segunda-feira, 24 de novembro de 2025

MARCÍLIO RÉGIO CELEBRA ABERTURA DO VERÃO E COBRA MAIS ATENÇÃO DE RAQUEL LYRA AO LITORAL NORTE

A Abertura do Verão Goiana 2026 tem movimentado intensamente o litoral do município neste mês de novembro. Com uma programação que inclui atrações nacionais de grande porte, os shows têm reunido um público expressivo, consolidando Goiana como um dos destinos mais procurados da temporada e fortalecendo a economia local.

Durante as apresentações em Ponta de Pedras, neste final de semana, o prefeito Marcílio Régio comemorou o sucesso do evento e destacou o impacto positivo que ações como essa geram no comércio, nos serviços e no turismo em toda a região. Ao mesmo tempo, reforçou a necessidade de que o Governo do Estado volte os olhos para o Litoral Norte, que há anos aguarda mais investimentos estruturadores.

“Estamos promovendo um verão forte, organizado e com atrações que trazem público de toda a região. Isso movimenta nossa economia e gera trabalho para muita gente. Mas sabemos que Goiana tem potencial para avançar muito mais. Para isso, precisamos de mais atenção do Estado ao nosso litoral”, afirmou o prefeito.

Marcílio lembrou que Goiana é porta de entrada de Pernambuco e possui um dos litorais mais bonitos e estratégicos do Estado, com condições reais de se transformar em um polo turístico ainda mais expressivo. Segundo ele, com investimentos adequados é possível ampliar a infraestrutura, melhorar o acesso às praias, fortalecer a cadeia produtiva do turismo e garantir mais qualidade de vida para quem vive e trabalha na região.

“O povo de Goiana merece investimentos. Estamos fazendo nossa parte, organizando o verão, elevando a programação e colocando o município em evidência. Agora é fundamental que o Estado caminhe junto para impulsionar de vez o turismo do Litoral Norte”, destacou.

Com a temporada oficialmente aberta e um público que cresce a cada final de semana, a Prefeitura reforça que seguirá atuando para promover desenvolvimento, gerar oportunidades e colocar o litoral goianense no patamar que ele merece.

OROBÓ SELA ALIANÇA ROBUSTA EM TORNO DE FELLYPE MARTINS E CONSOLIDA NOVA FORÇA REGIONAL

O cenário político de Orobó ganhou um novo capítulo de peso com o anúncio oficial do apoio do grupo da situação à pré-candidatura de Fellype Martins para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. A decisão, articulada e conduzida pelo prefeito Biu Abreu e pela vice-prefeita Lia — mãe do ex-prefeito e atualmente uma das principais lideranças do Agreste, Chaparral — reforça uma união considerada histórica no município.

A adesão não apenas consolida um bloco político coeso na cidade, como também projeta Fellype Martins como peça central na disputa legislativa, especialmente pela sintonia construída com Juliana de Chaparral, pré-candidata a deputada federal. A dupla formará uma dobradinha estratégica em Orobó, com foco na ampliação de investimentos, na defesa de bandeiras regionais e na aproximação do município com iniciativas que impulsionem o desenvolvimento econômico e social do Agreste Setentrional.

O movimento ganha ainda maior expressão ao receber o respaldo dos prefeitos Zé Martins, de João Alfredo, e Chaparral, de Surubim — duas lideranças que vêm desempenhando papéis decisivos no fortalecimento da região. Ambos destacam que a união em torno do projeto representa mais do que uma aliança eleitoral: trata-se da construção de um eixo integrado de atuação, que pretende levar reivindicações conjuntas e fortalecer a presença do Agreste no debate estadual.

Nos bastidores, a articulação é vista como um passo calculado e estratégico, capaz de reposicionar Orobó e cidades vizinhas num patamar de maior visibilidade política. A expectativa é que, com essa frente ampliada, Fellype Martins ganhe musculatura para defender com firmeza pleitos antigos da população, ao mesmo tempo em que novas agendas de desenvolvimento são colocadas no centro das discussões.

A união, celebrada por lideranças locais e regionais, sinaliza um momento de alinhamento raro na política municipal — cenário que fortalece a pré-campanha e amplia as perspectivas de resultados concretos para o Agreste Setentrional.

