu compromisso com o Recife, articulando, paralelamente, sua pré-candidatura ao Governo e ações de impacto social, como programas educativos e culturais, demonstrando foco na administração municipal e no fortalecimento de políticas públicas.
A movimentação da CPI mostra como mudanças partidárias podem influenciar o comando de comissões importantes, impactando diretamente a capacidade do governo estadual de conduzir sua agenda. Mesmo diante de disputas e manobras políticas, João Campos reiterou que mantém absoluto respeito às instituições e à autonomia da Alepe, evitando interferir em processos internos da Assembleia. A condução da CPI e a eleição de seus membros, em meio a uma reorganização partidária, evidencia a dinâmica complexa do cenário político pernambucano, em um contexto que antecede as eleições de 2026.
A postura de Campos reflete cautela e estratégia política, equilibrando sua atuação como prefeito do Recife, pré-candidato ao Governo e mantenedor do respeito institucional, enquanto a CPI da publicidade avança sob presidência de Diogo Moraes, com relatoria de Waldemar Borges e participação de Júnior Matuto, garantindo pluralidade e autonomia às decisões do Legislativo estadual.
GOVERNO DE PERNAMBUCO PRORROGA INSCRIÇÕES DA PRIMEIRA FASE DO PROGRAMA TRANSFORMA PE ATÉ 22 DE SETEMBRO
Edital destina R$ 6 milhões para impulsionar a transformação digital de micro, pequenas e médias empresas no Estado
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), prorrogou até o dia 22 de setembro o prazo de submissão de propostas para a primeira fase do Programa Transforma PE. A iniciativa vai destinar R$ 6 milhões para apoiar a transformação digital de micro, pequenas e médias empresas em todo o Estado
Nesta etapa inicial, podem participar empresas dos setores de gesso, leite, confecção, aquicultura e fruticultura. O edital também prevê pontuação adicional para negócios liderados por mulheres e para aqueles localizados nas regiões do Agreste e do Sertão, fortalecendo a inclusão produtiva e a descentralização regional da inovação.
O programa oferece um bônus tecnológico de até R$ 100 mil por empresa, que poderá ser aplicado em soluções de transformação digital desenvolvidas em parceria com startups ou instituições de pesquisa pernambucanas.
“O Transforma PE aproxima ainda mais o ecossistema de inovação das demandas da sociedade. A transformação digital é um fator-chave para a competitividade das empresas, seja em processos de vendas, logística ou gestão de pessoas”, destacou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Mauricélia Montenegro.
Os recursos do edital são provenientes do Fundo Inovar, operado pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE). As empresas contempladas poderão utilizar o bônus para aquisição de equipamentos, contratação de serviços especializados, passagens, diárias e outros itens de custeio ou capital.
As inscrições devem ser realizadas por meio da plataforma AgilFap, disponível no site www.facepe.br.
DIRETÓRIO DO MDB DE GRAVATÁ NEGA FILIAÇÃO DE WALDEMAR BORGES E COLOCA EM XEQUE ESTRATÉGIA DA OPOSIÇÃO NA ALEPE
A política pernambucana foi surpreendida nesta semana com um impasse que promete ganhar novos capítulos nos tribunais e dentro do próprio MDB. O diretório municipal do partido em Gravatá divulgou nota oficial assegurando que a filiação do deputado estadual Waldemar Borges, anunciada em um ato político na capital ao lado do presidente estadual Raul Henry, jamais ocorreu de forma válida. A declaração ganhou peso porque, de acordo com a legislação e com o regimento interno da legenda, todo filiado precisa registrar o pedido no diretório da cidade em que possui domicílio eleitoral, o que no caso do parlamentar é justamente Gravatá.
A ausência desse trâmite burocrático abre margem para contestação e torna a movimentação política ainda mais delicada. Borges, que até então integrava os quadros do PSB, foi apresentado como novo nome do MDB em um gesto que buscava reforçar a oposição ao governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa. Porém, a posição do MDB de Gravatá coloca em dúvida a legalidade do processo e fragiliza a narrativa construída pela oposição, que tentava demonstrar força com a chegada de um deputado experiente aos seus quadros.
Segundo membros do diretório municipal, não houve qualquer comunicação oficial sobre a adesão de Borges, o que inviabiliza sua regularização nos sistemas partidários. Esse detalhe técnico, aparentemente simples, pode anular completamente a filiação e gerar embaraços não apenas ao deputado, mas também ao próprio comando estadual do MDB, que agora precisa justificar como um ato público foi realizado sem cumprir as regras internas previstas.
O caso revela ainda a tensão entre as instâncias do partido, já que o diretório estadual teria conduzido a negociação sem observar o papel do núcleo local, responsável direto por validar a entrada de novos filiados domiciliados no município. Na prática, se confirmada a nulidade, Waldemar Borges continuaria vinculado ao PSB, retirando da oposição a principal vitória que vinha sendo propagada nos últimos dias.
Juristas consultados avaliam que a situação pode ser levada à Justiça Eleitoral, já que a filiação partidária é requisito fundamental para o exercício do mandato e para a definição das bancadas dentro da Alepe. A ausência de registro em Gravatá abre precedente para questionamentos não apenas de adversários políticos, mas também do próprio Ministério Público Eleitoral.
O episódio coloca em xeque a habilidade de articulação da oposição e expõe a fragilidade de um movimento que pretendia alterar o equilíbrio de forças no Legislativo pernambucano. Enquanto o MDB estadual celebrava a filiação, o diretório municipal a desmentia, criando um cenário de incerteza que repercute diretamente no tabuleiro político da Alepe e nas movimentações partidárias às vésperas de novas disputas eleitorais.