AGLAISON VICTOR UM EX-SOCIALISTA EM ATIVIDADE


Os gestos recentes do deputado estadual Aglailson Victor (PSB) em direção à governadora Raquel Lyra, inclusive com direito a registro em vídeo, reacenderam debates nos bastidores sobre seu futuro político. Embora a aproximação tenha chamado atenção, lideranças ouvidas na região reforçam que o parlamentar está, na prática, afastado do prefeito João Campos e do PSB há bastante tempo, aguardando apenas a abertura da janela partidária para consolidar sua migração para uma nova sigla.

Aglailson Victor ainda carrega o peso da derrota acachapante que sofreu nas eleições municipais de Vitória de Santo Antão para o atual prefeito Paulo Roberto (MDB). O episódio, que desestruturou seu grupo político no município, abriu caminho para que Paulo Roberto se tornasse um dos aliados mais próximos de João Campos tanto na cidade quanto em áreas estratégicas da região. Desde então, o deputado viu sua influência diminuir dentro do próprio partido, o que ampliou o distanciamento em relação ao comando socialista.

O afastamento do núcleo do PSB não começou agora. Em 2022, seu pai, Aglailson Júnior, já havia abandonado o palanque socialista ainda durante a campanha eleitoral, marcando um rompimento que se tornou evidente e aprofundou a sensação de isolamento do deputado. Com a perda de espaço e sem perspectivas de reaproximação, os movimentos de Aglailson Victor em direção ao governo estadual são interpretados como passos calculados de quem prepara uma transição inevitável.

Enquanto isso, no PSB, a leitura interna é de que o deputado já não integra o núcleo ativo da legenda. A expectativa é de que, assim que a janela partidária abrir, o gesto formal de saída seja apenas a confirmação de um caminho que, nos bastidores, já está traçado.

RAQUEL LYRA INICIA SEMANA COM PACOTE ROBUSTO DE OBRAS, AÇÕES SOCIAIS E AVANÇOS NA PROTEÇÃO ÀS MULHERES EM PERNAMBUCO

A segunda-feira (24) começou marcada por uma agenda intensa da governadora Raquel Lyra, que imprimiu um ritmo acelerado a um conjunto de ações estratégicas voltadas à infraestrutura, abastecimento de água, fortalecimento de políticas sociais e ampliação da rede de proteção às mulheres em Pernambuco. Em uma sequência de compromissos que atravessou todo o dia, a gestora reuniu diferentes áreas do governo para destravar projetos, firmar convênios e consolidar entregas que dialogam diretamente com demandas históricas da população.

Pela manhã, às 10h, Raquel Lyra participou do segundo encontro do Fórum Permanente de Infraestrutura de Pernambuco, espaço que reúne governo, setor produtivo, especialistas e entidades para debater gargalos e propor soluções para mobilidade, energia, saneamento e logística. A presença da governadora simbolizou o esforço do Executivo estadual em impulsionar investimentos estruturantes e garantir previsibilidade às obras consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico.

Pouco depois, sua agenda avançou para um compromisso estratégico com as Forças Armadas: às 17h, ela assinou um convênio com o Exército Brasileiro, reforçando a parceria institucional em ações de engenharia, logística e cooperação técnica, especialmente em projetos que beneficiam áreas rurais e regiões de difícil acesso.

Às 15h, no Palácio do Campo das Princesas, Raquel deu um passo importante na área de recursos hídricos ao autorizar o início das obras de implantação do sistema de abastecimento de água das comunidades de Cruzeiro do Oeste e Jabuticaba, no município de Sairé. A iniciativa, esperada há anos pelos moradores, levará água tratada para 2.600 pessoas, garantindo dignidade e segurança hídrica para populações que convivem historicamente com limitações no acesso ao recurso.

Na mesma solenidade, a governadora assinou a autorização para o início das obras de asfaltamento de 11 ruas no município de Santa Terezinha. A intervenção beneficiará diretamente cerca de 3 mil moradores, que passarão a contar com vias mais seguras, trânsito mais fluido e melhoria geral na mobilidade urbana. O conjunto de obras faz parte da estratégia de interiorização dos investimentos estaduais, descentralizando ações e atendendo municípios de menor porte.

Encerrando o dia com foco na pauta social, às 18h Raquel Lyra comandou uma cerimônia de grande simbolismo no âmbito dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Na solenidade, foram anunciadas medidas estruturantes que reforçam a rede de enfrentamento à violência no Estado. Entre elas, o lançamento da primeira Casa de Passagem estadual, a assinatura de convênios para implantação de 30 novos Centros de Referência da Mulher e a formalização de parcerias com 77 municípios para o programa Mães na Creche, iniciativa que apoia mulheres em situação de vulnerabilidade que precisam conciliar trabalho e cuidado com os filhos.

A governadora também anunciou o edital de licitação para a construção da Casa da Mulher Brasileira na Região Metropolitana, em parceria com o governo federal. O equipamento reunirá, em um único espaço, serviços de acolhimento, atendimento jurídico, psicossocial e orientação laboral, consolidando uma estrutura de referência nacional no apoio às pernambucanas.

Com um dia marcado por entregas concretas e políticas públicas articuladas, Raquel Lyra deu início a uma semana que promete movimentar diferentes áreas do governo, reforçando seu compromisso com desenvolvimento, inclusão social e a proteção de direitos em Pernambuco.

REGINA DA SAÚDE GANHA NOVO IMPULSO NO SERTÃO COM APOIO DE ERIVALDO PEREIRA, LÍDER RESPEITADO EM SALGUEIRO

A pré-candidatura de Regina da Saúde voltou a movimentar os bastidores políticos do Sertão Central. Desta vez, a ex-prefeita de Itaíba recebeu um reforço de peso: o apoio do ex-vereador salgueirense Erivaldo Pereira, figura reconhecida pela atuação social e pelo trabalho voluntário junto à população mais vulnerável.

Erivaldo não é um nome qualquer no cenário político de Salgueiro. Vicentino há anos, ligado diretamente às ações de cuidado e assistência, ele construiu sua trajetória com foco na solidariedade. Foi vereador por duas legislaturas — sendo a mais recente iniciada a partir da suplência — sempre defendendo pautas sociais e ambientais. Um de seus maiores marcos foi a indicação que se transformou em lei, garantindo repasse mensal de R$ 30 mil da Prefeitura de Salgueiro para a Sociedade São Vicente de Paulo, instituição que acolhe idosos em situação de vulnerabilidade na cidade e em municípios vizinhos. Um gesto que, para muitos, simboliza sua atuação comprometida e humana.

Ao anunciar seu apoio, Erivaldo fez questão de destacar as qualidades pessoais e políticas de Regina. “Regina está em uma caminhada vitoriosa pelo olhar, a humildade, a simplicidade que tem de atender bem as pessoas. Fiquei envolvido com a maneira dela trabalhar, algo que nunca vi em ninguém. Que ela faça disso o caminho para a vitória”, afirmou o ex-vereador, em tom de confiança e entusiasmo.

O gesto amplia ainda mais a presença de Regina da Saúde no Sertão. Nas últimas semanas, a pré-candidata tem acumulado adesões de lideranças regionais, consolidando uma rede que, segundo aliados, reforça sua força eleitoral e sua capacidade de diálogo com diferentes segmentos.

Com a entrada de Erivaldo Pereira no palanque, Regina demonstra que sua pré-campanha avança não apenas por promessas, mas pela identificação com lideranças que carregam trajetórias de serviço ao povo. O Sertão, ao que tudo indica, tem se tornado um dos pilares mais firmes do seu projeto rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco.

MICHELLE VISITOU BOLSONARO NA CADEIA

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília às 15h para visitar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, neste domingo (23).

Sem falas na chegada, ela desembarcou do carro próximo ao prédio principal da sede regional e acenou brevemente para os cerca de 30 apoiadores que aguardavam a chegada dela em frente à unidade da PF. As informações são da Folha de S.Paulo.

Manifestantes se instalaram em frente à Superintendência desde que Bolsonaro veio cumprir a prisão preventiva no local, ontem (22). Até agora, apenas médicos e advogados do ex-presidente puderam visitá-lo. Pela manhã, foi realizada audiência de custódia.

Bolsonaro está preso preventivamente por determinação de Moraes. Ele foi levado para uma sala especial da Superintendência da PF em Brasília. Entre as justificativas para o ministro decretar a medida do ex-presidente, com a transferência dele de casa, onde cumpria prisão domiciliar, para a PF, está a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica. Bolsonaro admitiu ter feito essa tentativa.

EDUARDO BOLSONARO CONTESTA NORMALIDADE DEMOCRÁTICA E SUGERE PREPARAÇÃO PARA “EXÍLIO” EM 2026

Em uma entrevista que reacendeu o debate sobre a participação da direita nas eleições de 2026, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou à CNN Brasil que não enxerga um ambiente democrático no país caso ele, o irmão senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), permaneçam impedidos de disputar cargos eletivos. A declaração, feita neste sábado (22), ecoou na cena política e alimentou discussões sobre o rumo da oposição no próximo pleito presidencial.

Falando dos Estados Unidos, onde está afastado de suas funções parlamentares, Eduardo insistiu que, sem a presença direta do núcleo bolsonarista, qualquer candidatura de direita estaria limitada. Segundo ele, ainda que um nome conservador consiga se consolidar, enfrentaria barreiras institucionais que, em sua visão, impossibilitariam uma atuação independente. “Por mais que seja visto como alguém de direita, não terá poder para agir livremente; vai ter que pedir benção ao STF”, declarou, reforçando críticas ao Judiciário e ao ministro Alexandre de Moraes.

O parlamentar ainda afirmou que não pretende legitimar o processo eleitoral participando de “espetáculos circenses”, expressão usada para descrever o que considera uma tentativa de conferir aparência democrática a um cenário que julga desequilibrado. Eduardo insinuou que parte da direita pode cogitar um boicote às eleições, embora tenha dito que essa é uma discussão ainda em aberto.

Em tom de alerta, ele recomendou que eventuais candidatos conservadores se preparem para deixar o país caso sejam derrotados nas urnas. A sugestão incluiu ter passaporte válido, visto americano, conta no exterior e meios para uma fuga rápida. Para o deputado, tais medidas seriam necessárias diante do que chamou de “regime alexandrino”, referência às decisões do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. Encerrando sua fala, Eduardo afirmou que, na sua avaliação, o Brasil já não vive uma normalidade institucional, reacendendo críticas e tensões no cenário político nacional.

COLUNA ESPECIAL | ITACURUBA - ACIDADE QUE O RIO ENGOLIU | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

ITACURUBA: A CIDADE QUE O SERTÃO VIU SUBMERGIR

OS IMPACTOS DA BARRAGEM DE ITAPARICA NA VIDA, NA ALMA E NO FUTURO DO POVO SERTANEJO

UM MUNICÍPIO PEQUENO COM  HISTÓRIA MAIOR QUE ELE PRÓPRIO

Antes da inundação, Itacuruba era um retrato fiel do sertão ribeirinho: um povo simples, trabalhador e profundamente ligado ao Velho Chico. A cidade vivia do rio — pescando, cultivando nas várzeas férteis e movimentando um comércio que dependia do fluxo constante de embarcações. Emancipada em 1963, deixou de ser distrito de Floresta e passou a caminhar com as próprias pernas.
Mesmo pequena, com clima seco e clima social acolhedor, Itacuruba tinha vida, movimento, sons, cheiros e rotinas. O crescimento era humilde, mas contínuo. Era uma cidade que existia porque estava de frente para o rio — e do rio tirava força.

A CHEGADA DA BARRAGEM E A MUDANÇA QUE NINGUÉM PEDIU

Quando a Chesf iniciou as obras da Barragem de Itaparica, no início dos anos 1980, a promessa era de desenvolvimento regional, geração de energia e modernização do Nordeste. Mas o preço foi alto. Muito alto.
O projeto previa a criação de um enorme lago artificial — e ele engoliria casas, igrejas, comércios, cemitérios e a própria história de milhares de pessoas. Cidades como Petrolândia e Rodelas perderam territórios, mas conseguiram manter parte das áreas urbanas.
Itacuruba não teve a mesma sorte: seu traçado urbano inteiro ficava na área que seria inundada. A cidade estava condenada a desaparecer sob as águas de um lago que nem sequer existia ainda.

A MUDANÇA FORÇADA E O DIA EM QUE A CIDADE SUMIU DO MAPA

A água começou a subir. Devagar, silenciosamente. Casas foram sendo evacuadas às pressas, móveis embrulhados, objetos recolhidos com urgência. Famílias inteiras se despediram de lugares onde haviam nascido, crescido e enterrado seus parentes.
O que não foi levado ficou para trás: galpões, lojas, a antiga igreja matriz — tudo submerso.
Em março de 1988 foi inaugurada a nova Itacuruba, construída a quilômetros do rio. Um lugar planejado, mas frio. Estradas largas demais para quem estava acostumado a ruas estreitas. Casas iguais demais para quem tinha orgulho de suas janelas coloridas.
O distanciamento físico do rio representava também o distanciamento da própria identidade do povo.

INDENIZAÇÕES, ILUSÕES E A CRISE SILENCIOSA QUE VEIO DEPOIS

A Chesf indenizou famílias e ofereceu pagamento mensal temporário para compensar o impacto da mudança. Para muitos, foi dinheiro que nunca imaginaram ter.
Carros foram comprados. Casas novas erguidas. Uma alegria momentânea tomou conta da cidade recém-instalada no sertão seco.
Mas com o tempo, a água parou de subir — e o dinheiro também.
Sem o rio por perto, sem as várzeas produtivas, sem o comércio fluvial e sem oportunidades, a cidade mergulhou em uma crise profunda.
A população, antes ativa, viu a ociosidade dominar o cotidiano. A dependência do auxílio e a falta de atividades produtivas abriram espaço para algo mais grave: o sofrimento emocional. O vazio. A tristeza. E, logo, o adoecimento silencioso.

A ECONOMIA QUE SEC0U JUNTO COM O LAÇO COM O RIO

A economia de Itacuruba sofreu um impacto brutal.
Antes da barragem
:

  • agricultura irrigada produtiva,

  • comércio de passagem forte,

  • pesca abundante,

  • criação de animais,

  • atividades ribeirinhas diversas.
    Depois da mudança:

  • o solo era pobre, seco, difícil de cultivar;

  • o comércio perdeu movimento, pois ninguém mais passava pela cidade;

  • a pesca virou memória;

  • as feiras perderam compradores;

  • a cidade se isolou.

Com o tempo, o que restou como atividade econômica foi:

  • o funcionalismo público;

  • pequenos mercados e mercearias;

  • serviços básicos;

  • e programas sociais que sustentam boa parte da população.
    Itacuruba deixou de ser uma cidade de oportunidades e virou uma cidade de resistência.   

TRAGÉDIA INVISÍVEL: DEPRESSÃO, TRISTEZA E O ALTO ÍNDICE DE SUICÍDIOS

A dor coletiva não demorou a aparecer nos números.
Em 2007, estudos mostraram que Itacuruba tinha um índice de suicídios dez vezes maior que a média brasileira. Dez vezes.
O impacto foi tão forte que a cidade passou a ser tema de pesquisas acadêmicas, matérias jornalísticas nacionais e debates sobre saúde mental.
O que os especialistas encontraram foi um quadro típico de deslocamento traumático:

  • perda de território,

  • perda de identidade,

  • ruptura com o modo tradicional de vida,

  • isolamento geográfico,

  • falta de perspectivas e oportunidades.

Em 2025, segundo dados da própria prefeitura, foram registradas 36 tentativas de suicídio — duas fatais.
Quase uma por semana.
É a prova viva de que a tragédia de Itacuruba não pertence ao passado. Ela continua acontecendo.

A HERANÇA DA BARRAGEM: MEMÓRIAS SUBMERSAS E FUTURO INCERTO

A Barragem de Itaparica deslocou aproximadamente 40 mil pessoas em Pernambuco e Bahia, inundando cerca de 83 mil hectares.
Mas Itacuruba carrega a marca mais profunda:
foi a única cidade completamente apagada do mapa pela água.
E, hoje, a antiga Itacuruba ainda está lá embaixo.
Submersa, inteira, silenciosa.
Quando o nível do lago baixa, moradores contam que às vezes conseguem ver telhados, torres, pedaços de ruas — como se o passado insistisse em pedir socorro.
As memórias estão ali, trancadas sob um espelho d’água que não reflete, mas esconde.

UM POVO QUE RESISTE, LUTA E SEGUE EM PÉ MESMO ABAFADO PELA DOR

Apesar de tudo — da inundação, da mudança forçada, da perda de identidade, da crise econômica e do peso emocional — o povo de Itacuruba não se rendeu.
O sertanejo tem uma força que surpreende. Uma fé que levanta. Uma coragem que renova.
A cidade reconstrói a própria história todos os dias, reinventando seu jeito de viver no sertão.
É uma luta silenciosa, mas cheia de dignidade.
Itacuruba segue de pé. E isso, por si só, já é uma vitória. É isso!